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segunda-feira, 21 de julho de 2014
Preparando a nova época - Extremos
Os extremos são jogadores em que a técnica, a velocidade e a imprevisibilidade são as qualidades mais apreciadas, e é da nossa academia quue saem os melhores: Futre, Figo, Ronaldo, Nani, Quaresma, etc. Neste momento, esta é, provavelmente, a posição mais debilitada do nosso Sporting. Temos muitos extremos, mas quantidade não implica qualidade, para mal dos nossos pecados, já que não andamos propriamente a nadar em dinheiro.
Da época passada para a que vem, devem ficar praticamente todos os extremos, à excepção de Wilson Eduardo, cedido ao Dínamo Zagreb. Wilson, até à data, estava a ser o melhor jogador da pré-época, mas sabemos o seu passado, e consistência é algo que não joga a seu favor.
Outro extremo leonino deveras inconstante é André Carrillo. O peruano, de 23 anos, parte para a sua quarta época de leão ao peito. Chegou em 2011/12 sob grandes expectativas. É notória a sua qualidade, mas também a sua falta de profissionalismo. Precisa de se esforçar muito mais e de não pensar que tem o mundo a seus pés, que não tem, de todo. Na minha opinião, não devíamos perder este diamante por lapidar, mas também não devíamos mantê-lo na equipa, pelo que a solução passaria por emprestá-lo fazendo-o evoluir e assentar os pés na terra.
Para além destes, temos outros 4 extremos que, a meu ver, devem ficar no clube. São eles Carlos Mané, Shikabala, Heldon e Diego Capel.
O primeiro, um menino da casa, é o extremo com maior margem de progressão. Foi "descoberto" por Jardim que o lançou com fé, numa altura em que precisávamos realmente de um bom extremo. Mané aliviou essa necessidade, revelando-se mais uma pérola da nossa formação. É para manter e, quiçá, no onze titular.
Outra "descoberta" da época passada foi Shikabala. Pensa-se que o egípcio foi contratado mais numa estratégia de marketing (bem sucedida, diga-se), mas a verdade é que o número 7, até tem qualidade e pode ser que se venha a tornar numa mais-valia para o clube (não a titular).
Heldon é o nome que se segue. O cabo-verdiano chegou ao Sporting depois de ser apontado como um dos melhores (ou mesmo o melhor) jogadores do Marítimo, clube onde marcou vários golos. Após meia época de leão ao peito, o camisola 20 já é considerado um flop. Ainda acho muito cedo para se afirmar tal coisa, pelo que acredito que o devemos manter na equipa (também já vimos pormenores interessantes vindos dele).
Por fim, Diego Capel. Foi um dos melhores da equipa nas duas primeiras épocas ao serviço do leão, mas baixou imenso o seu rendimento na época transata. Muito inconstante, só rendia quando entrava na 2ª parte como "suplente de luxo". É dos que tem mercado, mas creio que seria bom mantê-lo, deixando-o sair apenas por uma verba a rondar os 10 milhões, o que seria extraordinário.
Podemos, ainda, falar de um reforço leonino: Junya Tanaka. Confesso que ainda não percebi se joga a extremo se a ponta-de-lança. Seja como for, acho-o a pior contratação de Bruno de Carvalho. Se for para extremo, já temos vários, com qualidade igual ou superior a Tanaka, e bastante mais jovens (com 27 anos, já não vai progredir). Para além disso, para contratar alguém, que fosse um jogador com experiência europeia, o que iria ser útil para esta época de Champions. Em termos de qualidade, nem para a seleção japonesa era opção, visto que só por 1 vez representou as cores do seu país. E escusávamos, sequer, de gastar dinheiro num extremo, basta olhar para a nossa equipa B. Esgaio já merece uma oportunidade há muito tempo, e a meu ver, era uma melhor aposta que o japonês. Como tal não deverá acontecer, o nazareno devia ser emprestado. Se fez bem a João Mário, também lho fará a ele.
Assim, ficaríamos com suficientes e boas opções para extremo, se mantivéssemos Mané, Shika, Heldon, Capel e Tanaka e emprestássemos Carrillo e Esgaio.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Preparando a nova época - Meio campo
Ainda é desconhecido o sistema tático que Marco Silva utilizará. Manterá o mesmo de Jardim? Utilizará duplo pivô? Adotará um novo sistema como um 4x4x2? Ou mesmo um 3x5x2? Não me parece que vá optar por uma destas duas últimas alternativas, sendo que a primeira (4x3x3 de Jardim), na minha opinião, é a mais provável.
Leonardo Jardim, durante a passada época, usou um 4x3x3 que se provou ser o melhor para o plantel verde e branco. Com William sendo o médio mais defensivo, Adrien a seu lado, tendo o papel das construções ofensivas e de liderar a equipa dentro de campo, e André Martins mais à frente, jogando nas costas do avançado. Na minha óptica, este é o melhor meio campo para o nosso Sporting. Ainda há muito mercado pela frente, muitas conversas a decorrer, e é sabido o interesse por jogadores como o William e o Adrien. Mas, por agora, contamos com eles.
O "Rei" William deve manter o lugar de trinco, tendo agora um forte e jovem concorrente formado no Barcelona (Oriol Rosell) que deverá ocupar o seu trono caso ele saia (Que o Diabo seja cego, surdo e mudo). Creio que ficamos bem servidos de qualquer das maneiras, quer William saia (a troco de muito, e, sublinho, muito dinheiro) quer fique. O outro trinco sportinguista, Fito Rinaudo, deve voltar a ser emprestado, ou poderá mesmo chegar a ser vendido. Com 27 anos, o argentino já deu o que tinha a dar no Sporting: fez 2 grandes épocas de sucesso e chegou a envergar a braçadeira de capitão. Mas em 2013/14, ficou na sombra de William e teve que ser emprestado, destino que o deverá aguardar novamente.
Adrien Silva também se conservará no 11 titular. Foi um dos melhores jogadores do Sporting e até da liga portuguesa, a par de William Carvalho, na passada época e parte do sucesso leonino deve-se a ele(s). Surpreendentemente, não foi ao Mundial. E, a meu ver, ainda bem. Não tem tanto mercado quanto William, e, felizmente, não deve sair. Logo, vai continuar a ter o papel que teve durante toda a época. Para competir com o luso-francês, Marco Silva tem, ao seu dispor, Simeon Slavchev, búlgaro de apenas 20 anos contratado ao Litex Lovech. Ainda não deu bem para perceber a verdadeira qualidade deste jogador que tanto pode jogar a 8 como a 6, mas ainda temos a pré-época para o analisar melhor. Para além dele, temos outras hipóteses para esta posição na equipa B: Wallyson Mallman (na minha opinião, o melhor jogador da época transata dos B's) ou mesmo Kikas (já tem 23 anos mas foi aposta frequente de Abel Ferreira).
