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domingo, 6 de abril de 2014

Champions saída da bruma


O nosso Sporting volta a estar, para já, a quatro pontos do líder Benfica; mas a vitória em Paços de Ferreira por 3-1, neste sábado, deu-nos mais que isso. A presença na Liga dos Campeões da Europa está garantida e assim teremos o regresso 5 anos depois. Triunfo num terreno tradicionalmente difícil para a nossa equipa e que permite pressionar o Benfica, num jogo que, sem fazer uma super-exibição, justificou a vitória com uma prestação competente
Os visitantes foram controlando a primeira parte praticamente desde o seu início, com o meio campo a trabalhar mais e melhor do que o do Paços. Mais posse de bola, equipa do Sporting mais subida e, ainda antes do primeiro quarto de hora, uma bela combinação entre Slimani e William Carvalho terminou com o primeiro golo da noite, apontado pelo médio. A turma da casa ainda tentou reagir em duas iniciativas de Bebé, numa delas com direito a grande defesa de Rui Patrício, mas num pontapé de canto "esqueceram-se" de Rojo e o argentino apontou o segundo golo, numa altura em que o nevoeiro já reinava no estádio.
A segunda parte parecia surgir com o mesmo ambiente: pouca visibilidade e domínio do Sporting. Mas, à terceira iniciativa, Bebé conseguiu chegar ao golo, reduzindo a desvantagem caseira e animando o jogo. O Paços ocupou o lugar do adversário, passou a atacar mais e a "assustar", mas na primeira jogada ofensiva de registo do Sporting no segundo tempo... golo. Remate ao ângulo de Adrien, que mudou o conjunto de Jardim. O Sporting ganhou tranquilidade e pouco depois ganhou também superioridade numérica quando Filipe Anunciação (infantilmente) foi expulso - viu o segundo amarelo por mão na bola.
Na verdade o Sporting, apesar de ter sido superior na maioria do tempo, não criou muitas oportunidades de golo claras; nem precisou, porque foi eficaz. E justificou o resultado, que não se alterou até final apesar de boas intervenções, quer de Degra, quer de Rui Patrício.
Destaques:
William Carvalho - Classe. A jogada do primeiro golo (que, note-se, teve a grande ajuda do calcanhar de Slimani para a embelezar) é exemplo disso mesmo. A calma com que avança no meio-campo, tabela com o avançado, deixa Flávio Boaventura para trás com uma finta e ainda arranja tempo para inclinar o corpo de maneira a enganar o guarda-redes antes de chutar... não é para todos. Mais um bom jogo a vários níveis.
Adrien Silva - Mais uma para Paulo Bento engolir. Muito bem a combinar com William Carvalho e a levar o jogo para a frente. Teve quase sempre espaço para aproveitar na faixa central esquerda e fê-lo oportunamente. O remate  para golo de Adrien, sem hipóteses para o guarda-redes Degrá, foi, portanto, o momento que matou o jogo.
Marcos Rojo -  O central está com o pé quente e marcou em duas jornadas consecutivas, conseguindo o seu quarto golo na Liga. É certo que a falta de marcação na área do P. Ferreira ajudou, mas a calma do argentino para dominar a bola e chutar de pé esquerdo foi irrepreensível.
Slimani - Porque um ponta de lança não vive só de golos, o avançado argelino foi muito importante na condução ofensiva do Sporting. Ia atrás, olhava para os colegas que se desmarcavam e fazia jogar. O pormenor do calcanhar na jogada do primeiro golo dos leões veio apimentar uma boa exibição. Duas assistências para a carteira.
Rui Patrício - Sem ele o resultado poderia ter sido outro. Por 3 vezes evitou o golo ao perigoso Bebé.

sábado, 29 de março de 2014

Resultado melhor que exibição


O nosso Sporting venceu este sábado em Alvalade o Vitória de Guimarães, por 1-0, em jogo da 25.ª jornada da liga portuguesa. Um resultado que coloca provisoriamente os leões a quatro pontos do Benfica e com mais oito que o FC Porto, que só jogam no domingo. Vitória importante numa exibição pouco conseguida.
O único golo da partida foi apontado por Rojo, com um remate de pé direito, aos 49 minutos, que desviou em Moreno. Os leões marcaram um segundo tento, por Montero, aos 61 minutos, mas a equipa de arbitragem assinalou um fora de jogo que não existiu.
O resultado até que peca por escasso, tal foi o domínio do Sporting. Na primeira parte, a equipa de Leonardo Jardim controlou as operações mas não criou grandes dificuldades aos minhotos, exceção feita a um remate de Slimani. A equipa da casa reentrou forte no segundo tempo, chegou ao golo por Rojo e poderia ter aumentado o pecúlio de golos. Em especial no lance de Montero, mal anulado pelo árbitro. A perder, o Vitória mostrou algo mais, aventurou-se no ataque, e nos minutos finais também obrigou os defesas do Sporting a atenção reforçada. Mas a formação de Rui Vitória nunca pôs verdadeiramente em causa a justiça da nossa vitória, e assim estamos cada vez mais perto de assegurar a entrada direta na próxima Liga dos Campeões.
Destaques:
Carlos Mané - Começou ao meio, no início da segunda parte passou para a direita e ainda antes de sair voltou ao meio. Sempre com nota positiva, revelando-se o elemento mais inspirado e irrequieto. Delicioso aquele pormenor sobre Luís Rocha, na primeira parte, ainda que Mané continue a mostrar que não é um jogador de aparições pontuais, está sempre em jogo. Na verdade foi ele que andou quase sempre a puxar pela equipa.
Jefferson - Cumpriu plenamente no plano defensivo, controlando a ação de Marco Matias, talvez o elemento mais perigoso do ataque vimaranense ao longo da época, e depois esteve muito ativo no plano ofensivo, com participação nos dois golos do Sporting (o que contou e o que foi invalidado). Ainda apareceu mais um par de vezes no último terço, a criar perigo.
William Carvalho - Perdeu mais bolas do que é costume, mas voltou a ditar leis a meio-campo, conciliando o poder físico com a capacidade para lançar o ataque, com destaque para duas belas aberturas, nomeadamente para Slimani, logo nos instantes iniciais.
Maurício/Rojo - Autoritários. Cada um dobra o outro e os seus laterais e isso faz notar um grande espirito existente nesta dupla sul americana. O brasileiro em evidência no jogo aéreo e o argentino impecável na antecipação e a sair a jogar. Nota positiva também pelo oportunismo no golo de Rojo.

sábado, 22 de março de 2014

Cozinhou-se 3 pontos no caldeirão



O nosso Sporting venceu um dos jogos mais aguardados nesta 24.ª jornada da I Liga, ao derrotar o Marítimo por 3-1, num duelo realizado na Madeira, neste sábado.
O inicio foi á la Premier League: 90 segundos, golo do Sporting; falta de Rozário sobre Mané dentro da área, Adrien marcou de grande penalidade. Cinco minutos, golo do Marítimo; contra-ataque bem construído e Weeks empatou. Início de partida agitado e, até ao remate perigoso de Artur perto do quarto de hora, o interesse e a intensidade foram predominantes. A partir daí o ritmo abrandou e, com poucos espaços e muitas faltas, nenhuma das equipas parecia perto de novo golo. Era o Sporting que tinha a bola durante mais tempo, ocupava com facilidade o meio campo adversário mas chegar à baliza com perigo era uma raridade. Até que, num ressalto, William Carvalho marcou e colocou o Sporting em vantagem por 2-1, ao intervalo.
No primeiro quarto de hora do segundo tempo, apesar de estar longe de uma exibição extraordinária, os nossos estiveram perto do golo em três jogadas. Depois voltou a monotonia, para nos últimos 15 minutos o Marítimo começar a aproximar-se da baliza de Rui Patrício - mas a turma da casa nunca demonstrou muito esclarecimento ou capacidade para igualar novamente. No outro lado, e aproveitando a subida do adversário, num contra-ataque rápido Jefferson fechou as contas do jogo, confirmando uma vitória justa para os homens de Leonardo Jardim.
Vitória justa. Podia ter sido um jogo mais simples visto que o Sporting controlou durante grande parte do jogo e teve as melhores oportunidades. Mas ao não marcar (aquele golo falhado pelo Slimani na cara de Salin podia ter custado caro), já se sabia que a partir dos 70/75 minutos o adversário ia acreditar e cair em cima do Sporting. Mas Jefferson matou o jogo e trouxe a tranquilidade. Assim o nosso Sporting fica provisoriamente a quatro pontos do líder.

