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sábado, 5 de janeiro de 2013

Um apelo


Sr. Godinho Lopes, ouça os adeptos do clube que dirige. Não faça olhos cegos e ouvidos de mercador a quem o fez eleito.
Obviamente, demita.se!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Derrota pesada para o que aconteceu


Dois pontos prévios:

  • o Sporting não me envergonhou neste jogo; tivemos uma primeira parte de grande nível com oportunidades, logo o resultado é um pouco "mentiroso".
  • o tempo de recuperação entre este e o jogo na Liga Europa teve influência, já que passados 10 minutos do segundo tempo a equipa mostrava já cansaço.
Não, não são as minhas desculpas para a derrota. São factos que têm de ser ditos, e quem não concorda comigo é porque não viu o mesmo jogo que eu. Vi um Sporting a vender cara a honra na primeira parte, a aproveitar as autoestradas deixadas Maxi Pereira sempre com Wolfswinkel a apoiar bem. Num desses proveitos chegou o golo do holandês: ele dominou, esperou, passou para Capel e o espanhol cruzou - Wolfswinkel já estava novamente no meio, antecipou-se a Garay e inaugurou o marcador.Um golo que penalizou (e bem) uma certa sobranceria encarnada, que somente a partir daí acordou, a realizar uma troca de passes mais eficaz e, assim, a encontrar mais espaços. Lima e Cardozo - este por duas vezes - não estiveram longe do golo, mas a equipa da casa, mais eficaz, chegou ao intervalo a vencer.
E ficou bem patente uma coisa: não estamos na presença de uma enorme diferença de planteis. Estamos sim, na qualidade como equipa. Falta cabeça ao Sporting. Falta alguém que, dentro de campo, saiba controlar os vários aspetos do jogo. Em Alvalade não mora ninguém com essas características. Aliás, quer dentro e, essencialmente, quer fora de campo. Acho Vercauteren um homem sério. Gosto do discurso e, acima de tudo, na coragem.Contudo, entrou a frio num caldeirão de merda. Com tempo e recursos, até poderá fazer algo. 
O segundo tempo viria a ser muito mais animado. A primeira oportunidade flagrante ainda pertenceu ao nosso Sporting, quando Elias apareceu isolado em frente a Artur, mas o guarda-redes levou a melhor neste duelo entre brasileiros. Depois os vermelhos voltaram a ser superiores. Nas alturas, em disputa com Cardozo, Rojo acabou por introduzir a bola na própria baliza, até com o seu braço envolvido pelo meio.
E lá continuava o Benfica a pressionar, perante um Sporting exausto. Garay enviou a bola ao poste de cabeça. Do outro lado, um remate de Insúa ao poste "acordou" os adeptos locais, mas foi a exceção nesta fase. Depois Boulahrouz evitou um golo quase em cima da linha... com a mão. O árbitro viu, assinalou grande penalidade e expulsou o holandês. Cardozo, com calma, fez o 1-2 quando faltavam dez minutos para o final. Não demorou muito até o tosco bisar: Salvio cruzou do lado esquerdo, Cardozo foi mais forte no ar, cabeceou para fora mas a bola ainda contou com um desvio num adversário para estabelecer o 1-3 final.
Por fim, vejo lampiões a regozijarem-se com uma fantástica reviravolta feita á base de 1 penalty e 2 auto-golos (sem falar da expulsão correta). Se o Benfas perdesse com este Sporting, seria uma vergonha! 
Tenho dito...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vergonha


É o que eu e muitos sportinguistas sentem. Se a derrota foi pesada, a exibição foi desastrosa e figurará decerto na galeria das piores de sempre do clube. O Sporting foi esta quinta-feira uma equipa banal, sem qualidade e que sofreu dois golos quando estava a jogar com mais um jogador. 
É triste e vergonhoso.