Para a posição 10, temos várias opções. Esta sempre foi uma das posições mais fracas do Sporting, pelo menos após a saída de Matías Fernandez. No ano passado, foi entregue a André Martins que chegou a realizar algumas exibições de nível, mas não foi constante. Desta vez, quem deve agarrar esse lugar no 11 é, provavelmente, João Mário. Nunca duvidei deste luso-angolano de agora 21 anos formado no clube. Sempre foi um dos melhores da equipa B e sempre mostrou o suficiente para ser promovido à equipa A. Na última metade desta época, foi emprestado ao V. Setúbal, onde foi regularmente titular e onde chegou mesmo a ganhar o prémio de melhor jogador do mês. Tanto pode jogar a 10 como a 8, por isso, deve ser ele o escolhido para esta posição. Para além dele temos muitos outros jogadores disponíveis mas, dificlmente com tanta qualidade quanto João Mário. Ryan Gauld, jovem escocês de apenas 18 anos contratado por 3,7 milhões de euros e apelidado de "Baby Messi", é um deles. Com uma enorme margem de progressão, há grandes expectativas em relação a esta aposta de Bruno de Carvalho, ainda que não deva ser já titular. Esperemos que seja mesmo um "Gaulden Boy". Outro é Vítor Silva, adquirido ao Paços no último defeso, serviu para cobrir André Martins e nada mais. Das três, uma: ou fica a "apodrecer" na equipa B, ou é emprestado, ou vendido a título definitivo. André Martins, mais um. Deve ficar no clube, mas creio que era bom para ambas as partes se ele fosse emprestado. Depois ainda temos Shikabala (deve ser utilizado mais a extremo do que a 10), ou Iuri Medeiros (ainda não deve ter a sua oportunidade nos A's, apesar de a merecer).
Finalizando, acredito que o "novo" meio campo deva ser algo no mínimo perto deste, contando que não haja saídas de jogadores-chave como William ou Adrien nem entradas desnecessárias.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Preparando a nova época - Laterais
Os laterais são peças fundamentais para uma equipa, principalmente nas transições. Têm que ser rápidos e versáteis.
Felizmente, nestas posições, e tanto na direita como na esquerda, temos boas opções. Os laterais titulares durante toda a época passada foram Cedric Soares (à direita) e Jefferson (à esquerda) e ambos corresponderam às expectativas.
Cedric é um jogador da casa, foi-se impondo aos poucos e cedo agarrou lugar na equipa principal. É titular desde a saída de João Pereira para o Valência, tirando alguns jogos em que o escolhido foi Miguel Lopes, e, na minha opinião, tem feito boas exibições que trazem confiança ao lado direito da nossa defesa.
Já Jefferson, ex-Estoril, fez a sua época de estreia praticamente toda a titular e revelou-se um elemento muito importante neste Sporting. Após uma excelente época ao serviço do Estoril-Praia, o lateral-esquerdo foi um dos melhores jogadores do Sporting da época de 2013/14 contribuindo e bem tanto nos processos ofensivos como nos defensivos.
Para cobrir qualquer tipo de suspensão, lesão, fadiga, etc, Leonardo Jardim tinha ao seu dispor Iván Piris, lateral paraguaio que jogava em ambas as alas. O atleta, cedido pelo Deportivo Maldonado, ainda fez 8 jogos de leão ao peito, mas acabou por ser preterido das opções para a próxima época. Para o seu lugar, Bruno de Carvalho apostou no jovem André Geraldes, que fez a última metade da época ao serviço do Belenenses, emprestado pelo Istanbul BB. O lateral (que, tal como Piris, pode jogar nas 2 alas) foi escolha assídua pelos "Azuis", fazendo 12 jogos, 11 deles a titular.
Ainda é falada, nos media, a possibilidade da contratação de mais um lateral-esquerdo para "competir" com Jefferson, o que, na minha opinião, não faz sentido. Temos jogadores com grande margem de progressão nas nossas escolas e talvez não fosse mal pensado começar a apostar mais neles. Para esta posição temos Mica Pinto, que, frequentemente, costuma ser opção na equipa B, e que vai integrar o plantel da equipa principal na presente pre-época. Para além disso, ainda há Marcos Rojo, se for necessário (mesmo sabendo que, no Sporting, joga a central), que faz esse papel muitíssimo bem, tal como o faz na seleção argentina.
Podemos, portanto, afirmar que não devem haver grandes alterações na constituição da equipa relativamente a este setor: Cedric e Jefferson devem-se manter no 11 titular (isto se não houver saídas), com o português André Geraldes a cobrir ambas as posições.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Preparando a nova época - Centrais
Uma dupla de centrais de qualidade é essencial para o sucesso de uma equipa. Traz segurança, confiança e estabilidade. No Sporting, e exceptuando a última época, nunca tivemos uma dupla de centrais assim.
Rojo e Maurício foram os patrões da defesa esta época, ficando Eric Dier para cobertura, e não desapontaram. Marcos Rojo, que já tinha agarrado este lugar na primeira época de leão ao peito, sempre me pareceu um pouco inexperiente, e sem qualidade suficiente. Mas todas, ou quase todas, estas incertezas desapareceram ao longo desta época. Rojo revelou-se um central de qualidade, mesmo jogando a lateral-esquerdo na seleção argentina e tendo mais experiência nessa posição. Fortíssimo no jogo aéreo, marcou 6 golos, mostrando assim a sua veia goleadora. Maurício, por sua vez, chegou ao clube sob um mar de pontos de interrogação. Quem seria este brasileiro proveniente do Sport Recife, equipa da segunda divisão brasileira? Sempre duvidei a qualidade do nosso "xerife". Mas, aos poucos e poucos, Maurício foi começando a justificar a aposta nele. Ainda que com uns erros aqui e ali, o número 3 leonino acabou por se manifestar num central de qualidade "quanto baste" para o Sporting. Apesar de tudo, também foi a sua primeira época na Europa, pelo que se pode dar um desconto. Para além disso, a sua garra é inegável, e é isso que se quer para a nossa equipa.
Ainda é uma incógnita a dupla que Marco Silva vai usar no onze titular, mas penso ser esta, a não ser que algum deles saia (e Rojo tem mercado...). De acordo com o que se tem noticiado, o Sporting anda à procura de um central (possivelmente para colmatar uma hipotética saída de um central), mas creio que não será preciso. Nos nossos quadros, ainda temos Eric Dier, Paulo Oliveira (contratado ao Guimarães) e Tobias Figueiredo (deve voltar a ser emprestado). Eric Dier (20 anos) é nosso bem conhecido: fez praticamente metade da época 2012/13 a titular (parte dela a médio, diga-se); tornou-se acarinhado pelos adeptos; foi aposta de Jardim na temporada seguinte, mas num sistema de rotação, provavelmente, o que lhe deve acontecer de novo. Paulo Oliveira, com 22 anos, tem uma grande margem de progressão; titular indiscutível no Vitória; já foi pré-convocado por Paulo Bento (coisa rara, a não ser que se jogue de vermelho); tem qualidade axiomática. Tobias Figueiredo, de apenas 20 anos, é outra produção da escola leonina; esteve emprestado ao Reus da Segunda División B espanhola; é o elo mais fraco entre estes 3, na minha opinião.
