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segunda-feira, 2 de março de 2015

Facadas nas costas


O Chelsea não goleou em Alvalade porque o Rui Patricio não deixou, mas as suas oportunidades foram semelhantes aos golos do Porto. O golo de Jackson para a Taça foi semelhante aos de hoje. Bolas nas costas, bolas nas costas, bolas nas costas, bolas nas costas. Até o Paços em Alvalade marcou desta maneira, Huntelaar na Champions, Bas Dost na Liga Europa. É sempre igual.

Mais mais que isto, irrita-me mesmo a sério haver sportinguistas que acham que tinhamos o dever de ter jogadores com a qualidade dos do Porto. Ainda não perceberam que não há dinheiro para contratar jogadores de topo? Ainda não perceberam que somos dos poucos em Portugal que vive com o que tem?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

3 regressos


De Nani, de Tanaka e das vitórias. E era basicamente deste último que precisávamos como de pão para a boca. A vitória foi justíssima frente a um Gil Vicente que apenas conseguiu dar luta na primeira parte, acabando por passar toda a etapa complementar recolhido no seu meio campo. Após uma série de boas intervenções de Adriano Facchini, Junya Tanaka inaugurou o marcador aos 52 minutos. No entanto, o momento da noite foi o golo de Nani, que fechou o resultado aos 69 minutos, com um remate indefensável de fora da área. Claramente, um golo para ver e rever.
O nosso conjunto foi dominador, teve mais bola e mais oportunidades de golo, mas a velocidade e a intensidade foram quase sempre reduzidas. Ainda assim, quando os melhores jogadores da equipa aceleravam a defesa do Gil tremia, valendo Adriano. A vitoria parece-me indiscutível, colocando alguma pressão no Porto para o derby no Bessa.
Dizer ainda que continuar a apostar no André Martins e no Capel é um manifesto erro. O médio tem técnica, mas falta-lhe tudo o resto para ser um jogador de uma equipa grande, logo parecia-me mais indicado ter dado a oportunidade a Gauld logo de inicio. Quando ao espanhol, teve direito a 20 minutos, mas voltou a não acrescentar o que se pede a um extremo. Cabeça no chão, pouca qualidade no passe e até a sua capacidade para acelerar parece ter desaparecido.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ainda sem estofo de campeão


Futebol ganha-se com técnica e táctica mas também com (muita) testosterona - ou "cojones", como diria o Simeone. Perder 5 pontos no campeonato contra o Belenenses... é simplesmente ridículo!
Para além disso não compreendo como um treinador permite que a sua equipa jogue constantemente no cruzamento sem ter na área pelo menos um jogador com as caracteristicas apropriadas para esse tipo de jogo.
O empate contra o Benfica naquelas circunstâncias foi um murro no estômago de que não se recupera numa semana. Apanhar este Belém, que não joga nada – repito: nada de nada, que aposta tudo na organização defensiva, não é exactamente o tipo de jogo ideal para resolver a ressaca. Vamos a ver o que acontece na Alemanha. Não estou optimista, mas também não estou receoso. É absolutamente indispensável mais concentração defensiva (a defender, tanto o Cédric como o Jefferson alhearam-se inúmeras vezes do jogo) e muito mais William, Nani e Carrillo (que são os únicos jogadores francamente acima da média que presentemente o plantel do Sporting possui). É também muito importante rapidamente fazer os jogadores perceberem que, daqui para a frente não é só UEFA e Taça de Portugal. O campeonato não acabou. Mesmo o 3º lugar é importantíssimo, muito por causa do acesso que confere à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O facto de o 1º lugar constituir agora uma miragem não é razão para que, por negligência, nos deixemos “apanhar” pelo Braga. Não tendo estofo para mais, será isso o exigido.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Empate com sabor a injustiça


Ontem mesmo entre sportinguistas, pareceu que o Benfica foi o grande vencedor do derby em Alvalade, apesar do empate a uma bola no marcador. Os encarnados deixaram a ideia de que a igualdade servia claramente as suas intenções, pelo que terminaram o encontro a celebrar terem perdido dois pontos para o Porto. Da nossa parte houve sempre vontade de ganhar o jogo, fomos mais ofensivos e mesmo não criando muitas oportunidades de golo, estivemos sempre mais perto de fazê-lo mais que uma vez.
Contudo o modo como foi consentido o empate foi o que mais nos ficará marcado. A defesa, impecável durante 93 minutos, subiu a despropósito e colocou-se à mercê de sorte, que acabou por sorrir a Jardel. Colectivamente, o Sporting fez um bom trabalho pressionando as linhas adversárias, e isolando os oponentes mais perigosos (raramente Jonas ou Salvio tiveram apoios próximos), a defesa esteve sempre concentrada, e o ataque tentou procurar espaços, embora abusasse de cruzamentos, que pouco mais originaram do que pontapés de canto para a estatística. Neste aspecto a ausência de Slimani fez-se sentir, pois as muitas bolas colocadas na área encarnada pouco perigo criaram.