domingo, 4 de novembro de 2012

No final de contas, tudo na mesma


Começa a ser difícil para mim arranjar argumentos para dizer o porquê dos resultados deste Sporting. Já se percebeu: o principal problema não é o treinador. A partir daí, fica ao critério de cada um...
No primeiro quarto de hora o Sporting esteve bem. O corredor esquerdo destacava-se, com aberturas de bom nível de Jeffrén. O meio campo também funcionava e foi uma boa combinação no meio que permitiu a Labyad aparecer isolado, mas o marroquino atirou ao lado; só ao chegar á baliza é que havia desacerto total. Não há remate nem cabeceamento que nos valha. Quando parecia que estaríamos perto do golo, eis que acontece precisamente o contrário. Pouco depois, o melhor elemento da nossa parte, Jeffrén, inspira-se, podia ter marcado um golaço, mas logo a seguir redime-se e marca mesmo. Ao contrário do primeiro tempo, a primeira boa oportunidade após o intervalo foi para os sadinos, com Cristiano a falhar o remate quando tinha espaço para fazer o golo. A nossa resposta foi um tiro de Insúa. Mas o erro estúpido continua a aparecer, e o velho Meyong não desaproveita e fez o que sabe. Até ao final, nada de relevo, excepto que não saibamos aproveitar uma superioridade numérica e ainda tentemos chegar ao golo com guarda redes avançado, qual equipa pequena.
« Fiquei desiludido com alguns jogadores, mas não vou falar de nomes. Eles próprios sabem se jogam bem ou não, mas para mim a culpa não é de um ou outro jogador. Toda a equipa perdeu. » - estas são palavras pós-jogo de Vercauteren. O próprio teve neste jogo a confirmação do muito trabalho por fazer.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Liga Europa hipotecada


Genk vs Sporting (EPA)

O Sporting hipotecou esta quinta-feira a possibilidade de passar a fase de grupos da Liga Europa (a vitória do Videoton frente ao Basileia também ajudou), depois de perder mais um jogo, desta vez em Genk, por 2-1. É a quinta derrota esta época em 12 jogos oficiais, contra apenas duas vitórias - um registo inimaginável no início da temporada. Somamos apenas 1 ponto em três jogos e estamos a seis do adversário de ontem, a cinco do clube húngaro orientado por Paulo Sousa e com menos um do que os suíços. A continuidade em prova é cada vez mais uma miragem.
Ironicamente, o Sporting está em claro crescendo exibicional e efetuou ontem, para mim, o melhor encontro da época. Até ao momento do jogo - a expulsão de Boulahrouz, aos 76 minutos – a equipa ainda orientada por Oceano Cruz foi dona e senhora dos acontecimentos, tendo desperdiçado um sem número de oportunidades de vencer a partida, em especial na segunda parte. Mas os erros pagam-se caro e o central holandês, que já tinha um cartão amarelo, foi infantil na forma como se fez expulsar. A equipa desequilibrou-se e os belgas chegaram ao golo.
O golo madrugador de Schaars, logo aos 7 minutos, na sequência de um canto, tranquilizou a equipa, que assentou e pressionou o Genk. Bem posicionada do meio-campo para a frente, com Schaars, Adrien e Pranjic a jogarem e a fazerem jogar, a equipa  embalou para uma exibição agradável. Mas os erros defensivos teimam em castigar o nosso Sporting. Aos 24 minutos, Rojo perdeu a bola em zona proibida. No pontapé de canto que se seguiu, Rojo voltou a falhar e De Ceulaer aproveitou para empatar. Até final da primeira parte, a bola andou entre os dois meios-campos, com os poucos lances de perigo a dividirem-se.
O Sporting entrou muito forte na segunda parte. Nos primeiros dez minutos, Cédric rematou por três vezes, sempre para defesa do gigante guarda-redes Van Hout. Jeffrén, aos 56’, e Adrien, um minuto depois, também estiveram perto de marcar.
Oceano percebeu que estava cada vez mais perto do golo e apostou na velocidade de Capel e na qualidade de Viola, numa dupla substituição em que tirou Pranjic e Jeffrén do campo. A pressão dos portugueses continuou e Capel e Viola perderam também a oportunidade de colocaram a sua equipa de novo em vantagem.
Até que Boulahrouz deitou tudo a perder aos 76 minutos. Com menos um em campo, Oceano tirou Adrien, um dos melhores, para reforçar a defesa e o Sporting não mais voltou a ser o mesmo. O Genk aproveitou a vantagem numérica, foi para cima de nós e os fantasmas vieram à tona. Mais um erro defensivo, noutro pontapé de canto, valeu a vitória aos belgas: Barda foi deixado completamente sozinho na grande área. Com erros destes, não há estratégia que resista. Vercauteren já deve ter percebido que terá muito trabalho para fazer...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Moreirense 3 - 2 Sporting