Contudo, julgo que a solução passa por escolher a dupla de centrais titular (Rojo e Maurício) e uma alternativa de cobertura para uma eventual saída de um destes (contratação de um central minimamente experiente/Paulo Oliveira), e por escolher um jogador para jogar num sistema de rotatividade (Paulo Oliveira ou Dier, sendo o português a minha primeira escolha). Se Paulo Oliveira for mesmo titular, então manteria o Dier e emprestaria (ou despromoveria à equipa B) o Tobias. Se não, emprestaria Dier (para crescer, jogando com regularidade).
sábado, 5 de julho de 2014
Preparando a nova época - Guarda-redes
Já se tem falado numa hipotética transferência de Rui Patrício para outro clube há alguns anos, o que nunca acabou por acontecer. Falou-se do Mónaco a temporada passada, mas, graças ao nosso presidente Bruno de Carvalho, tal não se sucedeu. Pensava-se que neste defeso (devido à presença no Mundial), seria de vez. Que Patrício não duraria mais na casa que o criou. Mas infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), a péssima atuação da seleção portuguesa, e de Rui Patrício no jogo inaugural, impediram uma eventual subida no valor de mercado do guardião português. Tudo de mal lhe aconteceu no Brasil: uma má prestação, consequente saída do 11 titular português, e uma lesão (para muitos inventada, possivelmente para proteger o jogador). Por um lado, é preocupante pelo sentido em que isso poderá baixar a moral do capitão leonino, e em que haverá a remota hipótese de ele estar, na realidade, lesionado. Por outro, é bom que ele tenha menos mercado, o que poderá significar numa estadia mais prolongada no Sporting que, a meu ver, ficaria a ganhar, já que o leiriense nos tem dado várias alegrias. É esperar para ver.
Quer Patrício saia, quer não saia, todos os sportinguistas sabem que há outro guarda-redes que está pronto para tudo: Marcelo Boeck. Não tem tido uma vida propriamente fácil no Sporting, mas quem segue de perto os jogos, sabe a garra e a devoção que o brasileiro tem. Marcelo é dos jogadores que mais vibra nos jogos pelo Sporting, mesmo sendo raramente utilizado. Já partiu por diversas vezes o vidro lateral do banco de suplentes onde tantas vezes se senta por levar tais emoções tão "a peito". O que é bom. É deste tipo de jogadores que quero no meu clube, mas que tenham as suas oportunidades, também. Ora, Marcelo tem vivido na sombra de Patrício, logo, é (muito) raramente utilizado. E não devíamos desperdiçar um jogador deste tipo que, para além dessas qualidades, é bom guarda-redes.
Assim, na minha opinião, se o Patrício ficar, o melhor para o clube seria: ou emprestar Marcelo para não perder a forma e jogar com regularidade, promovendo à equipa principal um guarda redes da nossa formação (Stojkovic, Luís Ribeiro, etc); ou manter Marcelo utilizando-o nos jogos para as taças. Se o Patrício sair, não me importaria com a titularidade de Boeck, ainda que ache preferível um jogador à altura do Rui, e aí faria o mesmo (emprestar/utilizar para as taças).
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Preparando a nova época - Treinador
Deixou uma enorme marca no Estoril. Na época de 2012/13, conseguiu igualar o recorde de melhor classificação da equipa na primeira divisão (quinto lugar) e qualificar a equipa lisboeta para a Europa League, sendo uma estreia absoluta. No defeso que se seguiu, perdeu várias peças fundamentais do seu esquema táctico (Jefferson, Carlos Eduardo, Licá, Steven Vitória, etc) e avizinhava-se uma época não tão boa para uma equipa que para além da perda destes importantes jogadores, tinha um calendário mais apertado, consequência da presença na Europa. Mas Marco fez muito melhor do que se esperava: empurrou a equipa canarinha para o quarto lugar, batendo o anterior recorde (tendo chegado a ameaçar o terceiro posto). Para além disso, fez também história ao vencer o Porto no Dragão, que já não perdia em casa desde 2008.
Contudo, e para rematar, mesmo sabendo que apenas treinou um clube antes do nosso Sporting, creio que Marco Silva é a escolha indicada para este leão europeu em crescimento que vai ficar a ganhar com as suas qualidades de líder, só nos falta saber se tudo isto se confirma. Veremos...
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Problemas de má-formação.
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O caso de Portugal é mau, mas não é assim tão estranho. Os clubes no geral não têm feito o "trabalho de casa" e preocupam-se mais em ser trampolins de jogadores estrangeiros para a Europa. Á anos que isso tem vindo a acontecer ano após ano principalmente no que toca ao Benfica e ao Porto. A nossa formação também confirmou a tendência para cair de produtividade e só recentemente começou a aparecer uma nova fornada de futebolistas promissores.
É um engano pensarmos que não saem bons valores da formação do Porto e da formação do Benfica. É óbvio que têm a matéria prima para mais e melhor, mas a continua aposta em estrangeiros reforça esse "engano". Por conseguinte, também é um engano pensarem que a formação deles se equipara com a nossa.
Ás vezes andam muitos talentos perdidos e acabam por fazer uma carreira aquém do seu real valor porque não foram aposta logo nos anos a seguir à transição de júnior para sénior. Vou dar um exemplo: Nuno Assis. É da nossa formação e fez uma carreira muito interessante. Mas poderia ter sido um jogador de outro nível se tivesse sido devidamente acompanhado quando subiu de escalão. Outros exemplos mais recentes são o Saleiro, Diogo Rosado e até o Wilson Eduardo que andou muito tempo fora e agora a margem de erro já é muito curta porque o estatuto de “jovem promessa” já não pega aos 23/24 anos.
É um engano pensarmos que não saem bons valores da formação do Porto e da formação do Benfica. É óbvio que têm a matéria prima para mais e melhor, mas a continua aposta em estrangeiros reforça esse "engano". Por conseguinte, também é um engano pensarem que a formação deles se equipara com a nossa.
Ás vezes andam muitos talentos perdidos e acabam por fazer uma carreira aquém do seu real valor porque não foram aposta logo nos anos a seguir à transição de júnior para sénior. Vou dar um exemplo: Nuno Assis. É da nossa formação e fez uma carreira muito interessante. Mas poderia ter sido um jogador de outro nível se tivesse sido devidamente acompanhado quando subiu de escalão. Outros exemplos mais recentes são o Saleiro, Diogo Rosado e até o Wilson Eduardo que andou muito tempo fora e agora a margem de erro já é muito curta porque o estatuto de “jovem promessa” já não pega aos 23/24 anos.