William Carvalho - Funcionou com uma espécie de farol à frente da defesa, principalmente quando a equipa não tinha a clarividência para procurar os melhores caminhos rumo ao meio campo adversário. Criticado por esta temporada estar a exibir-se alguns furos daquilo a que nos habituou na temporada passada, o médio internacional português esteve como queremos que ele esteja.

Paulo Oliveira/Tobias Figueiredo - A juventude da nossa defesa era o principal handicap perante avançados experientes como são Lima e Jonas. Os miúdos não tremeram e deram bem conta do recado. Prova disso é que quase permitiram nenhuma finalização aos homens mais adiantados das águias, proporcionando uma noite mais tranquila do que o esperado a Rui Patrício. Destaco para o modo como os centrais ganharam os duelos individuais, raramente recorrendo à falta, e tentando colocar a bola nos médios.

Jefferson - O nosso brasileiro meteu o adversário argentino (Salvio) no bolso e dedicou-se bem ao trabalho ofensivo. Tirou um punhado de cruzamentos, mas o seu melhor cliente, Slimani, não estava na área para corresponder. Valeu o seu golo a vingar o vandalismo que sofreu á dias.

Adrien Silva - Recuperou um sem número de bolas, sendo dos primeiros a dar a palavra de ordem para pressionar à saída da área das águias. Não esteve tão disponível para o momento ofensivo, mas, ainda assim, destacou-se pela entrega que colocou em campo.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Vitória importante antes do derby


Antes da receção aos de Carnide  o nosso Sporting passou no último teste, mas para garantir a conquista dos 3 pontos teve que se mostrar capacidade para reagir a um resultado negativo. David Simão, de grande penalidade, colocou o Arouca na frente do marcador, mas Fredy Montero, pouco depois, restabeleceu a igualdade. Na segunda parte, André Carrillo colocou-nos pela primeira vez na frente, tendo pertencido a Tobias Figueiredo o tento que estabeleceu o resultado final.
Os nossos rapazes entraram bem no encontro com o Arouca, mas não foram capazes de concretizar as boas oportunidades que tiveram para inaugurar o marcador. O Arouca, por seu lado, foi respondendo a espaços ao domínio e mostrou que Rui Patrício não podia estar relaxado, pondo o guardião à prova na sequência de contra-ataques. Nós nunca abdicámos das nossas ideias de jogo, mesmo quando estivemos em desvantagem no marcador, e foi graças à fidelidade da sua forma de jogar que a equipa orientada por Marco Silva acabou por conseguir a reviravolta com relativa tranquilidade.

Montero - Com Slimani ausente para a CAN (o argelino já está a caminho de casa porque foi eliminado), o colombiano voltou à titularidade e está a trabalhar para segurar o lugar. Protagonizou a reação do Sporting ao golo do Arouca, ao marcar seis minutos depois. Criou várias oportunidades, mas a defesa arouquense e o guarda-redes Mauro não o deixaram marcar mais.

Mané - Muito ausente do jogo em longos períodos, mas quando apareceu, fez a diferença. Fez a assistência para os dois primeiros golos do nosso Sporting.

William Carvalho - No meio do batatal, foi o meio campista mais esclarecido das duas equipas. Procurou sempre entregar a bola redondinha no ataque e impediu várias investidas dos de amarelo.

Tobias Figueiredo - Algum nervosismo que ocasionou falhas defensivas, mas depois a fazer o golo da tranquilidade leonina.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Foi preciso entrar Tanaka


Foi apenas na entrada para o último quarto de hora que o golo do Sporting surgiu, depois de 75 minutos com muita bola, mas poucas oportunidades. Haveria de ser o japonês do costume a estar envolvido no golo de João Mário, numa clara demonstração de que à equipa faltava a tal presença na área.
Jogo foi muito complicado para nós, que tivemos muitas dificuldades para derrubar uma Académica apenas interessada em defender, o que fez bem durante 75 minutos. O golo de João Mário, depois de defesa incompleta de Lee a cabeceamento de Tanaka, seria fundamental para um triunfo que, a partir daí, não mais foi ameaçado. Vitória justa para a única equipa que quis ganhar. Quanto à Académica, foi incapaz de responder quando assim se exigia, ficando condenada a um desaire que a atira para zona de despromoção e bem o merece; o seu futebol é paupérrimo para uma equipa com a sua história.

