quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aconselho a leitura


Este texto, para quem não tem acesso, foi publicado na última edição do Jornal Sporting. Texto excelente de João Villalobos e depois uma opinião verdadeira de um outro blogger leonino que eu sigo. Aconselho a leitura de ambos.
De santo e de louco todos temos um pouco
João Villalobos
Há, em cada sportinguista, algo de santo e de louco ao mesmo tempo. A santidade advém-nos da paciência, essa qualidade cultivada ao longo de gerações e transmitida de pai para filho com a ternura de quem pendura ao pescoço do outro o cachecol verde e branco.
Através das sucessivas épocas, cada sportinguista apreende o conceito de relatividade melhor do que o próprio Einstein. Sabemos que o Tempo não é o mesmo para nós e para o comum dos mortais. Em Alvalade, na casa de cada sportinguista, na mesa de cada café, quando nos reunimos há algo do passado que sempre regressa mas igualmente um futuro por vir do qual nunca se abdica.
Somos diferentes. Couraçados que atravessam os oceanos indiferentes aos mísseis que, sob a forma de palavras, são enviados por adversários camuflados de comentadores televisivos e fazedores de opinião. Mas somos, também, adultos e crianças com um sonho, uma vontade de que nos recusamos a abdicar e que é, desnecessário será dizê-lo, voltar a vencer o campeonato.
Será isso uma doença incurável? É uma utopia colectiva a vontade de sentir a alegria, a euforia, a festa? Que seja. Mas se for doença não prescindimos da cura e se for utopia recusamos as famosas palavras de Eduardo Galeano, escritor uruguaio: "A utopia está lá no horizonte. Aproximamo-nos dois passos e ela afasta-se dois passos. Caminhamos dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que caminhemos, jamais o alcançaremos. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que não deixemos de caminhar".
Ao contrário de Galeano, somos sportinguistas. Não acreditamos que o horizonte da vitória seja inalcançável. E por isso prosseguimos o caminho. Damos dois e dez e cem passos e entristecemo-nos quando o resultado não surge, quando parece afastar-se por mais que andemos, quando vemos um jogo que desilude e nos afundamos na cadeira do estádio ou no sofá, temporariamente vencidos por um cansaço que parece não ter nome.
Mas depois…Depois levantamo-nos e recordamos os que vieram antes de nós, aqueles que nos seguem e seguirão, os antepassados, os filhos, os netos. Recordamos o que significa ter por símbolo um leão, ícone da força, da grandeza, da coragem.
Talvez hoje em dia, por acumulação das intempéries que atravessamos, dentro e fora do campo, seja mais difícil acreditar. Mas é por isso mesmo ainda mais necessário. Imprescindível até. Força Sporting! És a nossa fé.

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" De facto, acrescento eu, ser do Sporting, é ser acusado de corrupto por corruptores com a comprovada e registada experiência de décadas de actividade, de falido, por quem tem o maior passivo no desporto nacional. De ficar com dinheiro dos contribuintes, por quem recebe milhões do banco do Estado a pretexto do naming do campo de treinos, já para não falar do investimento autárquico no estádio principal. De não apostar em jovens jogadores nacionais, por quem não apresenta um único Português no onze inicial. De violência de claques, por quem tem claques ilegais que já tiraram vidas.
Gostam de afirmar que já não somos um grande, eles, logo eles, que perdem tanto tempo durante painéis desportivos televisivos na análise, e tanto espaço em folhas de jornais... com o Sporting. "

2 comentários:

Anónimo disse...

Deveria ser uma obrigação de todos os sportinguistas assinar o jornal Sporting. Tem entrevistas exclusivas, artigos de opinião de muita qualidade e informa todo o universo sportinguista.S.Leoninas.

Leo disse...

Concordo plenamente consigo!