Destaques:
William Carvalho - Over and over again. É um poço de força no meio campo. Sem tempo para grandes obras técnicas, optou por um jogo de apoio quer ao ataque, quer à defesa da sua equipa, sendo preponderante na recuperação muitas bolas para a sua equipa. O de sempre.
Carlos Mané - Não está muito habituado aos terrenos por onde andou, mas acabou por ser uma lufada de ar fresco no encontro sempre que optou por colar a bola ao pé e arrancar em drible sobre os adversários.
Jefferson - Uma locomotiva que aproveitou todo o vapor do caldeirão. Secou o irrequieto Danilo Dias lá atrás e foi sempre ameaça lá a frente, sendo que Capel não deu seguimento á dinâmica pelo brasileiro imposta. Tanto atacou que acabou mesmo por faturar.
Adrien Silva - Claramente um dos melhores, não só pelo que conseguiu adiar nas transições ofensivas do Maritimo, mas sobretudo pelo que construiu à sua volta, dinamizando Mané , Heldón e até Capel. Frio na marcação da penalidade.

domingo, 16 de março de 2014

Vitória justíssima!


O nosso Sporting derrotou este domingo o FC Porto em Alvalade por 1-0 e alargou a vantagem para o adversário na luta pelo segundo lugar da liga portuguesa. Somamos agora 51 pontos, mais cinco que o FC Porto, e estamos a quatro do Benfica, que joga esta segunda-feira na Madeira.
O triunfo do Sporting ajusta-se ao que aconteceu em campo, num bom jogo de futebol. A equipa de Leonardo Jardim foi superior em todos os aspetos, em especial na segunda parte, e com mais eficácia poderia ter vencido por números mais expressivos. O FC Porto esteve bem nos primeiros 45 minutos, altura em que dispôs das melhores ocasiões para marcar, por Ricardo Quaresma, mas desagregou-se após o golo.
Jardim surpreendeu no onze inicial, lançando Capel e Slimani, mas foi no meio-campo que se superiorizou: Adrien e William estiveram sempre muito bem. Nos primeiros minutos, colocou em sentido a defesa azul e branca, que sentia dificuldades em sair para o ataque, falhando muitos passes. Os leões chegavam com facilidade à área contrária mas não eram eficazes. Em contra-ataque, o FC Porto equilibrava e poderia ter chegado ao golo. Ficaram na retina duas excelentes jogadas de Quaresma, aos 16 e 28 minutos, a mostrar-se a Paulo Bento.
A segunda parte foi diferente. O Sporting acelerou o ritmo e expos as fragilidades defensivas do campeão nacional. O golo de Slimani – André Martins estava em discutível posição irregular quando fez a assistência – aos 53 minutos fez renascer os fantasmas no opositor, que sentiu fortemente a desvantagem. Luís Castro mexeu na equipa, mas não foi capaz de encontrar soluções. O Sporting acabou por cima do jogo e poderia ter marcado mais. O segundo lugar, e o respetivo acesso direto à Liga dos Campeões, está nas nossas mãos.
Destaques:
William Carvalho - Podia muito bem estar aqui como destaque principal o marcador do golo da vitória. Mas não, está aqui o motor desta equipa. Que jogador. Que classe. É um daqueles atletas que vale a pena acompanhar durante os noventa minutos porque no fim se dá o tempo por bem gasto. Respira talento em todas as ações. Pensa mais rápido do que todos e executa bem: quando recebe a bola já sabe o que lhe vai fazer. Por isso dá velocidade ao jogo, serenidade ao futebol e arte ao espetáculo. 
Islam Slimani - Três jogos a titular, três golos. É difícil colocar Slimani em causa quando o argelino responde com o que lhe é pedido. Esta noite garantiu a vitória, ele que minutos antes tinha desperdiçado uma boa ocasião. Lutou muito, apertou os centrais, procurou a bola e garantiu a vitória. Um jogo em grande.
Adrien Silva - Voltou a ser o complemento ideal de William Carvalho, depois de um ou outro jogo de menos fulgor. Ocupou bem o espaço, recuperou bolas, deu critério às saídas de bola para o ataque, contemporizou o jogo, enfim, encheu o campo e encheu o futebol leonino. 
Eric Dier/Rojo - O argentino foi intratável, venceu os duelos individuais, tanto pelo chão como pelo ar, e ainda tapou os espaços deixados por Jefferson. Ao contrário de outros jogos, não teve "paragens", mostrando sempre uma leitura de jogo e colocação notáveis, e exemplar concentração no modo como atacou as linhas de passe e promoveu os contactos com os avançados. Dier foi o perfeito complemento, esteve a todos os níveis impecável e ainda sacou um golo feito a Jackson com um grande corte quase em cima da baliza. Maurício tem um substituto á altura.
Carlos Mané - A irreverência do miúdo foi um problema para os adversários, sobretudo Alex Sandro, que não evitou que o jogo começasse com Mané a fugir-lhe nas costas. Passou por um período algo discreto, mas ressurgiu na segunda parte inventar soluções, esticar o jogo, enfim, a agitar o futebol leonino. Perto do final ia deixando o central Abdoulaye nas covas mas foi travado em falta.

sábado, 1 de março de 2014

Raça, querer, e Slimani


O Sporting sofreu, parecia pouco capaz de contrariar a desvantagem perante o Braga, que esteve a ganhar em Alvalade mas foi a nossa equipa a levar a melhor neste sábado, por 2-1.
Os primeiros minutos foram sobretudo intensos, com ritmo elevado e agradável. O Sporting tinha a bola durante mais tempo e via Carrillo e Slimani a terem espaço para inaugurar o marcador, sem sucesso; mas aos minhotos também aparecia espaço para contra-ataques rápidos e perigosos, com Rafa e Rucescu como protagonistas. Seguiu-se uma fase mais calma, com superioridade nossa mas sem oportunidades de golo. A partir da meia hora o Sp. Braga começou a atacar mais e com mais perigo, e foi mais eficaz: chegou ao golo aos 36 minutos, num remate feliz de Rafa que contou com três desvios - Cédric, poste e o último foi um toque involuntário de Rui Patrício, que com o pé introduziu a bola na sua baliza. A poucos instantes do intervalo apareceu a única situação real de golo para o Sporting durante a primeira parte, quando Slimani esteve perto de marcar mas desperdiçou, a dobrar.
No início do segundo tempo, cenário semelhante: bola nos pés dos jogadores do Sporting, enquanto o Sp. Braga parecia tranquilo na hora de defender e personalizado no momento de trocar a bola. Novamente faltavam oportunidades de golo até que uma grande penalidade começou a mudar o desfecho do jogo. O árbitro assinalou falta de Sasso sobre Mané e Jefferson empatou, estreando-se a marcar pelo Sporting. Estávamos a meio da segunda parte e poucos minutos passaram até que, numa jogada de insistência na área bracarense, apareceu aquele que já é um "salvador" habitual: Slimani, que fez o 2-1 com auxílio de um desvio adversário.
Logicamente a turma visitante foi à procura do golo, algo que tinha deixado de fazer, mas Rui Patrício apareceu em grande nível quando foi preciso, num remate forte de Luiz Carlos. O Sporting venceu, vai continuar no segundo lugar e para já ficou a dois pontos da liderança. O querer nesta vitória foi importantíssimo, já que os jogadores sempre mostraram vontade atacante.
Destaques:
Slimani - Invariavelmente o homem do jogo. Nunca tinha marcado como titular, e pareceu muito tempo destinado a manter esse enguiço, desperdiçando três boas ocasiões antes do intervalo. Mas foi o espelho da transformação da equipa: se esses lances lhe sublinharam os defeitos, o resto do tempo acabou por valorizar-lhe as qualidades, em especial a persistência, que se traduz no dom de ser chato para qualquer defesa, mesmo quando as coisas não lhe correm bem.
Rojo - Exibição imperial do argentino a mostrar o grande crescimento que teve da época passada para esta e também o upgrade que é ter um colega como Maurício. A aliança sul-americana é quase perfeita. O argentino neste jogo esteve perfeito; sempre disponível nas dobras, fortissimo nas antecipações e mandão no jogo aéreo.
Mané - Responsável pelas melhores acelerações do Sporting na primeira parte, aproveitou a injeção de confiança dos últimos jogos e mereceu a ovação prolongada no momento da saída. Influente no flanco direito, arrancou o penálti da reviravolta e manteve o bom rendimento numa posição mais central. A titularidade é sua!
Gerson Magrão - Apesar de alguma lentidão em alguns momentos, mostra sempre critério com a bola nos pés. As bolas vinham diretamente dos pés de William para os seus e o brasileiro tratava de ligar o ataque ou fazer combinações com os alas. Na minha opinião tira, por enquanto, o lugar a André Martins.
William Carvalho - A monstruosidade habitual. Já faltam adjetivos. Quem nos dera ter 11 Williams. Resumo a sua exibição a isto: link