A triste sina...
Obriguei-me a mim mesmo a fazer uma análise mais racional do jogo da Taça. Não o consegui ontem porque foi uma derrota que doeu. Doeu porque fomos eliminados da Taça de Portugal de forma dramática e porque olho sempre para esta competição como uma forma de voltarmos aos títulos. Ao que parece não será este ano...
O Moreirense conseguiu ser o primeiro 'tomba gigantes' (seremos nós ainda gigantes aos olhos dos nossos adverários?) da presente edição da Taça de Portugal. Os de Moreira de Cónegos eliminaram o nosso Sporting, após prolongamento, por 3-2. Até que entraramos melhor na partida, mais consistentes certos no passe,  e acabaria-se mesmo por chegar à vantagem à passagem do minuto 7, por intermédio de Rinaudo. Pensei que seria a forma ideal de os comandados de Oceano sacudirem a 'pressão' e partirem para uma exibição tranquila, mas tal não aconteceu. Apesar de o resultado se ter mantido inalterado até ao intervalo, logo no reatamento, Pablo Oliveira empatou a partida. A partir desse momento, a 'tremideira' do Sporting regressou e tudo parecia piorar quando Jeffren cometeu grande penalidade ao minuto 55. Valeu a defesa do grande Patrício, mas o guardião do Sporting não conseguiu evitar o 'bis' de Pablo Oliveira ao minuto 62. O Sporting reagiu com mais pressão e a dez minutos do fim restabeleceu a igualdade por intermédio de Wolfswinkel, devolvendo a esperança. O jogo seguiu então para prolongamento; o Moreirense estava fechadinho lá atrás e só conseguiu criar perigo nos malditos contra ataques; logo ao minuto 97 Wagner recolocou o Moreirense na frente, fazendo um 3-2 que não viria a alterar-se. Desta forma dá-se continuidade ao mau momento, com a particularidade de se ser também eliminados da Taça de Portugal, competição onde o ano passado fomos finalistas.

domingo, 21 de outubro de 2012

Mais um desaire...


Não percebo a falta de vitórias deste Sporting. Mais uma derrota, adeus a um título e menos um objetivo para esta época. Ou seja, luta-mos realmente pelo quê? Somos muito fracos para bater um Moreirense ou o bruxo de Fafe virou-se contra nós?

domingo, 7 de outubro de 2012

Menos mal...


Num jogo fraco, os tripeiros estiveram ligeiramente superiores a uma equipa totalmente de rastos animicamente, esta equipa pode oferecer muito mais ao Sportinguistas, agora a primeira situação de golo leonina ter surgido somente aos 70 minutos de jogo deixa qualquer sportinguista triste. Dos Árbitros não falo porque já não vale a pena, enquanto os dirigentes do Sporting apoiarem a mediocridade e à pouca transparência não há muito a dizer...Não esquecer que o Sporting pela voz dos seus dirigentes apoiaram Vítor Pereira para presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol portanto não podia esperar outra coisa senão esta vergonhosa actuação de Jorge Sousa.
Oceano Cruz tentou fazer tudo por tudo para dar uma alegria aos Sportinguistas, e a ele não se pode pedir mais nada. Os jogadores estão moralmente em baixo, e isso viu-se na maneira como disputavam as bolas e como sofreram depois da expulsão de Rojo. Este conjunto de homens precisa de um novo líder, e os actuais dirigentes têm agora um pouco de tempo para encontrar esse líder.


PS: Se o Sporting jogasse assim contra o Videoton, tinha obviamente ganho.
PS2: Venha o próximo míster!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Não dá mais...