Tudo isto para explicar que, enquanto não houver uma profunda mudança de mentalidades e não se quebrarem barreiras (clubes que não formam, treinadores que não arriscam, fundos mal usados, deportações de estrangeiros e seleccionadores que não apostam), derrotas como aquela frente á Manschaft continuarão a ser uma realidade futura.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Agora não se podem dizer verdades?
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Pó caralho!,
Presidente,
Sportinguistas
As mais recentes palavras do nosso presidente acerca de cus estão na ordem do dia. Os rivais dizem que BdC não sabe o que diz; os sportinguistas mais cepticos dizem que foi demasiado. O que é certo para mim é que o nosso presidente apenas apontou o dedo a coisas que toda gente sabe que existem mas que incomoda falar delas. Basicamente têm medo e apoiam o atual estado de sitio.
Entendendo perfeitamente os sportinguistas que não gostaram da forma como Bruno de Carvalho se expressou.Mas por mim foi brando em demasia, mas percebe-se que não se possa partir a loiça agora, tem de ser aos poucos. É esta coragem que nos faz adorar o homem. Linguagem desta, quanto a mim branda em demasia, eu ansiava. Cada um que interprete da maneira que quiser, para mim é um BASTA, um grito de revolta contra os compadrios, pôr às claras metafóricamente ou não de toda a trampa que o futebol nacional é desde á muito.
A única coisa que realmente me preocupou nas declarações, foi o assumir que o Sporting, neste momento, tem pouca força ou poder de decisão nestes meios. Andou o Presidente em reuniões com políticos, na assembleia e até em Bruxelas, e neste momento vê tudo a ir por água abaixo porque a aliança existe e é real. Estamos completamente isolados e esse facto agrada a muita gente. Claro que para o comum consumidor de noticias, cidadão que não se preocupa com futebol e que não conhece como as coisas se processam, este tipo de declarações são descabidas, horrendas e até vergonhosas. Como a maquina de propaganda está bem consciente disso, acredito que estas declarações ainda vão ser discutidas durante muitos dias.Por último, temos de estar cada vez mais unidos em torno do nosso Clube, pois o inicio da próxima época vai ser terrível. Aposto desde já que vamos ser prejudicados de inicio e que o nosso Presidente irá saltar fora do banco por causa de um qualquer castigo. E porquê? Porque sabem que agora têm um inimigo novo e fortalecido.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Um novo Leão
Marcador:
Opinião,
Sporting Clube de Portugal,
Treinador
Na minha opinião sim, ganhámos um treinador destemido e cheio de ambição, com características muito diferentes de Paulo Bento e Leonardo Jardim. O Estoril de Marco praticava um futebol atraente, atacante e de posse, com uma estabilidade defensiva comparável ao Benfica da atual época (apenas 26 golos sofridos, mais um que o Porto). Nos grandes jogos, Marco raramente inventava táticas ou abordava o jogo com uma postura defensiva, ao contrário de muitas equipas da nossa primeira divisão. Atitude, coragem e voracidade são características de um campeão, e no Sporting têm faltado os treinadores assim. A equipa de futebol do Sporting, antes da era Bruno de Carvalho, praticava um futebol aborrecido, sem garra e o conhecimento do que é a mística do Sporting ou o sentimento de ser sportinguista. O clube a nível do futebol profissional parecia uma loja dos trezentos com saldos a 50% de descontos, os jogadores eram comprados a preços elevadíssimos e como não se rentabilizavam na equipa principal eram vendidos a preços muito baixos. O Porto e Benfica aproveitaram esta instabilidade para afirmarem o seu reino na primeira liga com despiques apenas entre si.
Leonardo Jardim e Bruno de Carvalho este ano conseguiram erguer o leão ferido e impor o devido respeito que a instituição Sporting tem vindo a perder. A equipa deste ano foi mais estável, com mais jovens pérolas da formação, praticava um futebol simples e eficaz, e pela primeira vez viu-se mais garra e amor á camisola. Verdade seja dita, o clube também beneficiou com o mau momento do Porto e a instabilidade do Benfica na primeira volta do campeonato; o que não nos tira o mérito!
Agora com a partida de Leonardo Jardim fica uma equipa mais organizada, um clube mais estável financeiramente e uma instituição mais unida. Estes elementos são importantes para criar as condições necessárias para que o novo treinador seja capaz de cumprir novos objetivos e, talvez, sonhar pelo prémio mais apetecível da liga. Mas será Marco Silva capaz de ganhar o campeonato de leão ao peito? A resposta é difícil, teremos para a próxima um novo Porto também com um novo treinador, com conhecimentos sobre o estilo de jogo do Barcelona e com ambição de ganhar, e um Benfica muito moralizado com as conquistas deste ano e madurecido com os erros que tem cometido ao longo destas épocas. Uma coisa tenho a certeza, se alguém em Portugal consegue tornar o Sporting campeão, esse alguém é Marco Silva.
sábado, 24 de maio de 2014
Olhos em 2014/2015
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2+2=5,
Liga dos Campeões,
Opinião,
Presidente,
Treinador

Pois é mas, estranhamente, o que poderá pesar, de forma negativa, nas contas do próximo ano será a Liga dos Campeões, que vai obrigar o Sporting a implementar uma política de rotatividade no plantel algo que, nesta campanha, não foi necessário: sem estar presente em provas europeias e afastado das taças em fases iniciais, a turma de Leonardo Jardim manteve o foco no campeonato, direcionando para essas competições os melhores jogadores à disposição do antigo técnico do Olympiakos. A juntar a este fator, ainda há que dar conta das possíveis transferências de jogadores nucleares: William Carvalho, Marcos Rojo, Adrien e Rui Patrício são apenas alguns casos. E, se por um lado é verdade que as vendas destes elementos poderão permitir ainda um maior desafogo financeiro, por outro vão levar a que este “leão” perca uma substancial qualidade no plantel (a incursão ao mercado será sempre cuidadosa, sem grandes riscos e sem muitas contratações) o que, em ano de “Champions” é muito desagradável.
Após uma estreia quase sem mácula em Alvalade(faltou uma taça para a temporada ser perfeita), espera-se que o sucessor do madeirense, Marco Silva, faça mais, previsivelmente com menos recursos disponíveis, muitos deles necessitando ainda de serem potenciados (a aposta na academia será para manter, obviamente). A tarefa, não será fácil, muito menos tendo em conta que a concorrência é feroz, mas com Marco Silva… eu acredito!
sábado, 17 de maio de 2014
Leonardo Jardim
Após uma estreia tranquila, conseguiu a subida para a Segunda Liga Portuguesa na sua segunda e última época no clube transmontano (2008/2009), após ter feito um campeonato excepcional, principalmente em casa, já que no Engenheiro Manuel Branco Teixeira apenas foi derrotado uma única vez. Atentos ao timoneiro de um clube que iria ser seu adversário na época que se avizinhava, o Beira-Mar não desperdiçou a oportunidade de contar com os seus serviços. Esta decisão por parte dos aveirenses foi acertada já que Leonardo Jardim levou-os à maior liga nacional logo no seu primeiro ano no leme dos auri-negros. Foi em 2010/2011 que começou a ganhar um maior protagonismo no panorama futebolístico.