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Solução estava sentada


O nosso Sporting conquistou este sábado um suado triunfo em Vila do Conde, por 2-1, num jogo muito difícil frente a um Rio Ave combativo. Valeu-nos a pontaria de Leonardo Jardim, que acertou em cheio nas substituições que efetuou ao longo da partida: os dois golos partiram do banco.
A equipa da casa, como se esperava, dificultou em muito a tarefa do Sporting, que precisava de ganhar para não perder de vista os adversários diretos. O Rio Ave esteve bem, em especial na primeira parte, altura em que beneficiou das melhores ocasiões de golo. Tarantini e companhia conseguiram segurar o meio campo na 1ª parte. Leonardo Jardim percebeu que a equipa estava demasiado macia para o terreno de jogo e mexeu no onze. Deixou André Martins nos balneários e lançou Carlos Mané, que se está a tornar um caso sério em Alvalade. O Rio Ave fez o 1-0 numa altura em que já era o Sporting que estava por cima. Jefferson perdeu a bola em zona proibida e de forma infantil, Diego Lopes centrou e Maurício fez um autogolo fortuito.
Os nossos players reagiram com o plano B habitual: entrou Slimani. E foi o argelino a conseguir o empate, a centro de Jefferson, que se redimiu aos 70 minutos. O Sporting acreditou, pressionou em busca da vitória, e conseguiu os seus intentos com um belo remate de Carlos Mané, a outra “arma secreta” de Jardim.
Deste modo, o Sporting vence uma partida importante, continua no seu caminho pela melhor classificação possível e terá no próximo jogo um desafio complicado, mesmo que seja um Braga que não esta ao melhor nível e moralizado, sendo que sem Montero e Adrien a equipa terá novamente um teste muito duro mas poderá ser a oportunidade para outros jogadores darem o seu contributo.
Destaques:
Carlos Mané - Dois jogos, dois golos. Leonardo Jardim concedeu a titularidade ao jovem frente ao Olhanense e este respondeu com o tento solitário da partida. Em Vila do Conde, o técnico preferiu Wilson Eduardo, acabando por falhar essa aposta. Carlos Mané juntou-se a Slimani no plano B e seria ele a confirmar a reviravolta com um pontapé em rotação, de belo efeito. Agitou o nosso ataque.
Slimani - A velha arma secreta. Excelente cabeceamento a cruzamento de Jefferson, assinando o empate, e movimento inteligente no lance da reviravolta, deixando a bola passar para Carlos Mané. Tal como o português, importantíssimo nesta vitória.
Dier/Maurício - Foram estes os homens que deram o peito as balas e defenderam a baliza de todas as formas. O brasileiro esteve em grande ao tirar por duas vezes o golo certo ao Rio Ave. O inglês esteve muito melhor do que tem estado, mostrando-se concentrado e até aproveitou para sair a jogar.
William Carvalho -  Falhou mais passes que o normal, é certo, mas todo o sportinguista tem sempre grande confiança neste jovem. O "calma, está lá o William" é recorrente.
André Martins - Segunda vez consecutiva que o registo aqui como destaque negativo. Sei que o pequeno André foi importante em alguns jogos decisivos da época passada, mas isso não faz dele um imprescindível no nosso meio-campo, aliás neste momento ele faz tanta falta ao plantel como um frasco de sal no meio do oceano. O que eu quero dizer com isto é que ele não traz nada de relevante à dinâmica da equipa, perde bolas infantilmente e não tem capacidade de choque. Já não justifica a titularidade e penso que até Gerson Magrão pode oferecer mais.
Wilson Eduardo - Passou ao lado do jogo. Não teve capacidade para desiquilibrar no 1x1, não apareceu em zonas de finalização e não se esforçou defensivamente. Wilson seria muito mais útil como segundo avançado.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vitória q.b.


Regresso ás vitórias. Um triunfo curto perante o último classificado e perante as oportunidades criadas, comprovando-se que os nossos leões já atravessaram um melhor momento de forma na temporada. Valeu o golo de Carlos Mané, apontado cedo, para a equipa de Leonardo Jardim somar três pontos que lhe permitem continuar a sonhar com um dos dois primeiros lugares.
Carlos Mané esteve em destaque no melhor período do Sporting. A equipa entrou forte e determinada a resolver rapidamente o jogo. O jovem guineense lançado esta época na formação principal causava perigo pelo lado direito. Aos 13 minutos quase marcou em jogada individual, aos 15 não desperdiçou uma assistência numa primorosa jogada de Montero. O Sporting não descansou com o golo e partiu em busca do 2-0, mas o domínio imposto no campo não se concretizou em mais golos até ao intervalo. Montero marcou, aos 27 minutos, mas o árbitro anulou o lance por fora de jogo, que não existiu.
A segunda parte revelou um Sporting mais nervoso que, estranhamente, deixou o Olhanense subir no terreno e pôr à prova o aniversariante Rui Patrício. Ainda assim, apesar de alguns sobressaltos, o domínio da equipa da casa nunca esteve em causa - já a exibição, essa desceu a pique. Montero, que continua a série negra sem marcar, Wilson Eduardo e Carrillo, com pontaria desafinada, desperdiçaram ocasiões suficientes para que o resultado fosse outro. Não o conseguiram e o jogo terminou com um curto 1-0. Este resultado explica-se com mais uma vez o Sporting falhar na finalização mas principalmente na decisão do último passe. André Martins não esteve muito bem, definiu muitas vezes mal, apesar de ter tentado várias vezes remates de longe,  mas um jogador na posição dele tem de finalizar muito melhor.
Queria também deixar a nota: apesar de muita gente aqui dizer que não se deve falar da arbitragem, neste jogo, esteve simplesmente horrível. Muitas paragens de jogo e faltas estupidamente assinaladas para ambos os lados por pequenos contactos. Apesar disso, em Portugal, é algo já habitual e que não favorece de forma alguma o espetáculo... E para acrescentar, um golo mal anulado e uma mão na bola na área do Olhanense.
Destaques:
Montero - Continua sem marcar, é certo, mas hoje fez muito mais. Desta vez nem pode dizer-se que a culpa  de não faturar seja dele: fez um golo limpinho que o árbitro anulou mal por fora de jogo. Mas Montero foi mais do que isso: jogou entre centrais, segurou a bola e deu dinâmica ao ataque. Assistiu Mané numa jogada inventada pelo próprio.
William Carvalho - Quem mais? Um regresso muito saudado e que se justifica plenamente: William Carvalho mostrou como tudo é diferente com ele em campo. Encheu o meio campo com músculo, presença e muita agressividade. Recuperou bolas, deu clarividência às saídas para o ataque e empurrou o Sporting para a frente. Como sempre!
Carlos Mané - Nem precisava daquele golo para merecer este destaque, mas o golo dá outra força à excelente exibição do extremo. Irrequieto, ousado, muito tecnicista e motivado, foi para cima de adversários, criou soluções, marcou e construiu boas ocasiões de golo. Foi perdendo gás até sair.
Héldon - Segundo jogo, novamente bons apontamentos. Um jogo irrequieto, mas que ainda não chegou para garantir que é reforço de peso na equipa. Depois de um jogo promissor na Luz, esta noite em nenhum momento surgiu verdadeiramente a desequilibrar, embora tenha estado muito em jogo. 
André Martins -  Metido no meio do jogo, surgindo em zonas de finalização, deu nas vistas pela fluidez na transição. Mas na segunda parte desapareceu do jogo: foi aliás dos piores nesse sentido. Sempre desenquadrado com a baliza e muito mal no ultimo passe, o que resultou em vários contra ataques dos homens de Olhão. Shikabala vai-se estrear pelos bês e o pequeno André que se cuide!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Vitória de combate