Sportinguistas - Queria destacar aqui a presença de muitos leões nesta bela tarde de futebol. Num excelente ambiente, numa tarde solarenga em pleno Janeiro, 37 769 espectadores fizeram-se ouvir a alto e bom som.

William Carvalho - Foi o homem com a exibição mais sólida, coroada com o cruzamento que dá origem ao golo decisivo. Explorou os passes verticais dentro do possível, e tentou incutir velocidade às mudanças de flanco, funcionando como pêndulo da equipa.

João Mário - Para além do golo decisivo fruto do seu posicionamento oportuno, foi o rapaz que mais procurou levar o jogo para a frente. Esteve bem melhor que Adrien nesse capitulo.

Tanaka - Não marcou, mas voltou a ser influente, com a cabeçada que obriga Lee a defesa apertada, proporcionando-se depois a recarga de João Mário.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Grande vitória em grande jogo!


Foi com muito trabalho que conseguimos esta vitória por 4x2 frente ao Rio Ave. Mas as duas equipas proporcionaram um belo espectáculo, com golos, caudal ofensivo, muitas oportunidades e imprevisibilidade até ao fim. No que diz respeito ao encontro, a primeira parte foi bastante equilibrada. Iam-se sucedendo oportunidades de parte a parte mas nada de extremo, até que o árbitro assinala grande penalidade sobre Montero e Nani, na cobrança, não deu hipóteses. O Rio Ave acusou um pouco o golo, mas até ao intervalo, numa excelente jogada de contra-ataque, chegou à igualdade. A 2.ª metade do encontro principiou com um Sporting mais acutilante em termos ofensivos e com os de Vila do Conde a ameaçar no contra ataque. Em pouco mais de 5 minutos, 4 ocasiões para os para nós. Aos 60', Montero acabou mesmo por fazer o 2-1, a passe de Jefferson. Depois foi João Mário a finalizar de cabeça "à ponta-de-lança" para o terceiro golo. Nos instantes seguintes, o Rio Ave reduziu com um tiraço de Hassan e recolocou alguma dúvida no encontro. Ainda assim, nos descontos voltou o herói do costume. Tanaka, aos 90', fez o 4.º golo e fechou as contas da vitória.
No geral o nosso Sporting sentiu muitas dificuldades para travar os venenosos contra-ataques do Rio Ave e só com muita objetividade chegou à vitória.

Montero - Rematou por duas vezes muito forte, de fora da área, para excelentes defesas de Cássio, antes de finalizar com muita classe o cruzamento de Jefferson para o segundo golo. Foi também ele que sofreu o penálti que abriu o marcador.

João Mário - Começou o jogo a acumular erros e passes mal medidos, mas subiu de produção após a saída de André Martins, que o levou ligeiramente mais para a frente. Fez um golo e criou várias vezes perigo.

Jefferson - Jogo de alta rotação para o brasuca. Excelente, por exemplo, o cruzamento no fim de um pique em velocidade a servir Montero para o segundo golo, ele que logo a seguir voltou a fazer o mesmo e levou a bola a sair perto do poste. Na primeira parte tirou o golo a Tarantini quase milagrosamente.

Carlos Mané - Substituiu ao intervalo um Carrillo lesionado mas que não estava a fazer um bom jogo. Pois bem Mané entrou logo no início da segunda parte e o jogo mudou, trouxe irreverência, velocidade e futebol pelas alas que empurrou a equipa.

Ryan Gauld - Dificilmente podia querer uma estreia melhor: recebeu a bola, tirou um rival do caminho com um túnel e serviu Nani, que assistiu João Mário para o golo. Para além disso procurou sempre pressionar com a sua rapidez e deu sempre fluidez ao jogo. Fez o que o substituído André Martins não conseguiu fazer.

