
Foi com muito trabalho que conseguimos esta vitória por 4x2 frente ao Rio Ave. Mas as duas equipas proporcionaram um belo espectáculo, com golos, caudal ofensivo, muitas oportunidades e imprevisibilidade até ao fim. No que diz respeito ao encontro, a primeira parte foi bastante equilibrada. Iam-se sucedendo oportunidades de parte a parte mas nada de extremo, até que o árbitro assinala grande penalidade sobre Montero e Nani, na cobrança, não deu hipóteses. O Rio Ave acusou um pouco o golo, mas até ao intervalo, numa excelente jogada de contra-ataque, chegou à igualdade. A 2.ª metade do encontro principiou com um Sporting mais acutilante em termos ofensivos e com os de Vila do Conde a ameaçar no contra ataque. Em pouco mais de 5 minutos, 4 ocasiões para os para nós. Aos 60', Montero acabou mesmo por fazer o 2-1, a passe de Jefferson. Depois foi João Mário a finalizar de cabeça "à ponta-de-lança" para o terceiro golo. Nos instantes seguintes, o Rio Ave reduziu com um tiraço de Hassan e recolocou alguma dúvida no encontro. Ainda assim, nos descontos voltou o herói do costume. Tanaka, aos 90', fez o 4.º golo e fechou as contas da vitória.
No geral o nosso Sporting sentiu muitas dificuldades para travar os venenosos contra-ataques do Rio Ave e só com muita objetividade chegou à vitória.
Montero - Rematou por duas vezes muito forte, de fora da área, para excelentes defesas de Cássio, antes de finalizar com muita classe o cruzamento de Jefferson para o segundo golo. Foi também ele que sofreu o penálti que abriu o marcador.
João Mário - Começou o jogo a acumular erros e passes mal medidos, mas subiu de produção após a saída de André Martins, que o levou ligeiramente mais para a frente. Fez um golo e criou várias vezes perigo.
Jefferson - Jogo de alta rotação para o brasuca. Excelente, por exemplo, o cruzamento no fim de um pique em velocidade a servir Montero para o segundo golo, ele que logo a seguir voltou a fazer o mesmo e levou a bola a sair perto do poste. Na primeira parte tirou o golo a Tarantini quase milagrosamente.
Carlos Mané - Substituiu ao intervalo um Carrillo lesionado mas que não estava a fazer um bom jogo. Pois bem Mané entrou logo no início da segunda parte e o jogo mudou, trouxe irreverência, velocidade e futebol pelas alas que empurrou a equipa.
Ryan Gauld - Dificilmente podia querer uma estreia melhor: recebeu a bola, tirou um rival do caminho com um túnel e serviu Nani, que assistiu João Mário para o golo. Para além disso procurou sempre pressionar com a sua rapidez e deu sempre fluidez ao jogo. Fez o que o substituído André Martins não conseguiu fazer.
Tanaka - Já começa a ganhar reputação de talismã! Esteve pouco mais de dez minutos em campo mas foi tempo suficiente para aplicar o golo da tranquilidade.