Mesmo com o balneário assaltado durante a semana de trabalho, os algarvios não voltaram a abrir portas à "vilanagem". Tudo começou com um Sporting por cima, mas nunca totalmente. Em 4x3x3, no primeiro jogo sem Liedson, os verdes e brancos contaram com os regressos ao onze de Torsi, João Pereira, Maniche e Valdés, que até entraram bem, embora sempre diante da aplicação rubro-negra - a alinhar no mesmo esquema -, que recolheria dividendos da sua atitude na partida. Foi, aliás, essa a chave do jogo.
Disse que o Sporting estava melhor, ainda que tenuamente, mas as limitações não se escondiam: menor pressão (o 31 não faz falta só a marcar); dificuldade em carrilar jogo pelo meio; falta de qualidade na circulação de bola; Postiga a ter a ajuda de um infatigável André Santos no combate à solidão, já que ela pouco vinha das "diagonais" de Vuk ou Valdés - o chileno sairia mesmo magoado para ceder posto a Cristiano, desdita que já sucedera a Grimi no aquecimento. A luta contra a má sorte num encontro sempre dividido parecia possível quando o caxineiro colocou o Sporting na frente aos 27', mas a capacidade de se impor, mesmo quando torna a terra firme a seus pés, acabou por se fazer notar até ao cair do pano da etapa primeira. Um reactivo Olhanense explorava o flanco direito a seu bel-prazer, e empregava intensidade ao jogo, facilmente mostrando que o meio-campo leonino perdia gás nas subidas de ritmo e entrou para o descanso a mostrar quão anulável era a vantagem leonina... mesmo estando ainda a perder.
Na segunda parte, saiu Vuk por Matías, um apoio ao 23 que deu arte a jogo vistoso. Novamente em ritmo de bola cá-bola lá, foi novamente o Sporting em 4x2x3x1 mal desenhado quem mais frio foi na conclusão - El Crá serviu de forma esplêndida o repetente Postiga no 0-2. Só serviu para o Olhanense assumir o que sempre ameaçara. Quatro minutos após o segundo leonino, já de rajada os briosos rubro-negros tinham fechado as contas ao marcador. Paulo Sérgio tornou a mexer, mas a tensão acumulada fez saltar a tampa ao forcado, expulso por protestos perto do fim. Cada vez mais atingível em todos os campos, este sofrido leão segue pela esquerda, quando a grandeza ficava à direita.
Destaques:
Postiga - Apenas destaco os dois golos plenos de ocasião. Mas tirando isto não gostei nada da exibição dele. Sempre muito queixinhas, sempre a ir ao chão, sempre a reclamar.... se jogasse mais e fala-se menos era melhor...
Cristiano - Entrou para o lugar de Valdés. No pouco em que tinha a bola nos pés deu para ver que pode-se esperar algo dele.
2 comentários:
Pois continua o descalabro e não dá sinais de parar muito cedo...
Que será do nosso Sporting.E contra o Benfica?
http://imperiofutebolistico.blogspot.com/
Contra o Benfica nem quero ver...
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