O nosso Sporting foi vencer fora este sábado o Arouca por 2-1, em jogo da 16.ª jornada da liga portuguesa. Foi uma vitoria à leão! Terreno pesado, chuva, jogo muito directo e físico e uma vitoria muito importante num jogo de luta e de combate que acabou por proporcionar um espectáculo pouco bonito. O Arouca entrou bem na partida, dominou a primeira meia hora e chegou de forma merecida ao golo. Muito bem os médios a pressionarem o Sporting, a empurrarem a equipa de Leonardo Jardim para a sua área e com um André Claro a exibir-se a bom nível com muita mobilidade.
O nossos rapazes não demoraram a empatar, por Rojo, na sequência de um pontapé de canto, aos 26 minutos. O Arouca sentiu o golo e baixou as linhas, permitindo que nós se assenhorássemos do jogo até ao intervalo. Essa mesma pressão toda trouxe consequências e a equipa de Arouca aos poucos foi perdendo o fulgor e o Sporting naturalmente subiu as linhas e começou a controlar melhor a partida. Ainda assim, Adrien e o André Martins nunca conseguiram pegar no jogo, muito por força do estado do relvado, mas o fundamental acabou por ser a subida de produção de William (encheu o campo com as suas recuperações de bola, mas alem disso ainda isolou o Wilson numa jogada e atirou ao poste noutra), bem como a entrada do Slimani que acabou por trazer mais problemas à defesa do Arouca e decidir o jogo. A segunda parte mostrou mesmo um Sporting mais afoito. Leonardo Jardim mexeu na equipa, colocando Slimani ao lado de Montero, por troca com Capel, e as melhorias foram notórias. As oportunidades de golo começaram a aparecer. Montero e Maurício estiveram perto de festejar, aos 55 e 56 minutos, e William acertou no poste, aos 61, num lance brilhante.
O árbitro Cosme Machado manchou a sua exibição, que estava longe de ser positiva, com duas expulsões exageradas, uma para cada lado, na sequência de dois cartões amarelos: primeiro foi Tinoco, aos 63 minutos; depois foi Rojo, aos 66. Com o jogo algo confuso, Slimani encontrou o caminho do golo aos 72 minutos. Um bom remate de pé esquerdo a garantir uma vitória sofrida para os leões. E assim cumprimos a nossa parte e subimos provisoriamente ao primeiro lugar, um ponto à frente dos encarnados, que recebem este domingo o Marítimo.
Destaques:
Slimani - Jardim percebeu que ao ataque do Sporting faltava algo. Capel pouco aparecia, Montero continuava discreto. Havia que dar sangue novo. Entrou Slimani e o argelino provou que podem contar com ele: um golo à ponta-de-lança, a faturar na zona de tiro, quando a equipa tanto precisava de se pôr em vantagem. Mas mais que isso ele correu, pressionou, segurou a bola e marcou.
Marcos Rojo - Teve uma exibição agridoce. Apesar de ter sido expulso, realizou uma exibição bem positiva, culminada com um golo. Aliás, podia ter feito o gosto ao pé mais vezes, não fossem os grandes cortes da defensiva contrária. A expulsão essa, era excusada.
William Carvalho - Quando é que Big Wil joga mal? Ainda temos de esperar por esse dia... Faça chuva ou faça sol lá está ele como peça importante. A primeira parte foi algo cinzenta, mas mostrou toda a sua qualidade no segundo tempo. Pegou por diversos minutos no jogo da equipa, sendo mesmo a partir do médio luso, que o Sporting conseguia criar o seu jogo. A sua saída deveu-se a uma tentativa de arriscar em busca do golo, o que diga-se, foi bem sucedida. Ah e aquele remate ao poste se fosse golo? Ui.
Gerson Magrão - Durante o tempo que esteve em campo, equilibrou a equipa e ainda se debateu com os adversários. Levou um amarelo, mas foi inteligente na maneira que fez a equipa descansar e reequilibrar-se. Boa entrada.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Mané em noite de Super-Boeck


Sporting e Marítimo abriram o programa da segunda jornada da terceira fase da Taça da Liga nesta terça-feira, com vitória nossa em casa, por 3-0. Não foi um jogo bem conseguido no global, uma vez que a equipa não esteve com a agressividade e a concentração habituais. Contudo foi um jogo no qual um jovem se destacou, sobretudo na primeira parte: Carlos Mané. O jovem extremo já havia ameaçado bem cedo com um remate perigoso e, aos 18 minutos, fez todos os adeptos se levantarem com uma arrancada do lado esquerdo que terminou com um golo espetacular, ao canto da baliza e sem hipótese para Welligton.
O resultado engana um pouco para quem não viu o encontro. Marcelo Boeck, frente à sua antiga equipa, brilhou em vários momentos. Na primeira parte evitou golos de Heldon (duas vezes na mesma jogada) e no segundo tempo de Danilo Dias, em três situações, e de Igor Rossi; sempre com intervenções de dificuldade elevada. O Marítimo rematava mais do que o adversário mas, entretanto, o Sporting já tinha marcado novamente, por Vítor, logo no início da segunda parte - assistência de Capel. Pelo meio ficou uma grande penalidade por assinalar a favor dos visitantes, por braço na bola de Slimani.
A turma de Alvalade baixou o ritmo depois da meia hora, algo que foi mais visível na segunda parte, mas valeu-lhe um guarda-redes inspirado em algumas jogadas e, noutras, a falta de pontaria dos madeirenses. Já perto do final, e numa fase em que o Marítimo dava muito espaço e o Sporting foi mais perigoso, Rojo fez o terceiro golo de cabeça, na sequência de um pontapé de canto. Com este resultado o Sporting soma quatro pontos e lidera o Grupo B; FC Porto e Penafiel defrontam-se nesta quarta-feira.
Destaques:
Marcelo Boeck - Marcelo Boeck foi mesmo o jogador que mais se destacou na partida. Porquê? Bom, primeiro porque o Marítimo nunca baixou braços e criou várias ocasiões de golo. Depois, porque o brasileiro defendeu-as todas! Marcelo Boeck fechou a baliza, aumentou a série do Sporting para oito jogos sem sofrer qualquer golo e não foi por falta de tentativa do Marítimo. 
Carlos Mané - Titular pela primeira vez, foi protagonista no jogo. Carlos Mané deixou marca na partida, mesmo que nem sempre tenha sido um jogador regular em todos os minutos. Para além da qualidade técnica e velocidade mostrou ser inteligente nas decisões, só arriscando o 1 para 1 quando se pedia. Parece que temos mais um português a despontar...
Vítor - Vítor teve um jogo esforçado, mas as coisas não lhe saíam na 1ª parte. Errou passes na fase de construção, o que, para ele que é um médio ofensivo, só pode ser encarado como um aspeto negativo. Estava a ser uma noite má, mas que mudou com a segunda parte. No sítio certo, Vítor recolheu ao segundo poste e colocou a diferença em números complicados de o Marítimo atingir. A seguir ao golo, ficou bem mais ativo que no primeiro tempo. 
Slimani - Mais um jogo para a equipa, do argelino. Esteve na construção do 1-0 e soube sacrificar o corpo para o processo ofensivo. Não marcou, mas esteve bem.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Somar e seguir sem pressões


Reforçámos a liderança do campeonato ao vencer em casa o Belenenses por 3-0. Um triunfo tranquilo, como os números atestam, e que mostrou que os nossos jogadores não sentiram a pressão de comandarem isolados um campeonato.
Ainda assim, e apesar de a justiça da vitória ser inquestionável, a verdade é que o primeiro golo resultou de um erro grosseiro do árbitro Hugo Pacheco. Cédric, lançado pela esquerda, correu para a grande área contrária, sofreu um encosto de Filipe Ferreira e caiu ainda antes de entrar na zona da grande penalidade. A falta existe mas foi claramente fora da grande área. O árbitro não viu o lance assim e assinalou penálti, que Adrien converteu aos 28 minutos. De seguida livre direto de Jefferson para boa defesa de Matt Jones.
Se o Sporting tinha entrado tranquilo, mais ficou depois do golo. Sem grandes rasgos mas muito bem organizado, controlou as operações como quis. Numa jogada de envolvimento ficou por marcar uma grande penalidade sobre Fredy Montero, mas o ábitro quis compensar. O Belenenses, equipa lenta e sem ideias, nunca mostrou capacidades para pôr em sentido Rui Patrício e, assim, o jogo ficou resolvido cedo. Restava esperar pelo avolumar do resultado, que só aconteceu na segunda parte. O segundo golo, por André Martins, aos 53 minutos, valeu sobretudo pela soberba receção de bola de Carrillo em jogada de entendimento com Capel, sem dúvida o melhor momento do jogo. O peruano assistiu o português para um golo bem orquestrado. O 3-0 aconteceu já aos 85 minutos numa exemplar jogada de contra ataque: belo movimento de Slimani a deixar em André Martins, este lança a corrida de Wilson Eduardo e o velocista a fazer o que quis pelo lado direito e a rematar sem hipóteses para Matt Jones.
O Sporting respira saúde e coloca cada vez mais pressão em cima dos demais rivais. A vitória foi incontestável, tranquila e objetiva mas preparem-se para as bocas de "aquele penalty deu-vos a vitória"...
Destaques:
Carrillo - Mais concentrado e bem mais comprometido com o jogo, atacou, defendeu, correu, esteve enfim em campo de corpo inteiro. Numa excelente jogada fez a assistência para o golo de André Martins, ele que já antes tinha deixado Capel em excelente posição para marcar. Bom regresso ao onze.
Jefferson - O brasileiro está em grande forma, sempre disponível no ataque, ao seu jeito, e competente a defender (que era a principal lacuna apontada ao seu estilo de jogo). Bateu por exemplo um livre que obrigou Matt Jones a excelente defesa junto ao poste.
Maurício/Rojo - Mais um jogo sem sofrer golos. O brasileiro é isto mesmo, segurança, grande regularidade, agressivo e forte no jogo aéreo. O argentino se jogasse sempre ao nível de hoje, seria candidato a melhor central do campeonato (o problema dele é mesmo o número de desconcentrações que levam a alguns erros).
Adrien Silva - Sempre a grande rotação, intenso na pressão e com bons pés, a dar equilíbrio defensivo e a transportar a bola para a frente sempre que possível.
André Martins - Está a crescer de forma e de confiança. Fez o segundo golo, que se tornou fundamental para o resto do jogo, e assistiu Wilson Eduardo para o terceiro.
Wilson Eduardo - Entrou muito bem na partida combinando bem com Cédric. Jogador à imagem desta equipa. Competente e eficaz... mais um golo a juntar às boas estatísticas que tem.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mais lideres!