Alguém me explica o que se passa com o Sporting?
Um plantel com bons valores individuais, mas muda-se de onze e estilo de jogo, em cada partida! Tantos equívocos Gelson a lateral, Wolfswinkel no banco, Capel e Carrillo ficam em Lisboa, e não tem soluções para as alas, ou entra o Cedric para extremo? Repito, gostei do trabalho e do discurso do Sá na época passada, mas nestes 2 últimos meses, mete as mãos pelos pés taticamente, ou mesmo no discurso para o exterior! Será que se "segura" com este péssimo resultado e exibição?

Na minha opinião, não dá mais... Sinto-me verdadeiramente triste para escrever mais algo que seja...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Soube a derrota...


Olhávamos para este jogo com outro tom. Não apenas por ser contra o Marítimo (um adversário sempre difícil em casa e fora, que tem sempre bons treinadores e vai encontrando por aí sempre bons guardiões), mas também por ser um jogo crucial para impedir a abertura de um fosso que se vem abrindo ano após ano. O resultado que deixou-nos a cinco pontos de Benfica e Porto, somando apenas dois pontos até agora.
Ano após ano, cedo se abre um fosso entre nós e os lugares do pódio. Este ano não tem sido excepção, e começa-se cedo com um dos piores arranques de sempre.
O jogo, esse mostrou pouco futebol de parte a parte. Nós surgíamos algo adormecidos, apesar de a equipa estar pressionada pela necessidade de ganhar, mas os jogadores não pareciam ter entendido a mensagem.
Foi preciso esperar até aos 40 minutos para assistir ao único lance de real perigo da primeira metade, com Cédric a obrigar Salin a uma grande defesa, após uma combinação com Adrien, na marcação de um canto.
A jogar de laranja, o equipamento alternativo, Marat Izmailov apareceu como a grande novidade no onze inicial, saltando para a titularidade na primeira vez em que foi convocado esta época. Preferido a Diego Capel, o russo não justificava contudo a aposta de Sá Pinto.
Mas, logo no arranque da segunda parte, Izmailov começou a dar razão a RSP, com um passe que desmarcou Wolfswinkel. O holandês só teve que fazer o que compete a um ponta-de-lança, inaugurando o marcador e apontando o primeiro golo do Sporting no campeonato.
Na resposta, o Marítimo assustava a baliza leonina com os seus Samis e afins a atirar na direcção da baliza.
O jogo estava mais animado e os da casa punham de novo o guarda-redes de Alvalade à prova, com um cabeceamento matreiro de Fidelis e depois com um remate em arco de Sami. Mas o golo dos insulares saiu dos pés de João Guilherme, na marcação de um livre direto, que rasgou as redes do Sporting, qual ferida naquela que poderia ter sido uma boa vitória. A falta que originou esse livre direto, não a cheguei a perceber... mas isso se calhar foram só os sportinguistas que sentiram...
Izmailov - Foi a surpresa no onze. Izmailov durante a primeira parte bem tentou empurrar a equipa para a baliza maritimista. Um grande remate aos 39 minutos que Salin defendeu bem. Foi seu o passe que isolou Wolfswinkel para este marcar. É um homem decisivo.
Wolfswinkel - Wolfswinkel esta noite estreou-se a marcar e com classe. Aproveitou bem um passe extraordinário de Izmailov fazendo o golo a que juntou uma exibição esforçada.
Rui Patrício - Rui Patrício brilhou e evitou que o empate chegasse mais cedo. No golo sofrido não teve hipótese. É quem nos tem salvo de pior...
Sá Pinto - Não encontro um verdadeiro culpado para este mau resultado, até porque nem jogámos assim tão mal. Mas as opções do nosso treinador deixam algo a desejar. Na minha modesta opinião, quando entrou André Martins devia ter entrado Carriço; e quando entrou Carriço, devia ter entrado Viola para o lado de Wolfswinkel.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sporting 0 x Rio Ave 1 - A desilusão

 
Reconheço que parti com expectativas demasiado altas para o jogo de ontem, embora os dois primeiros jogos demonstrassem haver muito ainda a melhorar, mas não estava preparado para o que assisti ontem em Alvalade.
Sá Pinto terá certamente muitas culpas, pela (não) preparação da época, e na formação do plantel, mas, e desculpem-me os mais críticos, o resultado de ontem não pode ter outros culpados que não os jogadores. 
Podemos andar cuspir no Sá Pinto por não ver que o Adrien e o Martins não servem para nº10, ou por jogar com um duplo-pivot defensivo em casa, mas o problema está longe de ser esse.