Tanaka - Já começa a ganhar reputação de talismã! Esteve pouco mais de dez minutos em campo mas foi tempo suficiente para aplicar o golo da tranquilidade.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Kamikaze de Tanaka resolve


Quem diria que Tanaka ia ser o herói do Sporting em Braga? Tudo parecia indicar que o jogo ia terminar sem golos, muito por culpa da grande exibição de Matheus, guarda-redes dos bracarenses que defendeu quase tudo o que havia para defender. Mas no último minuto, no último remate do jogo, o guardião nada pôde fazer perante a magistral conversão de um livre direto de Tanaka, que ofereceu os 3 pontos à formação orientada por Marco Silva.
Tudo dava a entender que SC Braga e Sporting iam dividir os pontos, mas Tanaka mostrou o talento que tem na marcação de livres diretos que nos vale a subida ao terceiro lugar do campeonato. A falta que deu origem ao livre foi cometida por Matheus. Os bracarenses também tiveram oportunidades para conseguir outro resultado, mas Rui Patrício mostrou segurança quando foi chamado a intervir. E a vitória é mesmo muito importante, num campo difícil e na véspera de dois jogos seguidos em Alvalade.

Tanaka -  Entrou aos 79 minutos, conquista uma falta na raça e executa um golo com tanto de belo como de importante. Brilhou e garantiu a vitória, tornando-se no único jogador do Sporting a conseguir bater Matheus no encontro.

Carrillo - Esteve um patamar acima de todos os companheiros de equipa. Gerador de constantes problemas para os arsenalistas e imparável no momento de fugir para o meio e rematar.

Paulo Oliveira/Maurício - Duelo duríssimo com Éder, mas o internacional português não fez nada do que quis. Oliveira foi o defesa do Sporting mais concentrado e fiável do princípio ao fim. Bem colocado, pragmático, cortou tudo o que lhe foi possível. Maurício foi mais importante no ar e a cortar tiros á baliza de Rui Patrício, basicamente um muro.

Rui Patrício - Fez duas ou três defesas decisivas. Ponto alto foi um voo monumental a evitar o golo de Pardo, logo no início da segunda parte.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Começar o ano da melhor maneira


Vitoria serena e justa do nosso Sporting, naquele que terá sido o jogo com a exibição mais consistente da época. Destaque para as boas exibições do Adrien (voltou aos bons jogos, esteve perfeito na luta a meio-campo e no apoio ao ataque, tendo saído do jogo com 2 golos marcados), do Jefferson (grande regresso, daquele que e o melhor lateral do futebol português ao nível do cruzamento), do Carrillo (está outro a nível defensivo e sempre capaz de desequilibrar), do Slimani (batalhador como sempre e letal dentro de área) e do próprio William, sobretudo na 2ª parte, onde recuperou imensas bolas. O Nani, apesar de por vezes complicar, também teve excelentes pormenores (alem da inteligência na expulsão) enquanto que o Patrício e a dupla de centrais estiveram bastante seguros. Por outro lado, o Mane esteve algo apagado e complicou vários lances, mas este trio Nani-Mane-Carrillo poderá ser mais vezes testado. No próximo jogo já não teremos Slimani, pelo que espero que o Fredy Montero volte aos grandes momentos, já que será fundamental.
Destaque ainda para o cumprimento entre Marco Silva e Bruno de Carvalho, naquele que poderá ser o primeiro passo para uma pacificação do ambiente e para uma continuidade do treinador pelo menos ate ao final da época. Por outro lado, o Estoril não esteve feliz em Alvalade e, a excepção da parte final, raramente conseguiu criar perigo. A equipa revela muitas dificuldades em jogar em organização e como o Sporting jogou com um bloco medio o Estoril raramente teve espaço para lançar contra-ataques, ate porque a pressão da equipa de Marco Silva foi muito bem feita. Ainda assim, alguns fogachos de Seba e do Kleber (parece que nao marcou 2 golos como alguns veiculavam). De resto, Toze e Kuca desinspirados, o Esiti com alguns erros de abordagem aos lances e os laterais com muita dificuldade perante os alas do Sporting.

Carrillo - Está a realizar, de longe, a melhor temporada desde que chegou ao Sporting. De destacar essencialmente a sua evolução bastante positiva a defender.

Adrien Silva - Debloqueou o jogo ao 20 minutos através de um remate indefensável de primeira à entrada da área e esteve perto do segundo ainda na primeira parte. De resto, sempre em alta rotação.

Jefferson - Regressou em grande ao onze após paragem por lesão. Anulou Sebá e esteve sempre muito interventivo no plano ofensivo, com cruzamentos perigosos. Foi dele o cruzamento que originou o primeiro golo do Sporting e serviu de bandeja Slimani para o 2-0.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pontos a voar...