Mais uma vitória do Sporting, perante mais uma equipa fraca, que por acaso é só a equipa revelação do campeonato (se não contarmos com o próprio Sporting) e somos agora mais lideres. A vitória foi justa, entrámos superiores e mostrámos argumentos para ganhar ao melhor Gil Vicente dos últimos anos. Não vai ser fácil para nenhuma equipa ganhar em Barcelos, pois tem claramente um treinador competente que mesmo com um jogador a menos arriscou e por pouco não marcou também um golo.
A partida começou de forma agradável, com diversas situações de perigo junto das duas áreas, mas desde cedo se notou que o Sporting tinha mais a iniciativa de jogo, atacava mais e assim chegou ao golo aos 18 minutos, por Montero, que apanhando a bola inventou o golo no coração da área. Nos minutos seguintes houve mais ataque nosso mas os minhotos logo responderam, por João Vilela. Jogo agitado e André Martins destacava-se nas jogadas ofensivas do Sporting, sem resultados práticos até ao intervalo; também Rui Patrício tinha de estar atento à rapidez adversária, mas o 0-1 manteve-se no final dos primeiros 45 minutos.
O Gil mostrou, sobretudo na fase inicial da segunda parte, que conseguia ter a bola durante mais tempo, ser mais atrevido, mas novamente o perigo surgiu junto a Adriano, por Wilson Eduardo. Paulinho e Avto poderiam ter empatado, justamente instantes antes de um momento marcante - a expulsão de Pecks após falta duríssima sobre William Carvalho. Com desequilíbrio no número de jogadores, o encontro passou a ter menos agitação mas ainda teve mais um golo: novamente Montero, desta vez numa recarga oportuna em remate de Capel. A partir daí o Sporting foi controlando mas a turma da casa ainda ameaçou na reta final, com uma bola enviada ao poste. Só um susto, vitória confirmada e primeiro lugar assegurado para o nosso Sporting, com mais dois pontos do que os demais.
Destaques:
Montero - Inevitável. Na primeira oportunidade que teve, faturou. Na verdade, não foi uma oportunidade que lhe caiu do céu: «inventou-a», antecipando-se e sem perdoar em zona decisiva. Rápido nas desmarcações e eficaz na cara do golo.
William Carvalho - Já é habito tê-lo entre os destaques. Grande leitura de jogo, sentido posicional e antecipação. Neste jogo ele e Adrien equilibraram o meio campo e deram rédea solta a André Martins.
André Martins - Finalmente o pequeno André faz 90 minutos seguidos! Baixinho, assinou dois cabeceamentos com muito perigo, ainda na primeira parte e já depois do 0-1. A dinâmica do nosso jogo passou por ele. A sua tarefa não é apenas ser, é também pressionar e dar apoios.
Jefferson - Aproveitou a sua velocidade para dar grande dinâmica á ala esquerda. Podia ter marcado de livre.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estamos onde e como queremos


Excelente vitoria, num jogo que era importante porque permite ao nosso Sporting colar-se ao Benfica no topo da classificação e deixar o FC Porto para já a 2 pontos, algo que dá sempre confiança a equipa. Poderia-se pensar que a equipa poderia entrar mais pressionada em campo pela possibilidade de chegar ao 1º lugar, mas a verdade e que os pupilos de Leonardo Jardim responderam bem e mereceram vencer.O jogo não foi de grande história. O Sporting entrou mais forte e, perante um público que apoiou os jogadores desde o início, partiu em busca do golo. O Paços voltou a denotar as deficiências que já lhe são conhecidas desde o princípio desta temporada.
Sabendo que uma vitória valia a liderança, os jovens leões não se pouparam a esforços no sentido de levarem o adversário de vencida. Foi com naturalidade que surgiu o 1-0, aos 26 minutos. William Carvalho marcou o segundo na prova, na sequência de um pontapé de canto. 
Se a primeira parte tinha sido de predomínio do Sporting, a superioridade foi esmagadora na segunda. O 2-0, por Montero, aos 51 minutos, ajudou a que os nortenhos entregassem os pontos e o avolumar do resultado acabou por ser uma consequência lógica do que se viu em campo. Montero de novo fez o 3-0 aos 72 minutos, num penálti a castigar uma mão claríssima de Anunciação dentro da área. Já nos minutos finais, André Martins, aos 89 minutos, estabeleceu o resultado final com uma sapatada.
Este Sporting respira saúde e vontade de ganhar.  Houve uma evolução em termos colectivos, algo que não aconteceu na jornada anterior, quiçá por culpa do calendário das selecções, mas esta foi uma exibição bastante agradável com futebol envolvente e dinâmica, muitos sinais de qualidade em várias unidades.
Destaques:
Montero - Voltou aos golos. Mas mesmo quando não marca o colombiano é de uma utilidade tremenda, pela capacidade para recuar no terreno para receber jogo, para abrir espaços na frente de ataque. Os golos são «apenas» o produto final do seu trabalho, e desta vez surgiram em dose dupla, para reforçar o estatuto de melhor marcador da Liga.
William Carvalho - É um verdadeiro monstro dentro de campo, destrói o jogo atacante adversário, parece uma carraça sempre atrás da bola conjugando com um forte sentido táctico e poder físico e com uma qualidade de passe muito boa. As suas acções dão liberdade total a Adrien e André Martins. Abriu caminho para a vitória com o seu segundo golo da temporada, o primeiro em Alvalade.
André Martins - A dinâmica do nosso jogo saiu dos seus pequenos pés. Esteve perto do golo no lance que depois dá origem ao pontapé de canto do primeiro golo, e já perto do final conseguiu mesmo marcar numa sapatada de estremecer a baliza.
Cédric Soares - Alta voltagem em todo o encontro. Juntamente com Diego Capel fez do seu flanco uma autentica auto estrada. Está cada vez mais consistente.
Diego Capel - Não fez um jogo fenomenal, mas houve uma imagem que me ficou na retina e não poderia deixar de o dizer. Minuto 85, Sporting a vencer 3-0, com mais um em campo, mas Capel quer mais... Capel vai ao chão de carrinho, impede a bola de sair, passa de forma fantástica por um adversário mas adianta um pouco a bola e vai novamente de carrinho para a tentar impedir novamente de sair.. desta vez não consegue, e fica visivelmente chateado e esbraceja como se o resultado final dependesse daquele lance. Decide então levantar-se do relvado, com a camisola suja, terra na cara, e já em busca de uma próxima jogada para fazer melhor. Isto é Sporting!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Soube a pouco mas soube a muito

   