Aliás ontem isso foi mais do que evidente, principalmente para quem como eu pôde assistir ao jogo ao vivo. Primeiro não vi qualquer duplo-pivot, mas antes um Gelson a jogar à frente da defesa, com Elias mais adiantado e Adrien ainda mais à frente. Havia léguas a separar os 3 médios centro, e se nós que vemos o Sporting jogar 1 ou 2 vezes por semana, sabemos que Gelson não é um construtor de jogo, e precisa de ter alguém perto com quem trocar a bola na 1ª fase de construção, como se explica que Elias e Adrien abram todo aquele fosso entre eles e o médio suiço? 
Como já pude ler por aí, a culpa é do treinador, porque foi ele que os mandou jogar mais adiantados! Coitadinho do Elias, um futebolista profissional que custou quase 9 milhões de euros, e da pseudo-vedeta que se anda a fazer tão difícil de renovar, que não conseguem ver que têm de baixar no terreno, desmarcar-se e dar linhas de passe para se poder avançar no terreno. Ninguém no seu juízo perfeito vai fazer literalmente o que o treinador definiu, vendo que isso está a prejudicar a equipa. Por amor de deus, com aquela dinâmica no centro, até eu podia ser o trinco pelo Rio Ave, de tão fácil que era marcar os médios do Sporting.

Realmente que estúpido que é o Sá Pinto que depois disto ainda tira os dois ao mesmo e partiu a equipa! (também já li por aí) 

O Sá tirou aqueles dois, mas com certeza que a vontade dele era trocar tudo do meio campo para a frente. O único que mal ou bem foi cumprindo a sua missão ainda foi o Gelson, e por isso ficou em campo, mas ainda assim tem muitas culpas no golo sofrido. É ultrapassado em corrida pelo Edimar que em seguida solta a bola no extremo.Costuma-se aprender algures entre os iniciados e os juvenis, que se estamos a marcar um jogador continuamos a acompanhá-lo, em vez de andar à rabia atrás da bola, principalmente quando esta sai da nossa zona de acção. O que fez Gelson? Foi atrás da bola, para uma zona onde já estavam dois defesas do Sporting, deixando o Edimar à vontade para rematar na zona que lhe cabia defender. Também será culpa do treinador? São erros demasiado básicos para serem cometidos em alta competição, e era o que faltava ter de andar a ensinar a profissionais que ganham milhões o bê-á-bá do futebol.

A somar a isto, temos ainda o problema dos avançados. A bola chega à frente demasiado lentamente, e de forma previsível, à qual estes só sabem fazer uma de duas coisas: Passar para trás, ou cruzar para a cabeça do defesa mais próximo e/ou guarda-redes. Ninguém foi capaz de fazer um movimento interior no sentido da baliza ou criar o mínimo perigo em toda a primeira parte. Capel foi perfeitamente inconsequente, tanto jogando pelo chão, como quando tentou o cruzamento. Carrillo lá ía a espaços fazendo das suas, mas ao invés de utilizar a sua técnica para acelerar o jogo (fê-lo apenas duas ou três vezes em todo o jogo), decidia quase sempre mal, optando por fintinhas que invariavelmente culminavam no abrandamento do jogo, ou na perda da posse de bola.
Como a cereja no topo do bolo temos ainda Ricky Wolfswinkel. Continuam a ver-se as boas desmarcações do holandês (parece-me ser o seu ponto mais forte a inteligência com que se movimenta em campo), mas atravessa um momento de forma miserável, com uma falta de confiança gritante em cada vez que toca na bola, tomando muitas vezes as piores decisões. Sendo um jogador sem poder de choque, com a bola a "picar-lhe nos pés" é como estarmos praticamente a jogar com 10. Não estou a dizer que é mau, pior que o Postiga e o Djaló juntos, nada disso, antes pelo contrário, tem valor e algumas provas dadas. No entanto a pressão sobre ele começa a tornar-se insuportável e precisa urgentemente de ser retirado da equipa. O problema é não haver quem o possa substituir e aqui sim, Sá Pinto já deveria ter batido o pé junto da direcção por mais uma alternativa de ataque. Temos neste momento jogadores que foram essenciais na temporada passada, "encostados" por fruto de mais e melhores opções, e continuamos sem concorrência nesta posição tão fulcral.