Não tem feito sentido a quantidade de pontos perdidos pelo Sporting em Alvalade. Não consigo perceber porque é que a equipa não entra forte, especialmente em Alvalade, da forma como entrou contra Porto e Setúbal para o campeonato. Tanto mais numa jornada como esta, em que no mínimo um dos rivais perderia sempre pontos e com um empate do Guimarães a anteceder o nosso jogo. Marco Silva referiu isso mesmo no final do jogo.
O Sporting foi tendo oportunidades para ganhar e com um pouco mais de calma até teria ganho com facilidade, mas de forma geral os jogadores pareceram não estar com a cabeça no sítio. À excepção de Carrillo e Paulo Oliveira, não pareciam estar lá, concentrados no jogo e por ai passou muito do empate de hoje.
No segundo tempo o relvado já parecia mais inclinado com o Sporting a atacar, o Moreirense a defender cada vez mais - com o passar dos minutos a turma minhota praticamente deixou de passar do meio-campo, tirando uma ou outra exceção. No entanto, a defender, o Moreirense esteve bem. É verdade que a criatividade e a velocidade dos homens da casa não foram suficientes para assustar verdadeiramente mas o Moreirense cumpriu, fechou o que era preciso fechar; e faltou algo mais (ou muito mais) ao nosso Sporting, que como se tem visto noutros jogos voltou a sofrer ao longo de uma segunda parte em Alvalade, onde o golo não aparecia. Apareceu aos 91 minutos: Montero apareceu sozinho e deu um mísero ponto ao Sporting.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Carrillo chegou para a pantera


No regresso ao Estádio do Bessa, nesta sexta-feira, a nossa equipa ganhou 1-3. Todos os golos foram apontados na segunda parte e os três golos do Sporting contaram com a contribuição de André Carrillo. O único ponto negativo foi a lesão de Nani, de resto foi mais uma exibição positiva.
A meia hora inicial foi dividida. As duas primeiras oportunidades claras pertenceram a Montero e a Adrien mas o Boavista, a pressionar, a correr mais, criou alguns sobressaltos no meio-campo contrário e foi a equipa que se aproximou mais vezes da baliza adversária nesse período. Beneficiou também de algumas falhas do Sporting, que concedeu espaço a mais em várias jogadas. Com o passar do tempo - e apesar da lesão de Nani - os visitantes começaram a ameaçar mais; Slimani acertou no poste, Montero atirou pouco ao lado e assim o nulo manteve-se até ao intervalo.
O último quarto de hora já havia demonstrado algumas dificuldades defensivas para o Boavista. Os primeiros minutos da segunda parte prolongaram esse cenário e Carrillo, que tinha entrado para o lugar de Nani, acelerou para o primeiro golo e assistiu Mané, para o segundo. Dois golos em dois minutos que resolveram a partida. Idris ainda tentou reduzir, com um cabeceamento perigoso, mas no geral o Sporting controlou o ritmo e ainda houve tempo e espaço para o terceiro golo, por João Mário - mais uma assistência e Carrillo. O Boavista, incapaz de conseguir mais nesta segunda etapa, só chegou ao golo porque Jonathan Silva marcou na própria baliza.

Carrillo - André Carrillo, La Culebra, a espalhar veneno no Estádio do Bessa, frente a uma pantera enfraquecida. Acelerou para o primeiro golo, após passe de William, nenhum jogador do Boavista teve velocidade suficiente para sequer se aproximar e o peruano marcou. Logo a seguir, mais um arranque e assistência para Mané. Perto do final, novo sprint, passe para João Mário e 0-3. Ninguém conseguiu travá-lo.

Carlos Mané - Continua a merecer a confiança de Marco Silva e, sem fazer uma exibição deslumbrante, voltou a demonstrar a sua utilidade. Correspondeu da melhor forma a um passe de André Carrillo e marcou o segundo golo em três jogos.

Rui Patrício - O Boavista não o obrigou a uma enorme dose de trabalho, na noite em que o nosso guarda-redes cumpriu o 300º jogo pelo clube. Aos 26 anos. Uma marca excelente. Viu as suas redes balançar num desvio infeliz de Jonathan Silva, ao cair do pano.