A primeira época na Liga Zon Sagres correu de feição, já que o objectivo delineado no início da época pela direcção do Beira-Mar foi cumprido: a manutenção. Com 33 pontos amealhados, Leonardo Jardim voltou a dar grande preponderância ao factor casa. Sem grandes meios, mostrou um futebol bastante positivo, nunca abdicando da táctica e estilo de jogo habitual mesmo quando jogava frente a equipas de maior valor. Esta característica chamou a atenção do Braga, que se encontrava numa das melhores fases da sua história.
No dia 8 de Junho de 2011, foi apresentado como o novo treinador dos minhotos, levando mesmo António Salvador a dizer que Leonardo Jardim era o "homem ideal para o clube bracarense, já que o objectivo é ganhar". Apesar de inserido em diversas competições, a equipa mostrou sempre vontade de conquistar os apaixonados do futebol ao apresentar um excelente nível de jogo, nunca deixando o cansaço abalar a vontade e a ânsia de vencer. No campeonato, o 3º lugar foi conquistado, sem deixar margem para dúvidas quanto à justiça na tabela. Ainda internamente, o sorteio na Taça de Portugal não foi o melhor, levando o Braga a ser eliminado prematuramente pelo Sporting. Já na Taça da Liga, todo o esforço para chegar à final foi em vão, já que a eliminação foi ditada nas meias-finais frente ao Gil Vicente, após desempate nas grandes penalidades. Esquecendo isto, um grande desafio para Leonardo Jardim foi, sem dúvida, a Liga Europa. Após um difícil play-off de apuramento frente ao Young Boys, os bracarenses ficaram colocados no mesmo grupo do Birmingham, Maribor e Club Brugge, no qual passaram com algumas dificuldades, apesar de apenas não terem conseguido o primeiro lugar devido ao confronto directo com os belgas. A fase seguinte ditou que o adversário seria o Besiktas, clube turco então recheado de jogadores conhecidos do público português, tais como Quaresma, Hugo Almeida e Simão Sabrosa. O Braga não resistiu frente ao excelente ataque do adversário, já que durante grande parte da época apresentou uma defesa remendada e a este nível é difícil vencer dessa forma. Apesar de tudo, o madeirense bateu o recorde de vitórias consecutivas dos minhotos, algo que infelizmente não recebe o devido valor.
Então terminada a longa época de 2011/2012, António Salvador e Leonardo Jardim decidiram que a rescisão contratual seria o melhor para ambas as partes, dando liberdade ao treinador para assinar com quem quisesse. O destino foi o Olympiakos, primeira experiência fora de portas para aquele que viria a ser injustamente despedido do clube. Mas já lá chegamos. Após alguma desconfiança por parte dos adeptos que desconheciam o trabalho de Leonardo Jardim, o mesmo mostrou que a falta de confiança não tinha qualquer fundamento, já que conseguiu uns fantásticos 9 pontos na Champions League, seguia com 10 pontos de vantagem sobre o segundo classificado do campeonato grego e ainda se mantinha na Taça da Grécia. Apesar destes excelentes resultados com um plantel que não aparentava ser capaz de os atingir, o treinador luso-venezuelano foi despedido de forma surpreendente do comando técnico do Olympiakos, por, alegadamente, praticar um futebol pouco atrativo, algo que não se verificava. Esta notícia provou um choque tremendo no mundo do desporto rei, no entanto ninguém perdeu o respeito pelo trabalho realizado na Grécia.
Como era especulado, Leonardo Jardim acabou por assinar pelo Sporting no início da época 2013/2014 com o objectivo de melhorar o desempenho do clube leonino nas épocas anteriores. Apesar de ter um plantel jovem e barato, quando comparado com Porto e Benfica, a equipa de Alvalade nunca baixou os braços na luta por uma boa classificação e acabou mesmo por conseguir voltar à Liga dos Campeões, algo que não acontecia desde 2009/2010. Nem todos pensavam que isto seria possível logo na primeira época após a "revolução" no clube. Uma das grandes figuras do Sporting desta época é William Carvalho. O médio português de 22 anos andou de empréstimo em empréstimo à espera de uma oportunidade na equipa principal e não a desperdiçou quando Leonardo Jardim apostou nele. Esforçou-se imenso para não desperdiçar aquilo que lhe fugia à algum tempo. E o mesmo se passou com grande parte dos restantes jogadores e até com o Sporting em si. Todos deram o seu máximo para combater os melhores recursos dos adversário directos, conseguindo mesmo alcançar o objectivo. A motivação que o treinador deu aos atletas foi imensa, com toda a certeza, o que me leva a querer que foi o impulsionador desta excelente temporada do nosso Sporting. Agora temos em mãos uma possível mudança de treinador. Leonardo Jardim poderá estar de saída para o Mónaco. Confiando no nosso presidente, acredito que o trabalho desenvolvido até agora não foi em vão e vai ter continuidade.
terça-feira, 13 de maio de 2014
(In)coerências
Marcador:
2+2=5,
Incompetência,
Mundial,
Opinião,
Selecção Nacional
Paulo Bento até fez a convocatória esperada, apesar de algumas falhas a meu ver. As manias, as casmurrices e as birras estão lá. E até nem vou falar do dedo do Deus Jorge Mendes. Quanto aos que estão:
Eduardo não pode estar nesta lista tendo em conta a época que fez no Braga, muito inconstante e com uma clara falta de confiança, sendo que Ricardo era mais indicado para o lugar. Na defesa a desculpa da polivalência de André Almeida não me diz nada acerca de um jogador banal; J.Pereira, Antunes e Cédric são superiores. É também injusto Adrien não estar nesta lista, tendo em conta a época que fez, sendo que a convocatória do João Mário me parece bastante precipitada (apesar de ter um grande potencial), uma vez que apenas mostrou algo neste final de época. Colocar André Gomes acima de Adrien é um erro de capela. Olhando mais para a frente de ataque, acho incompreensível como Cavaleiro tem lugar neste lote, ao invés de Danny que fez uma época de grande qualidade da Rússia. Parece que ser titular na Liga Cabovisão chega para ir ao Mundial jogar contra Messis e Riberys... Mesmo com os problemas com o seleccionador acho que se poderiam perfeitamente tentar entender, de modo a beneficiar a selecção, porque Danny é muito superior a Cavaleiro. Na posição 9, Hugo Almeida para mim é ridículo mas até se entende já que tem características físicas que mais nenhum avançado tem. Depois temos Éder que nada fez esta época mesmo quando jogou. A minha opção seria Edinho que sempre vai molhando a sopa na Turquia. Ainda podia questionar a convocatória de Nani e Postiga, mas já chega o quão incoerente esta convocatória é. As embirrações de Paulo Bento continuam não se sabe ao certo porquê. O certo é que isso tem custado a presença de alguns jogadores (Tiago, R.Carvalho, Adrien, José Fonte...) e boas prestações da nossa selecção...
domingo, 27 de abril de 2014
Frutos para colher

Este ano a nossa equipa B tem estado muito irregular falando apenas em resultados. A equipa comandada por Abel Ferreira não consegue fazer grandes ciclos vitoriosos nem resultados vistosos. Ocupa neste momento um 5º lugar suado. Mas outra coisa que não a permanência é relevante já que o que realmente importa é a rotação de jogadores na equipa inseridos.