Para a 2ª parte Sá Pinto, fez entrar André Martins e Labyad, com o intuito de dar maior dinâmica ao meio campo. A qualidade de jogo não subiu muito, mas bem ou mal, o fosso que havia entre a defesa e o ataque lá desapareceu, e ia-se criando mais algum (pouco) perigo. A exemplo do que já tinha acontecido na Dinamarca, o discernimento de quem atacava era pouco ou nenhum, e com isso o Rio Ave ía defendendo confortavelmente instalado na sua área. Os cruzamentos sucediam-se mas como Wolfswinkel enterrado no meio dos centrais, era o mesmo que passar a bola ao adversário. Capel e Carrillo pediam substituição, mas só havia mais uma para fazer, pelo que Sá Pinto, apostou e bem em Viola, retirando Gelson (que já tinha um cartão amarelo) e numa altura em que o Rio Ave também já não parecia muito interessado em atacar. Não conseguindo entrar na área foi-se tentando também o remate de fora, mas tanto Labyad, como Rojo, como Cédric, Carrillo ou o próprio Viola não conseguiram mais do que atirar por cima da baliza ou à figura de Oblak. 

Foi esta a história do jogo, e será a história de muitos outros, equipas fechadas atrás, que por milagre conseguem fazer um golo, e depois só têm de aguardar pelo passar dos minutos para roubar pontos ao Sporting. Tal como já estamos habituados em Alvalade, e assim vai continuar se algo de diferente não for feito. Sá Pinto não esteve feliz na escolha do 11 inicial, é um facto, mas não se lhe podem imputar todas as culpas, pois há jogadores completamente irreconhecíveis, em sub-rendimento face ao que produziram na época passada. Pode-se divagar sobre a capacidade de motivação do Sá, mas voltamos à velha máxima: De que mais motivação precisam estes jogadores do que aquela que está implícita em representar um clube centenário como o Sporting, com milhões de adeptos sequiosos de um título nacional?

Temos efectivamente uma boa defesa, uma dupla de centrais de luxo, como há anos não tínhamos, no entanto é pela ausência de referências atacantes capazes de resolver os jogos mais difíceis que continuamos a perder pontos, e estes 3 primeiros jogos oficiais demonstram-no claramente. Embora tenhamos um plantel com muito mais soluções, quantos de nós neste neste momento não abdicariam de bom grado de reforços como Boulharouz, Rojo, Gelson, Adrien, ou Pranjic, apenas para poder ter uma dupla como João Pinto e Jardel?

Nada está perdido, e perder jogos como o de ontem acaba por ser comum numa competição como o campeonato nacional (veja-se o poderoso Real Madrid que perdeu na última jornada com o Getafe), mas está na altura de Sá Pinto aplicar o tratamento que lhe pedem as claques, e apertar com eles! Uma vitória na próxima 5ª feira sem espinhas (golos precisam-se!), projecta-se assim como fundamental, pois os efeitos duma eliminação aos pés do Horsens poderiam ser absolutamente nefastos para a já afectada confiança da equipa.

CR

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Primeira derrota mais a sério


Não há muito para dizer, até porque nem vi o jogo, mas ouvi falar de jogo medíocre, pouco futebol e campo   de cultivo de batatas. E isso chega para ter evitado um jogo desses, ainda por cima jogado pelo meu próprio clube.
Finalizando fora do contexto, aproveito para desejar boa sorte ao levezinho que ruma ao Flamengo, e parabéns ao nosso Sunil Chhettri que completa hoje 28 anos de idade.