   Há aquelas comidas que não apreciamos, mas enchem-nos a barriga. Imagine aquele bacalhau com batatas mal cozidas ou aquela feijoada com pouco molho. Este jogo foi mesmo isso; não nos encheu as medidas, mas encheu-nos a barriga com 3 pontos preciosos para a nossa alimentação neste campeonato.
   O jogo foi q.b. Apesar do resultado magro, o jogo foi intenso, e esteve dividido. Se na 1ª metade o domínio e as oportunidades pertenceram ao Vitória, na 2ª parte o Sporting cresceu, dominou e materializou no minuto final vitória difícil em Guimarães. Se o empate se ajustava pelos 90 minutos, o Vitória nos 15/20 minutos finais "encolheu-se", e o banco do nosso Sporting ganhou o jogo, refrescou as alas com Mané e Salomão, para alimentar o ataque, e Slimani mostrou que é um 9 puro, em 2 oportunidades, fez 2 golos, um deles anulado. 
   A primeira meia hora teve mais jogadas perigosas junto da área visitante, que mereceram resposta por parte de Carrillo, que quis assistir Montero mas o passe saiu com trajetória errada. Um cruzamento de Addy e um remate de Adrien foram os (modestos) momentos de interesse pouco depois, numa primeira parte com ritmo baixo e muito jogo dividido a meio campo. E, por consequência, sem golos. O nível de jogo não melhorou muito na segunda parte. Desta vez foi o Sporting que protagonizou a primeira jogada ofensiva de registo, num remate forte de Carrillo para boa defesa de Douglas. De resto, as oportunidades escasseavam e nem livres perto da área eram aproveitados por parte, sobretudo, da turma minhota. A exceção surgiu num remate de João Amorim, de cabeça, com direito a defesa bela de Patrício. Os treinadores realizaram substituições para tentar mexer com o jogo, e foi o nosso Leo que ganhou nas suas decisões. Os extremos frescos Mané e Salomão agitaram com o jogo e o argelino Slimani marcou dois golos - o primeiro foi anulado, o segundo contou mesmo, já aos 89 minutos, em recarga após pontapé de canto.
   Se o empate se ajustava, a atitude, o querer deste jovem e prometedor Sporting acaba por ser premiado. Jardim mexeu, mostrou ambição e ganhou, e esta vitória quase lhe pertence na totalidade. Bom, e eis que decorridas 10 Jornadas do primeiro terço do Campeonato, há sinais que poderemos ter uma interessante luta a 3, tal já não acontecia desde 2004/05, e ontem o Sporting num campo tradicionalmente difícil, não se acomodou, mexeu para ganhar, e sobretudo revelou que irá lutar por mais qualquer coisa do que as competições internacionais.
Destaques:
Slimani - Uma vez mais o suplente de luxo que entrou para ser decisivo. Aproveitou o momento em que a defesa do V.Guimarães como que adormeceu para ser mais astuto do que toda a gente e carimbar três preciosos pontos. Foi um verdadeiro predador nas duas hipóteses que visou a baliza vitoriana.
Carrillo - O toque de bola habilidoso e o charme que empresta às movimentações ofensivas do nosso Sporting são inegáveis. Não foram grande coisa, mas foi dos seus pés que saíram de resto os lances de maior perigo da nossa parte.
Montero - Para a história ficou mais um jogo de Montero sem marcar. Mas confundir isso com uma má exibição seria um erro lastimável. Diz quem passou 90 minutos a olhar para o melhor marcador do campeonato e deixa uma pergunta: ele precisa mesmo de marcar? Só ficamos a ganhar com Slimani e Montero a jogar juntos.
Maurício - Com um punhado de cortes providenciais, o defesa teve um papel precioso ao evitar que os seus oponentes aparecessem em posição privilegiada na cara de Rui Patrício. Mesmo travando diversos duelos com o perigoso Maazou.
Rui Patrício - 3 boas defesas que impediram outro resultado.
Salomão/Mané - Entraram bem no encontro. Especialmente o primeiro que entrou com garra e a explorar o cansaço adversário. A rever...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Três pontos com outro valor


O Sporting sofreu mas conseguiu reagir da melhor forma à derrota com o Porto, batendo em casa o Marítimo por 3-2, neste sábado.
Os 25 mil adeptos presentes em Alvalade não se devem ter arrependido do dinheiro gasto no bilhete, pois assistiram a uma partida intensa, aberta e agradável. Logo desde início: Capel quase marcava ao segundo minuto, Sami respondeu; William tentou, Weeks também; João Luiz rematou com perigo e Montero teve situação semelhante. Era claro que o primeiro golo poderia aparecer em qualquer uma das balizas e surgiu mesmo, pela equipa que o procurava mais: o nosso Sporting, com remate forte e bem colocado de Capel, à entrada da área. Mas seria o Marítimo a chegar ao intervalo na frente do marcador - Rúben empatou num livre direto e Héldon deu a volta numa grande penalidade, por toque de Jefferson em Sami. Mesmo em cima do intervalo Rúben poderia ter sido expulso quando atingiu a cara de Capel com o seu cotovelo.
Wilson Eduardo apareceu na segunda parte para agitar o ataque e também estar perto do golo. Quem teve mais três oportunidades claras foi Montero, que desta vez não demonstrou a inspiração do costume e ficou em branco. O Sporting já justificava o empate e foi o recém-entrado Slimani a conseguir marcar, de cabeça, após bom cruzamento de Capel. Pouco depois, nova reviravolta em nova grande penalidade: o árbitro assinalou empurrão de João Diogo sobre Montero, o defesa foi expulso; Adrien consumou o 3-2 final. O Marítimo, mesmo com 10 elementos, reagiu de imediato e Derley poderia ter empatado; na resposta, Slimani tinha a baliza aberta à sua frente, atirou ao lado.
Jogo sofrido, mas a equipa mostrou uma grande atitude e só por aí fico satisfeito. A meu ver o Marítimo chega à vantagem sem saber muito bem como, visto que depois do golo do Capel nem estavam a ter uma reacção que fizesse crer que iam chegar à igualdade quanto mais a vantagem, e o Sporting de um momento para o outro vê-se a perder o jogo em cima do intervalo (mérito para a execução do Ruben). Montero esteve perdulário mas sempre a fazer a cabeça em água à defesa do Marítimo, a entrada de Slimani veio traduzir em golos o domínio que o Sporting estava a ter. Vitória justa, o Sporting a mostrar carácter, mesmo sem fazer uma exibição de grande nível, conseguiu contornar as adversidades (golos do Marítimo, algumas decisões da arbitragem que considero contestáveis, e a pouco conseguida primeira parte) que no fundo é o que mais valorizo neste triunfo e que é no fundo a obrigação da equipa. 
Destaques:
Diego Capel - Regresso em grande! Antes de mais pelo golo, claro, um grande golo, mas também pela assistência para Slimani e até por uma excelente abertura que deixou Montero na cara de Leoni. As iniciativas ofensivas foram quase sempre suas.
Adrien Silva - Adrien está sempre no centro da ação, sempre em movimento, sempre a abrir espaços como Jardim gosta. Neste jogo deixou Montero na cara do golo e apontou o golo da vitória de penálti.
Slimani - O argelino somou o segundo jogo seguido a marcar em Alvalade, depois de se ter estreado a fazê-lo na receção ao Alba: desta vez, subiu ao segundo andar para cabecear sem hipótese para Leoni, num golo que empatou o jogo e relançou o Sporting na busca da vitória. Já começa a valer pontos.
Carrillo - Á alguns jogos que o peruano pede banco de suplentes. Pôs os nervos em franja aos sportinguistas com a sua displicência e falta de acerto. Ao intervalo entrou Wilson Eduardo para o seu lugar e o nosso futebol melhorou automaticamente.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Festa e golos para todos os gostos


O Sporting goleou este domingo o Alba por 8-1, em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal. Em Alvalade, não demos hipóteses à modesta equipa dos distritais de Aveiro, que ainda assim festejaram um golo histórico para o clube. Houve festa na Taça para os dois lados. Sporting respeitou o adversário do 1º ao último minuto e simplificou o jogo. 
A história do jogo resume-se praticamente aos golos do nosso Sporting. A equipa de Leonardo Jardim encarou o desafio com profissionalismo (a presença de 5 titulares na equipa inicial comprova-o) e não facilitou, partindo desde o início para a baliza do adversário. Ao intervalo o resultado estava em 3-0, com golos de Wilson Eduardo, Rojo e Montero - e se não fosse o guardião Luís Santos outros tantos teriam entrado.
No segundo tempo, a equipa do Alba ressentiu-se do esforço e a goleada foi-se avolumando. A festa aconteceu quando Carlos Santos marcou para os visitantes, aproveitando uma falha de Marcelo Boeck. Destaque para o hat-trick de Montero, que continua em grande forma, e para a estreia a marcar de Vítor e Slimani de leão ao peito.
A equipa está a fazer uma grande época, hoje podemos ver o grande profissionalismo que faltou a equipa no ano passado. O treinador teve um discurso que fez jogar a equipa e assim deve-se manter. Vamos agora ao Dragão, sabemos que é difícil, mas vamos jogar para ganhar.
Destaques:
Montero - Nem a brincar facilita e assinou mais uma grande exibição. Marcou 3 golos, mas podias ter juntado a isso algumas assistências tal foi a maneira como trabalhou na frente.
Adrien - Que classe, que velocidade de transporte de bola e de processos, que magia, que categoria no passe e na decisão. Está um jogador de topo, nada a ver com o ano passado, pois cresceu muito. É um crime não ir á seleção.
Vítor - Teve por fim a oportunidade de ser titular e mostrou que vai tornar-se um problema para Leonardo Jardim. Já se imaginava: tem capacidade técnica, visão de jogo, dinâmica, sabe surgir nos espaços e coloca o futebol em movimento. Pelo meio assistiu Rojo no terceiro e fez o sexto golo do Sporting.
Wilson Eduardo - Os cruzamentos e últimos passes saem dos pés do Wilson sempre com conta, peso e medida para a zona certa e no tempo certo. Coloca-se bem nas entradas ao 2º poste.
Piris - O lateral, um pouco como Vítor, promete também ser uma dor de cabeça para Leonardo Jardim. À partida não há razões para retirar Cedric do onze, mas de cada vez que joga Piris coloca o colega sob pressão. Mais uma boa exibição, ganhando a linha de fundo e assistindo o golo de Slimani.
Semedo - Foi o único jogador que mostrou uma distracção imensa em vários momentos. Fez uma exibição desapontante (ia comprometendo duas vezes além daquela em que comprometeu).
Marcelo Boeck - Saiu mal da baliza, desentendeu-se com Ruben Semedo e permitiu a Carlos Santos marcar de baliza aberta. 