Na época passada colhemos bons frutos logo no 1º de experiência também porque Jesualdo Ferreira na altura foi obrigado a recorrer várias vezes á equipa alternativa. Este ano foram menos os destaques, mas ainda assim há promessas de futuro e a confirmação que o projeto tem pernas para andar. Por entre jogadores da cantera e contratações de olheiro, houve alguns jogadores a despontar. Em baixo deixo os maiores destaques da época que poderão dar outro contributo a outro nível de exigência.
Ricardo Esgaio - Jovem nazareno da cantera que desde os escalões jovens mostra uma rara sagacidade e luta. Jogador de ala, consegue atuar a extremo e lateral, esta última onde tem atuado com regularidade. Esgaio alia velocidade, técnica com assertividade de passe parecendo uma versão melhorada de João Pereira. Esgaio tem ainda o bónus de ter faro pelo golo sendo também um batedor exímio de grandes penalidades. Esta época soma 14 golos atuando como lateral e poderá ter lugar no plantel principal da próxima época.
Iuri Medeiros - Outro menino da casa, de leão ao peito desde 2005. Atuando tanto a extremo direito como esquerdo, Iuri é daqueles extremos que cabia como uma luva num Barcelona. Rápido, técnico, refinado e mortífero. Tanto é capaz de um belo cruzamento, como de uma arrancada e deixar 4 adversários especados nas costas. Esta época tem anotados 9 golos, sendo um dos melhores marcadores. Certamente que a meio da próxima época pode ser opção ou então ganhará experiência num empréstimo, de preferência interno.
Wallyson Mallmann - Este meio campista formado no Basel da Suiça veio para o nosso Sporting vindo dos milionários do Manchester City á 1 ano para a equipa de juniores. Esta época subiu para a equipa B e cedo ganhou lugar entre os titulares a meio campo. Relativamente possante, este médio ofensivo tem sido um dos principais municiadores do jogo ofensivo da equipa. Dono de boa técnica, é capaz de fluir o jogo da melhor maneira para os pés dos jogadores avançados através da sua visão de jogo. Tem 5 golos apontados e já uma chamada á equipa principal; fala-se que terá lugar cativo na próxima época a outro nível...
Dramé - Ousmane Dramé chegou a meio desta época em Janeiro proveniente do escalão secundário de Itália e veio rotulado de jogador conflituoso. Por não ter vingado em terras italianas muitos torceram o nariz a uma contratação sem nexo. Este jogador, que pode atuar a extremo e como avançado móvel, formou-se jogador em França no CF Paris e no Guincamp e cedo viajou para a França. Por cá chegou a meio de uma época de sobressaltos na equipa B. Trabalhou, conseguiu o lugar e os resultados estão á vista. 6 golos em 11 jogos e é já uma das estrelas da jovem equipa que trilha na segunda liga.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Sporting europeu de volta!
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Sporting Clube de Portugal
12 meses…a distância que separa o pior Sporting da década do melhor registo dos nos últimos dez anos. De Fernando Santos a Leonardo Jardim, passando por Paulo Bento, nunca antes o Sporting tinha somado tantos pontos ao virar da 24ª jornada e, está na reta final para alcançar o seu melhor desempenho pontual desde que o principal escalão do futebol português alberga 16 emblemas.
Um Sporting seguro e goleador liderado por Leonardo Jardim que, no comando técnico da equipa de Alvalade, confirma o potencial demonstrado em Aveiro e em Braga antes da sua breve incursão por terras helénicas. O madeirense prometeu trabalho no que seria um ano tendencialmente complicado mas, a verdade dos números mostra apenas duas derrotas no cardápio dos leões que apenas se vergaram nos campos dos seus rivais, FC Porto e SL Benfica.
Com um orçamento significativamente mais reduzido, quando comparado com os seus mais directos rivais, o emblema de Alvalade fez da sua formação a sua maior bandeira e força numa temporada cujo objectivo assentava inicialmente na reconquista de um lugar europeu. Da ‘cantera’ leonina surgiram nomes como William Carvalho e Carlos Mané, num ano em que se assistiu à afirmação de nomes como os de Cédric Soares, Adrien Silva e André Martins de leão ao peito.
Para já, a vitória na Madeira no reduto do Marítimo, faz com que o Sporting seja a única formação, no desígnio dos ‘grandes’, a roubar pontos ao clube do Almirante Reis no seu reduto, tendo sido o único a bater os maritimistas em solo madeirense. Os golos de Adrien Silva, William Carvalho e Jefferson aliados ao empate do Nacional de Madeira em Olhão, permitem desde já ao Sporting garantir presença nas competições da UEFA para 2014/2015. Um verdadeiro passo dado no sentido mais correto em comparação com o descalabro vivido nas hostes leoninas há cerca de 12 meses atrás. Depois a vitória contra o Guimarães só trouxe mais tranquilidade já que o rival direto perdeu.
Os próximos capítulos devem mesmo confirmar o Sporting como um dos representantes da ocidental praia lusitana na Liga dos Campeões. O ano foi de sonho, o clube parece reabilitado e livre dos cuidados intensivos que padeceu num passado muito recente. Bruno de Carvalho não esconde uma candidatura ao título no próximo ano e garante que Leonardo Jardim continua a ser o treinador do seu projecto. O futuro é incerto mas a certeza que fica é que este Sporting já não é mais um clube subjugado. O Sporting voltou a ser grande e quem ganha com isso é o futebol português!
Para já, a vitória na Madeira no reduto do Marítimo, faz com que o Sporting seja a única formação, no desígnio dos ‘grandes’, a roubar pontos ao clube do Almirante Reis no seu reduto, tendo sido o único a bater os maritimistas em solo madeirense. Os golos de Adrien Silva, William Carvalho e Jefferson aliados ao empate do Nacional de Madeira em Olhão, permitem desde já ao Sporting garantir presença nas competições da UEFA para 2014/2015. Um verdadeiro passo dado no sentido mais correto em comparação com o descalabro vivido nas hostes leoninas há cerca de 12 meses atrás. Depois a vitória contra o Guimarães só trouxe mais tranquilidade já que o rival direto perdeu.
