terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

#SomosTodosRuiPatricio


Tanto se me dá que gozem connosco como não. Tenho a capacidade de me saber rir de mim próprio quando o assunto não é sério, e o que correu mal ao Patrício pode correr a qualquer um de nós por exemplo no nosso local de trabalho. Nós como o nosso Rui temos de saber dar a resposta como ele sempre deu dentro de campo.

Sinceramente, o que me incomodou e me ofendeu até, foi o pedido de desculpas da dita cerveja "nacional" a dizerem que não era essa a intenção... é claro que era! E se era, assumam. não queiram comer-nos as papas na cabeça e pedirem desculpas quando as desculpas já estavam prontas antes do video.

PS: Onde é que aquilo foi frango?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ainda sem estofo de campeão


Futebol ganha-se com técnica e táctica mas também com (muita) testosterona - ou "cojones", como diria o Simeone. Perder 5 pontos no campeonato contra o Belenenses... é simplesmente ridículo!
Para além disso não compreendo como um treinador permite que a sua equipa jogue constantemente no cruzamento sem ter na área pelo menos um jogador com as caracteristicas apropriadas para esse tipo de jogo.
O empate contra o Benfica naquelas circunstâncias foi um murro no estômago de que não se recupera numa semana. Apanhar este Belém, que não joga nada – repito: nada de nada, que aposta tudo na organização defensiva, não é exactamente o tipo de jogo ideal para resolver a ressaca. Vamos a ver o que acontece na Alemanha. Não estou optimista, mas também não estou receoso. É absolutamente indispensável mais concentração defensiva (a defender, tanto o Cédric como o Jefferson alhearam-se inúmeras vezes do jogo) e muito mais William, Nani e Carrillo (que são os únicos jogadores francamente acima da média que presentemente o plantel do Sporting possui). É também muito importante rapidamente fazer os jogadores perceberem que, daqui para a frente não é só UEFA e Taça de Portugal. O campeonato não acabou. Mesmo o 3º lugar é importantíssimo, muito por causa do acesso que confere à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O facto de o 1º lugar constituir agora uma miragem não é razão para que, por negligência, nos deixemos “apanhar” pelo Braga. Não tendo estofo para mais, será isso o exigido.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Portugalinho


"Museu, piscinas e espaços comerciais do Benfica estão ilegais" Público
"Antonio Costa livra Benfica de pagar quase dois milhões à autarquia" Diário de Noticias

O que eu acho engraçado é ouvir dizer os lampiões que nós somos a comédia de Portugal quando, ora vejam, um clube que falsificou a data de fundação, que sobrevaloriza os títulos que tem, que tem as claques ilegalizadas, que tem um ex-presidente na prisão (e este não está porque não somos um país a sério) e que agora tem o museu, os espaços comerciais e sabe-se lá mais o quê ilegais, e eu pergunto, e o cómico somos nós ? Vergonha é a palavra que define aquela colectividade recreativa da área da corrupção activa, passiva, branqueamento, crime organizado, homicídio, alteração ilegal aos próprios estatutos, atropelo à lei, etc, etc.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Empate com sabor a injustiça


Ontem mesmo entre sportinguistas, pareceu que o Benfica foi o grande vencedor do derby em Alvalade, apesar do empate a uma bola no marcador. Os encarnados deixaram a ideia de que a igualdade servia claramente as suas intenções, pelo que terminaram o encontro a celebrar terem perdido dois pontos para o Porto. Da nossa parte houve sempre vontade de ganhar o jogo, fomos mais ofensivos e mesmo não criando muitas oportunidades de golo, estivemos sempre mais perto de fazê-lo mais que uma vez.
Contudo o modo como foi consentido o empate foi o que mais nos ficará marcado. A defesa, impecável durante 93 minutos, subiu a despropósito e colocou-se à mercê de sorte, que acabou por sorrir a Jardel. Colectivamente, o Sporting fez um bom trabalho pressionando as linhas adversárias, e isolando os oponentes mais perigosos (raramente Jonas ou Salvio tiveram apoios próximos), a defesa esteve sempre concentrada, e o ataque tentou procurar espaços, embora abusasse de cruzamentos, que pouco mais originaram do que pontapés de canto para a estatística. Neste aspecto a ausência de Slimani fez-se sentir, pois as muitas bolas colocadas na área encarnada pouco perigo criaram.