Um jogo, uma imagem

sábado, 5 de outubro de 2013

Em frente, o topo é objetivo


Um Sporting moralizado e com vontade conseguiu este sábado em Alvalade mais uma goleada, por 4-0, e ascendeu provisoriamente ao comando da 1.ª Liga. A vítima desta vez foi o Vitória de Setúbal. Montero, melhor marcador do campeonato, somou mais dois golos ao seu pecúlio – e o nosso Sporting já leva 19 golos em 7 jogos da prova.
Os meninos de Leonardo Jardim, que ocupou a vaga do lesionado Jefferson com a estreia de Piris, entraram decididos a resolver cedo a questão. O ritmo imposto nos primeiros minutos foi alto, tentando os setubalenses defender a sua baliza como podiam. O mote foi dado por Carrillo, que rematou com perigo aos 5 minutos. Pouco a pouco, no entanto, fomos perdendo fulgor e o primeiro golo, aos 40 minutos, apareceu quando não se esperava. Uma oferta de Rafael Martins, que atrasou a bola de forma mais que deficiente para o guarda-redes. O inevitável Montero agradeceu o brinde, contornou Servín com classe e rematou para a baliza deserta.
A vencer, o Sporting entrou tranquilo para o segundo tempo. Como a equipa de José Mota não conseguia criar jogadas de ataque, adivinhava-se que os adeptos da casa iriam festejar mais golos. E estes foram aparecendo com naturalidade. Primeiro por Carrillo, aos 58 minutos, assistido por Adrien; depois por Montero, aos 71’, a centro de Piris; e finalmente aos 78, de penálti. Cohene fez falta sobre Maurício e Adrien coroou uma excelente exibição com o 4-0.
Boa exibição e ainda melhor resultado, e muitos dados positivos: a defesa esteve a um nível muito alto, enquanto que o ataque continua a demonstrar uma eficácia enorme. Destaque igualmente para a melhoria do trio de médios, sector que nos últimos jogos caiu um pouco de produção, mas que hoje voltou ao nível dos primeiros jogos. Siga-se o Alba, e só depois pensar nos tripeiros.
Destaques:
Montero - Pode parecer quase sempre alheado do jogo e longe dos companheiros, mas é só aparência: quando aparece em frente à baliza, é um perigo. 7 golos na Liga 9 golos. Registo notável, e como foi brilhante a maneira como sentou o guardião no Setúbal no 1-0.
Carrillo - Agitou por completo a defesa sadina. O peruano para o bem e para o mal (3 ou 4 maus passes que podiam ter tido outras consequências) está sempre em jogo, hoje voltou a ser ele a desequilibrar a carregar a equipa em muitos momentos do jogo. Fez um grande golo, acima de tudo: um golo que começou numa simulação que soltou Adrien, o médio devolveu-lhe a bola na área e Carrillo atirou colocado.
Adrien Silva - Começou numa rotação muito elevada como é normal nele: recuperava bolas, pressionava, saía a jogar. Na segunda parte tornou-se destaque ao assistir Carrillo para o segundo golo, ao descobrir Piris que assistiu Montero no terceiro e ao fazer ele próprio o quarto de penálti.
William Carvalho - Muito forte nos duelos individuais, pressionando e ganhando bolas atrás de bolas, acrescentou alguma qualidade nas saídas para o ataque e arrancou vários aplausos.
Ivan Piris - Entrou nervoso, o V. Setúbal aproveitou e entrava sempre pelo lado dele. Depois acertou e safou-se bem. Ganhou algumas bolas na altura (apesar da baixa estatura), deu uns toques de calcanhar felizes, mostrou raça e concentração, para terminar a assistir Montero no terceiro golo. Se estiver em forma e continuar assim em todos os jogos, merece lutar pela titularidade.

sábado, 28 de setembro de 2013

Mais confortáveis no 2º lugar


O Sporting conquistou um precioso triunfo este sábado na deslocação a Braga, por 2-1, em jogo da sexta jornada da 1.ª Liga. 
Entrámos no jogo como tínhamos de entrar depois do empate com o Rio Ave e marcámos na primeira oportunidade. É preciso perceber que o plano de jogo não contemplava um golo logo no início e aconteceu-nos exactamente o mesmo que se passou no jogo anterior. Inconscientemente, começámos a baixar linhas. Algo que é perfeitamente natural. Estávamos habituados a correr sempre atrás do resultado e hoje, na maioria dos jogos, vemo-nos a ganhar ainda na primeira parte. Para uma equipa que está a reaprender processos e a tentar mudar, gradualmente, o “chip” de equipa a quem acontece tudo de mau para uma equipa que, imagine-se, já começa a resolver os jogos cedo, é natural o tipo de erros que levaram ao empate na jornada anterior e ao golo do Alan já neste jogo.
Podia estar a falar nas coisas que podem e devem melhorar como a intensidade, a atitude e concentração em alguns momentos do jogo. Mas prefiro falar de algo de bom que começa a ser visível. Começamos a ter uma identidade e estilo de jogo condizentes com o Sporting. Pressão alta, linhas juntas, muita posse e mentalidade ofensiva. Nota-se que os jogadores tentam jogar dessa forma a maior parte do tempo. Umas vezes conseguimos, outras não, mas já não há charutada para a frente e fé na segunda bola. E isso deixa-me satisfeito. Mesmo contra 10 houve sempre critério a chegar ao último terço, apesar de ter falhado o último passe e finalização. De grosso modo, estamos mais confortáveis em ter a bola do que em livrarmo-nos dela, como acontecia antes.
O lance que ditou a expulsão e a lesão do Vinicius foi determinante, passando o Sporting a ter uma superioridade que, até aí, era do Braga. Julgo que os bracarenses  mesmo com menos um se encolheu muito e o recuo de Custódio para central tirou agressividade ao seu meio-campo. O Sporting jogou como mandam as regras quando se tem vantagem numérica, ou seja, apostou na circulação de bola e na pressão alta. Falta ao Sporting ter alas mais desequilibradores, mais determinantes no último passe. Leonardo Jardim, finalmente, mostrou audácia ao tirar Adrien e colocar Slimani. André Martins começa a perder voltagem e intensidade e, ou muito me engano, ou perderá o lugar para Vitor.
Destaques:
Montero - Inaugurou o marcador logo aos quatro minutos ganhando nas alturas a Custódio. Obrigou Santos a cometer a falta que deu origem à expulsão e foi sempre um quebra-cabeças para o sector mais recuado do Sp. Braga, apesar de por vezes parecer andar alheado do jogo. Montero com a equipa a jogar q.b. rende, se jogarem da maneira que ele gosta, de tabelas e jogo apoiado ele rende ainda mais. Fui dos críticos sobre a venda de Ricky pois para mim ainda teria muito para mostrar mas Montero é muito superior.
Cédric Soares - Resolveu o encontro com uma bomba disparada já em desespero de causa quando o encontro se aproximada do minuto noventa. Não só pelo golo, mas nota-se a sua evolução e hoje é um lateral perfeitamente fiável. Agora marcou o golo decisivo mas em todo o jogo esteve sempre a dar 100% pela equipa, no ataque e defesa, isto se pensar-mos que teve um Alan em grande é de louvar.
Mauricio/Rojo - Esta é, para já, a melhor dupla de centrais com que podemos atuar. O brasileiro e o argentino entendem-se muito bem e estiveram hoje especialmente eficazes. Maurício é um jogador à Sporting. Precisávamos de um patrão, aí está o xerife. Não teve uma falha o jogo todo e levou com o armário do Éder. Rojo regressa, foi essencial nas dobras aos laterais e ainda podia ter marcado num remate potente. Não tiveram qualquer responsabilidade no golo sofrido.
Carrillo - Displicente, distraído e pouco objetivo. Mandei-o pó caralho inúmeras vezes. Não percebo sinceramente o que se passa na cabeça do peruano. Já anda a pedir banco á algum tempo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Somar e seguir