Os próximos capítulos devem mesmo confirmar o Sporting como um dos representantes da ocidental praia lusitana na Liga dos Campeões. O ano foi de sonho, o clube parece reabilitado e livre dos cuidados intensivos que padeceu num passado muito recente. Bruno de Carvalho não esconde uma candidatura ao título no próximo ano e garante que Leonardo Jardim continua a ser o treinador do seu projecto. O futuro é incerto mas a certeza que fica é que este Sporting já não é mais um clube subjugado. O Sporting voltou a ser grande e quem ganha com isso é o futebol português!
quinta-feira, 27 de março de 2014
João Mário
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Opinião,
Putos

Foi no Europeu de Sub-19, em 2012, que comecei a dar atenção ao futebol de João Mário. Cabeça levantada, expressão corporal de craque, capacidade técnica, qualidade de passe e classe, muita classe.
Nessa competição, Portugal não passou da fase de grupos, mas deixou boas indicações. O irmão de Wilson Eduardo era o maestro de uma orquestra de bons intérpretes mas nem sempre sintonizada, onde também pontificavam nomes como Tiago Ilori, André Gomes e Bruma.
Acabado de ser campeão de juniores pelo Sporting, seguiu-se um ano e meio na equipa B. As características que anteriormente referi mantinham-se, claro, mas a transição formação/profissionalismo não foi um degrau fácil de subir. O médio sentiu dificuldades em se adaptar à intensidade e combatividade de uma II Liga onde todos podem vencer todos e cada lance é disputado como se fosse o último. Inscrever as suas qualidades no novo ritmo competitivo foi difícil, e como se não bastasse, sobressaiu a sua principal fragilidade, a falta de generosidade no capítulo defensivo. Pressionava pouco, não fazia o dito trabalho invisível, e como apenas talento não basta para alcançar o sucesso, nem nos bês dos verde e brancos se conseguiu impor de pedra e cal. Falava-se de um empréstimo para a Grécia, onde um antigo treinador seu, Ricardo Sá Pinto, o pretendia. Mas foi outro homem que o conhecia, nem que fosse pelo sportinguismo, que o manteve em Portugal e fê-lo subir um patamar.
José Couceiro pediu-o como reforço de inverno para o seu Vitória de Setúbal, e João Mário não demorou muito tempo a assumir-se como o maestro da equipa, de tal forma que foi eleito recentemente o melhor jovem jogador da Liga ZON Sagres em janeiro e fevereiro. O futebol mais à flor da relva que se joga no primeiro escalão português favoreceu as suas capacidades, às quais aliou mais rotatividade e a tal generosidade defensiva que lhe faltava. Hoje preocupa-se mais em defender, em fechar os espaços, em saber jogar sem bola, mas manteve a vocação ofensiva. Quer o Vitória ataque de uma forma mais apoiada e organizada, ou em transições, o jogo tem de passar obrigatoriamente pelos seus pés, confiando na sua qualidade a passar e a transportar a bola, assim como na rapidez de pensamento e tomada de decisão. Se é necessário contemporizar e segurar o esférico, ou fazer de ilusionista para ultrapassar um adversário, também sabe fazê-lo.
Se conseguir aplicar em Alvalade o que tem feito no Bonfim, pode rapidamente tornar-se no patrão do meio-campo do nosso Sporting e ser um candidato a lugar na campanha de Portugal a caminho do Campeonato da Europa de 2016. E Wilson Eduardo, esse, poderá ser conhecido como o irmão de João Mário.
Nessa competição, Portugal não passou da fase de grupos, mas deixou boas indicações. O irmão de Wilson Eduardo era o maestro de uma orquestra de bons intérpretes mas nem sempre sintonizada, onde também pontificavam nomes como Tiago Ilori, André Gomes e Bruma.
Acabado de ser campeão de juniores pelo Sporting, seguiu-se um ano e meio na equipa B. As características que anteriormente referi mantinham-se, claro, mas a transição formação/profissionalismo não foi um degrau fácil de subir. O médio sentiu dificuldades em se adaptar à intensidade e combatividade de uma II Liga onde todos podem vencer todos e cada lance é disputado como se fosse o último. Inscrever as suas qualidades no novo ritmo competitivo foi difícil, e como se não bastasse, sobressaiu a sua principal fragilidade, a falta de generosidade no capítulo defensivo. Pressionava pouco, não fazia o dito trabalho invisível, e como apenas talento não basta para alcançar o sucesso, nem nos bês dos verde e brancos se conseguiu impor de pedra e cal. Falava-se de um empréstimo para a Grécia, onde um antigo treinador seu, Ricardo Sá Pinto, o pretendia. Mas foi outro homem que o conhecia, nem que fosse pelo sportinguismo, que o manteve em Portugal e fê-lo subir um patamar.
José Couceiro pediu-o como reforço de inverno para o seu Vitória de Setúbal, e João Mário não demorou muito tempo a assumir-se como o maestro da equipa, de tal forma que foi eleito recentemente o melhor jovem jogador da Liga ZON Sagres em janeiro e fevereiro. O futebol mais à flor da relva que se joga no primeiro escalão português favoreceu as suas capacidades, às quais aliou mais rotatividade e a tal generosidade defensiva que lhe faltava. Hoje preocupa-se mais em defender, em fechar os espaços, em saber jogar sem bola, mas manteve a vocação ofensiva. Quer o Vitória ataque de uma forma mais apoiada e organizada, ou em transições, o jogo tem de passar obrigatoriamente pelos seus pés, confiando na sua qualidade a passar e a transportar a bola, assim como na rapidez de pensamento e tomada de decisão. Se é necessário contemporizar e segurar o esférico, ou fazer de ilusionista para ultrapassar um adversário, também sabe fazê-lo.
Se conseguir aplicar em Alvalade o que tem feito no Bonfim, pode rapidamente tornar-se no patrão do meio-campo do nosso Sporting e ser um candidato a lugar na campanha de Portugal a caminho do Campeonato da Europa de 2016. E Wilson Eduardo, esse, poderá ser conhecido como o irmão de João Mário.
segunda-feira, 24 de março de 2014
A legitimidade de Bruno de Carvalho
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Presidente
Muito se tem dito, escrito e falado na última semana sobre arbitragem. Mais grito menos grito, o eco das palavras do nosso presidente não deixou ninguém indiferente. A "clubite" aguda com que muitos abordam a questão, de forma leviana e ao ritmo dos seus melhores interesses, tem transformado em ruído aquilo que deveria, antes, ser uma oportunidade de discussão e reflexão.