William Carvalho - Funcionou com uma espécie de farol à frente da defesa, principalmente quando a equipa não tinha a clarividência para procurar os melhores caminhos rumo ao meio campo adversário. Criticado por esta temporada estar a exibir-se alguns furos daquilo a que nos habituou na temporada passada, o médio internacional português esteve como queremos que ele esteja.

Paulo Oliveira/Tobias Figueiredo - A juventude da nossa defesa era o principal handicap perante avançados experientes como são Lima e Jonas. Os miúdos não tremeram e deram bem conta do recado. Prova disso é que quase permitiram nenhuma finalização aos homens mais adiantados das águias, proporcionando uma noite mais tranquila do que o esperado a Rui Patrício. Destaco para o modo como os centrais ganharam os duelos individuais, raramente recorrendo à falta, e tentando colocar a bola nos médios.

Jefferson - O nosso brasileiro meteu o adversário argentino (Salvio) no bolso e dedicou-se bem ao trabalho ofensivo. Tirou um punhado de cruzamentos, mas o seu melhor cliente, Slimani, não estava na área para corresponder. Valeu o seu golo a vingar o vandalismo que sofreu á dias.

Adrien Silva - Recuperou um sem número de bolas, sendo dos primeiros a dar a palavra de ordem para pressionar à saída da área das águias. Não esteve tão disponível para o momento ofensivo, mas, ainda assim, destacou-se pela entrega que colocou em campo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A vitória da estabilidade


É um lugar comum, porém não deixa de ser verdade: a estabilidade da estrutura em qualquer organização é , sem sombra de dúvidas, fator chave para o sucesso. Assim, é com felicidade que vejo as “nuvens negras” a dissiparem-se do horizonte sportinguista, com o início da reconciliação entre os responsáveis pelo futebol. É a vitória do bom-senso, equilíbrio e afirmo-o sem quaisquer pudores, da verdade.
Inicio a minha reflexão, pela análise da última característica que atribui aos relativamente recentes acontecimentos, isto é, o triunfo da verdade. A reiteração da posição do Presidente do Sporting Clube de Portugal em relação à matéria do treinador, defensora da manutenção do referido agente contribui inevitavelmente, na minha ótica, para o total desabamento das declarações do ilustre José Eduardo. O confronto entre a coerência e a fundamentação vs a incoerência e a conspiração, para mim, conduzirá apenas ao triunfo das primeiras sobre as segundas. E sendo ambas as intervenções mutuamente exclusivas ( assumindo-se uma como necessariamente verdadeira e outra como consequentemente falsa), então é natural que me posicione pela veracidade daquelas que são mais verossímeis e coerentes. Por outro lado, o respeito pela instituição e pelos quadros honrosamente eleitos são também fatores que me levam a defender tal tese. Não é acefalia é apenas a promoção de vínculos de confiança necessários. Caso contrário, estaria a fazer a apologia daquilo que critiquei, das absurdas teorias da conspiração não fundamentadas, reativas, desnecessárias. Era a vitória da incoerência.
Escrevi, igualmente, que a reconciliação é também a vitória do bom-senso. Esta conclusão, resulta de algo que, em cima, também já mencionei: a absoluta necessidade de estabilidade. É a estabilidade que abre portas a um progressivo aperfeiçoamento dos métodos de trabalho, abrindo as bases para um sucesso futuro. Exemplifico tal posição recorrendo a um exemplo estrangeiro: foi a persistência, a confiança no treinador, Alex Ferguson, que possibilitaram, em harmonia com a estrutura, importantes sucessos desportivos.
Em último lugar, destaco o equilíbrio. O equilíbrio de duas posições. Da posição do Presidente e da restante direção e da posição do treinador e sua equipa. A vitória do equilíbrio entre a defesa do dogmatismo programático e da autonomia desportiva do treinador. Provavelmente, uma das partes perdeu mais do que ganhou, cedeu substancialmente mais do que a outra, mas como muitos dizem C'est la vie. Em nome do sucesso, tudo é defensável, quase tudo é aceitável.