O nosso Sporting foi ao Estádio do Algarve levar a melhor sobre o Olhanense por 2-0, para ocupar novamente o segundo lugar da liga. Ao intervalo registava-se um empate a zero, mas os visitantes poderiam ter inaugurado o marcador ao longo da primeira parte. Rui Duarte ainda foi o primeiro a ameaçar, mas depois Capel (duas vezes), Montero ou Wilson Eduardo tiveram espaço para faturar. Curiosamente a melhor oportunidade pertenceu a Diakhité, que enviou a bola à barra, mas esse momento não fez esquecer a superioridade da nossa parte ao longo do primeiro tempo.
A eficácia chegou no primeiro quarto de hora da segunda parte. Aos 50 minutos, após um livre do lado esquerdo, Montero cabeceou para o golo, embora estivesse em fora-de-jogo (não assinalado). Nove minutos depois, cruzamento de Wilson Eduardo e André Martins antecipou-se para fazer o seu primeiro golo ao serviço do Sporting, enquanto sénior. Logo a seguir Montero ficou muito perto do terceiro, antes de uma fase mais monótona, com o Sporting a controlar e o Olhanense sem conseguir sequer aproximar-se com perigo da baliza contrária. A exceção surgiu já dentro dos últimos 15 minutos, num cabeceamento de Vítor Bastos, que com espaço cabeceou por cima. Entretanto outro Vítor, o ex-Paços de Ferreira, substituiu André Martins e estreou-se com a camisola do Sporting num jogo oficial.
O jogo não foi brilhante, mas foi duro e intenso, principalmente até ao 0-2. Depois disso eles deram-se por derrotados e nós relaxámos. Mas até aí o jogo teve uma grande dimensão física, imposta pelo Olhanense, à qual conseguimos quase sempre responder. Só qualificamos esta vitória desta forma porque felizmente os nossos níveis de exigência subiram exponencialmente e alcançaram novamente patamares compatíveis com a grandeza do Sporting Clube de Portugal. É importante fazer o exercício de nos lembrarmos de onde estávamos há 6 ou 10 meses atrás, especialmente quando as exibições menos conseguidas, ou até más, resultarem em empates ou derrotas (vade retro). A questão do fora de jogo também poderá levantar poeira. Eu pessoalmente detesto ganhar com erros de arbitragem, principalmente porque isso faz com que adeptos de outros clubes, sem moral nenhuma para o fazer, se ponham a mandar postas de pescada. Mas não foi isso que aconteceu, marcámos outro golo limpo e o fora de jogo foi cobrido com uma não expulsão.
Destaques:
André Martins - Foi decisivo na nossa vitória, ao assistir Montero no primeiro golo, e ao marcar o segundo, pleno de oportunidade. Depois de uma primeira parte em que sentiu-se um pouco apertado pelos médios defensivos do Olhanense, o pequeno tecnicista aproveitou as suas capacidades para fazer a diferença, depois do intervalo.
Diego Capel - Quando colocava os olhos no chão e arrancava em direção à baliza, só em falta era travado. E, com esse recurso, os jogadores do Olhanense foram acumulando amarelos. Esteve próximo de inaugurar o marcador, aos 11 minutos, mas o remate saiu à figura de Ricardo, quando estava bem posicionado. Digam o que quiserem do homem, mas sempre que joga acrescenta algo mais à equipa, fez o que quis de Mladen e foi claramente dos melhores em campo.

Fredy Montero -  O colombiano marcou mais um golo (já leva 6 na Liga) e realizou uma boa exibição. Importante na maneira como se dá ao jogo e apoia o meio campo.

domingo, 25 de agosto de 2013

Passeio por Coimbra


O Sporting confirmou este sábado as excelentes indicações dadas no início da época e foi passear a Coimbra deixando por lá um expressivo 4-0. Os jovens leões deram um festival de futebol alegre e contagiante e prometem ser um caso sério este ano. Para já, ficam os nove golos marcados nos primeiros dois jogos, a liderança da prova e o artilheiro da competição.
Os estudantes nunca se entenderam com o jogo do adversário e andaram atrás da bola do primeiro ao último minuto. Sérgio Conceição tem muito trabalho a fazer se pretende ter uma temporada tranquila.
Desde o início que se percebeu que a goleada ao Arouca, na primeira jornada, não tinha sido fruto do acaso. O futebol do Sporting é simples e eficaz. Um meio-campo forte, com William Carvalho, Adrien e André Martins em grande momento de forma, encarregava-se de roubar a bola ao adversário, para de imediato colocá-la nos flancos, onde Carrillo e Wilson Eduardo faziam gato-sapato dos laterais vestidos de preto, lentos e sem recursos, e procuravam servir Montero ou quem surgisse de trás. Foi assim que surgiu o primeiro golo, aos 22 minutos. A defesa da Académica deixou Wilson Eduardo centrar, Reiner Ferreira falhou o corte, e Carrillo agradeceu a benesse. Antes, aos 14 minutos, o mesmo Carrillo obrigou o guarda-redes Ricardo a uma grande defesa.
A Académica estremeceu com o golo, que animou ainda mais os nossos homens. Buval ainda mostrou que a equipa da casa acreditava na reviravolta, com um bom cabeceamento, mas o perigo rondava sempre a baliza de Ricardo. Os contra-ataques estudantis, estratégia pensada pelo treinador, nunca saíram a preceito.
Wilson acertou no poste para Rojo, aos 41 minutos, fazer o 0-2. A defesa ficou novamente a ver jogar e o central argentino marcou com facilidade. 
O início da segunda parte matou de vez as veleidades que os conimbricenses ainda tivessem. Aos 52 minutos, Marcelo derrubou Jefferson (um dos melhores em campo) na sua grande área e foi expulso. Adrien não perdoou na concretização do penálti. E de cabeça perdida, os homens da Académica cometeram uma nova falta na grande área, quatro minutos depois, com Manuel a tocar a bola com o braço. Montero imitou Adrien e não falhou.
Até final, só deu Sporting com os nossos rapazes a mostrar até alguma piedade perante uma briosa de rastos. Leonardo Jardim aproveitou para rodar a equipa, pondo em campo Capel, Slimani e Dier. 
E agora que venha o dérbi!
Destaques:
Adrien Silva - Jogo em altas rotações do nosso médio, num regresso feliz à cidade onde viveu alguns dos melhores momentos da ainda curta carreira. Autoritário no meio-campo, raramente perdeu um duelo, e, das suas inúmeras recuperações, nasceram vários lances de perigo. Enganou o ex-colega Ricardo na marcação da grande penalidade. Irrepreensível.
Carrillo - Abriu caminho à goleada num lance que premiou a grande primeira parte que realizou, cheio de velocidade e irrequietude pela esquerda. Uma seta apontada à baliza da Briosa, que deixou o aviso cedo, obrigando Ricardo a defender para canto, e concretizou mesmo as ameaças, pouco depois, aproveitando um erro de Reiner Ferreira. Muito bom o entendimento com Jefferson.
Wilson Eduardo - Atirou ao poste, num remate à meia-volta, que seria o golo da jornada caso a bola tivesse entrado. Um pouco à imagem de Carrillo, também foi uma das melhores unidades na etapa inicial com vários raides e, sobretudo, boas combinações com André Martins. Acham que se toda esta trapalhada em volta do Bruma não tivesse acontecido, o Wilson teria sido mais uma vez emprestado? Há mesmo males que vêm por bem.

Jefferson - Uma das melhores unidades em campo. Deu enorme dinâmica ao seu flanco (excelentes combinações com Carrillo) e ainda ganhou uma grande penalidade.
Fredy Montero - Inevitável. Novo jogo, mais um golo, e vão quatro em dois jogos, que lhe valem a liderança da lista de melhores marcadores à espera daquilo que os rivais possam fazer. Não foi de bola corrida desta vez, embora o tenha tentado amiúde, foi de grande penalidade.
William Carvalho - É o segurança no meio-campo. Não admira que Adrien e André Martins se sintam com as costas quentes quando têm um colega assim, que lhes assegura total tranquilidade e bolas sempre jogáveis.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chupen, y que la sigan chupando!

Fonte: Sporting Visto por Nós
A Comissão arbitral paritária depois de analisar processo decidiu «julgar totalmente improcedentes os pedidos do requerente», o extremo Bruma, que pretendia a nulidade do contrato. Deste modo, o jogador tem mais um ano de contrato (até junho de 2014) com o nosso Sporting. 
Esta foi uma chapada na tromba bem dada na tromba desses Baldés, Bebianos e pasquins que nos queriam a dar a mão. Agora o que fazer ao rapaz? Rescindir? Equipa B? Vejo muita gente a querer que o Bruma apodreça na equipa B, mas haja respeito pela equipa B por favor, estão la profissionais competentes, este Bruma não merece trabalhar com ninguém, pois é um cancro dentro do clube, é pô-lo um ano a treinar todos os dias de manha e à tarde sozinho num campo de alcatrão e daqui por um ano que va para onde quiser. O Paulinho não precisa de um assistente?