O clássico com o Porto veio confirmar, uma vez mais, o que Bruno Carvalho tanto falou na última semana. Em Portugal os árbitros têm um peso excessivamente decisivo nos resultados e, por inerência, nas classificações. Não estamos a falar de erros pontuais mas sim sistemáticos e de difícil explicação, e que ainda por cima têm o beneplácito das estruturas que dirigem a classe. Depois de vermos em Setúbal o trio do apito fazer um "hat-trick" ou, se preferirem, um poker (considerando, aqui, o penálti sobre Capel), a equipa liderada por Pedro Proença voltou a ter um peso decisivo no clássico, independentemente da superioridade (global) do Sporting em jogo jogado. O mesmo tinha acontecido entre o Sporting e o Nacional, o Belenenses e o Benfica (por duas vezes), o Estoril e o FC Porto, isto se não quisermos entrar na avaliação de grandes penalidades. Poderão, os mais levianos, dizer que no final, entre o deve e o haver, tudo fica mais ou menos na mesma.
Recorde-se que o próprio Bruno de Carvalho apresentou, em primeiro lugar, um pacote de medidas em sede própria, sem que houvesse vontade dos outros clubes, da Liga e da FPF para, sequer, as discutir. E aqui há muita hipocrisia, sobretudo de outros clubes que sempre, alegadamente, se debaterão por um novo sistema mais competente e transparente no futebol português, mas que, neste momento, parecem ter perdido tal interesse. Porque, como defende Vítor Pereira, o futebol português está bem e recomenda-se... conforme se tem visto, em Setúbal e em tantos outros jogos por esse nosso país. O jogo com o FC Porto vem dar ainda mais força a quem, como Bruno Carvalho, defende que os árbitros não devem ter um papel tão decisivo no desfecho de jogos e campeonato, em função da sua incompetência. Mais, essa incompetência não deve ser premiada, devendo haver mais honestidade e transparência nas nomeações e avaliações. É inconcebível, por exemplo, a Liga de Clubes ter aumentado a pontuação de Manuel Mota no Sporting-Nacional, na sequência de recurso apresentado pelos leões, argumentando que Slimani empurrou (para a frente) o defesa nacionalista que caiu... para trás!!! Pior, vimos árbitros a pedirem desculpas via Facebook por erros cometidos (Duarte Gomes, frente ao FC Porto), não tendo o mesmo critério quando o mesmo acontece em outras equipas. É inconcebível o corporativismo de toda uma classe perante um árbitro que se recusou a apitar (na época passada) um jogo do Sporting, não havendo o mesmo critério quando Vieira, Pinto da Costa, entre outros, gritaram com mais veemência.
Perante a passividade de todos os agentes do futebol nacional, só resta aos clubes inconformados gritar para fora deste eixo, mesmo com discursos vazios. Apenas manter o tema na ordem do dia lançando o alerta para as entidades extra-futebol nacional. E disso dá conta Bruno Carvalho mesmo sendo criticado, tal como, um dia, Dias da Cunha o foi por falar "demagogicamente" numa coisa chamada sistema. Quatro anos depois, explodia o Apito Dourado...
quarta-feira, 19 de março de 2014
William Carvalho, a qualidade da simplicidade
William ganhou o lugar ao argentino, e gradualmente foi recheando o jogo do Sporting de classe e simplicidade. Sim, essa simplicidade que arrepia no jogo do luso-angolano. A facilidade com que sai a jogar, com que recupera, limpa e distribui a bola, transformando um momento defensivo, momentaneamente num momento ofensivo. A qualidade como mesmo cercado de adversários, consegue sair com a bola controlada e de cabeça levantava, “lendo” o jogo e vendo onde será a melhor opção para rapidamente colocar a bola.
A disciplina com que joga. Mesmo atuando na posição 6, posição profícua a faltas, a cartões, uma posição que quase obriga a um jogo mais “sujo”, William aparece com um “Clean Player” nesse aspeto, fazendo as suas faltas estratégicas, mas optando quase sempre pela recuperação sem falta, não sendo muito de protestar com os árbitros, faz com que o jovem leão seja quase um jogador mudo que fala com os pés, com a sua qualidade de jogo.
Forte no passe curto e passe longo, forte a aparecer na área para criar superioridade, forte a recuperar a sua posição e no que é mais forte, no sentido posicional, quase “adivinhando” onde a bola vai cair, antecipando a movimentação do adversário, conseguindo ocupar a melhor zona para quando a bola vier no momento descendente, William já estar na melhor posição para a rececionar de forma orientada e logo de seguida jogar nas alas ou nos médios interiores. Tudo isto num jogador com apenas 21 anos!
William poderá ser o volte-face duma posição que durante décadas foi vista como a posição onde começava a defesa, onde o jogo adversário deveria ser destruído, entregando apenas a bola e não tendo critério para criar jogo a partir dessa posição. Wiliam é daqueles trincos que usam o cérebro, antes de usar os pés. Antes de a bola lhes chegar aos pés, o jogo já foi analisado, lido, medido até ao ínfimo pormenor, para que quando receber a bola, saiba exatamente onde deverá jogá-la. Um upgrade na posição que faz deste prodígio leonino um alvo muito apetecível aos tubarões europeus.
Se continuar a trabalhar com o profissionalismo que demonstra tão jovem, se mantiver esta postura educada e “Low profile” dentro de campo, sem arranjar grandes celeumas e se apanhar um treinador que continue a potenciar as suas qualidades como tem feito, e bem diga-se, Leonardo Jardim, poderemos estar perante um dos vultos na sua posição na próxima década! Até que patamar no futebol europeu poderá chegar este jovem formado em Alcochete?
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Vale tudo!
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Época em números
Marcador:
Campeonato,
Opinião
Analisando a época do nosso Sporting, verifica-se que se dividirmos os primeiros 18 jogos em 6 mini-ciclos de 3, apenas por uma vez conseguiu fazer o pleno de vitórias. E é possível observar que nos últimos dois mini-ciclos (jornadas 13-15 e 16-18) somou 2 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Com empates com Rio Ave, Nacional e Académica, todos em casa, o Sporting demonstrou que lhe poderá faltar qualidade exibicional para terminar a época dentro deste objectivo mínimo de 20 vitórias. São já 5 empates e 2 derrotas em 19 jogos, com duas deslocações à Madeira e recepções a Porto e Braga ainda por realizar. Retomou o rumo das vitórias com o Olhanense e agora com o Rio Ave, mas os nervos e fantasmas da época transacta estiveram bem presentes. Conseguirá o Sporting atingir o mágico número 20? Veremos jogo a jogo.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Momento azul
Marcador:
2+2=5,
Bitaites & Fruta,
Futebol Português,
Opinião

Já nós, rapazida, é preciso sangue frio! Com 2 pontos de avanço sobre os do norte e com 5+1=6 pontos de atraso (desvantagem confronto direto) para os encarnados, temos de perceber uma coisa : O nosso adversário principal ate ao fim da epoca é o Porto e eles rapidamente vão perceber que mesmo que os encarnados façam um resto de campeonato irregular o seu objectivo será ultrapassar-nos a nós.
Let the hunger games begin!
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