Jonathan Silva - Para além da desconcentração infantil no auto golo, teve vários lances em que definiu mal, praticamente não deu profundidade e mesmo a defender complicou algumas vezes.

domingo, 30 de novembro de 2014

Noite de matadores


O nosso Sporting saiu vencedor do último jogo deste sábado que até pecou pela escassez de golos, tal foi o duelo quase de sentido único, sobretudo ao longo da meia hora inicial. A prioridade dos visitantes era defender e, naturalmente, os locais passaram a maioria do tempo a atacar, a rondar a baliza de Ricardo. Slimani, Montero, Jefferson. Ninguém marcou. Ou melhor, Slimani conseguiu marcar mas a jogada foi bem anulada devido a fora-de-jogo. A bola ainda bateu duas vezes nos ferros e o Sporting, que entrou com o "gás" todo no encontro, merecia estar a ganhar ao intervalo. Mas quando a bola não entra...
A entrada mais calma do Vitória no segundo tempo podia antever uma segunda parte de nervos, como outras que houve em Alvalade nos últimos meses. Mas perto do quarto de hora Slimani e Montero marcaram e o resultado ficou fechado. O V. Setúbal que terminou a partida praticamente sem incomodar Rui Patrício, não merecia pontos. Capel ainda teve espaço para apontar o terceiro golo, com a baliza aberta... acertou na barra. Ainda haveria mais um golo, nos descontos: cruzamento de Carrillo e Slimani bisou, de cabeça.

A novidade do jogo deste sábado foi mesmo o onze inicial que contou com uma organização á muito pedida pelos sportinguistas: Montero atrás de Slimani. A verdade é que da forma que o Sporting joga esta temporada e com o Nani faz sentido usar 2 avançados, porque ao contrário da época passada em que o Sporting acabava sempre por apenas progredir no campo com jogo exterior, este ano Marco Silva criou rotinas em que o Sporitng e muito mais forte e eficiente a jogar pelo meio com combinações e dinâmicas que criam muitas dificuldades ao adversário.Depois pelas características dos jogadores, o Nani e Montero são jogadores que são capazes de segurar a bola  com vários adversários dentro de uma cabine telefonica, combinando isto com a verticalidade do Carlos Mané ou do Carrillo, juntamente com a capacidade física de Slimani que funciona sempre como pivot, acaba por o Sporting ter uma combinação de soluções e jogo variado, bastante complicado de anular. Neste jogo o resultado foi obviamente escanço, a nossa equipa podia ter chegado ao intervalo já a golear, e olhando para trás para os pontos perdidos em casa com equipas mais pequenas, sem estar agora a esmiuçar os erros que existiram de arbitragem a verdade é que o Sporting jogando desta forma contra equipas mais pequenas em casa vai naturalmente resolver os jogos com muito mais facilidade.

Fredy Montero - Basicamente o homem da noite. Os olhos estavam colocados nele: afinal de contas era a grande novidade no onze inicial. Ao lado de Slimani não foi avançado nem médio: andou ali no espaço, entre linhas, a infernizar a vida do V. Setúbal. Utilizou a capacidade técnica para criar soluções, sempre em jogo, criando linhas de passe. Acertou no ferro, obrigou Ricardo Batista a boas defesas e garantiu a vitória num grande golo.

Slimani - Tanto insistiu, que acabou por marcar. Duas vezes. Os adeptos já estavam a desesperar com o desperdídio da primeira parte, mas Slimani tem uma vantagem: está sempre lá. A qualquer altura pode marcar, apesar de na verdade falhar ainda mais… Mas por insistência ele lá acaba por acertar e isso é que importa, nem que seja a marcar com a canela.

Jefferson - Subiu várias vezes para apoiar o ataque e numa dessas subidas, assistiu Slimani para o primeiro golo. Ele que já tinha cruzado um par de vezes com perigo e que já tinha ameaçado marcar de livre. A ameaça de Jonathan fez-lhe bem.

William - Encheu o campo, mostrando que também pode dar-se bem num esquema diferente, com apenas dois médios, que o obriga a correr mais. Ganhou várias bolas, apareceu sempre a distribuir jogo e até apoiou o ataque.

Carlos Mané - Deixou a cabeça em água a Hélder Cabral: começou logo aliás no primeiro minuto, a roubar-lhe uma bola que Slimani não concretizou por muito pouco. A velocidade de Carlos Mané foi sempre um problema e por isso criou várias jogadas de perigo na primeira parte.

domingo, 9 de novembro de 2014

Meio jogo não chega


No espaço de 8 dias hipotecámos o campeonato e ficamos a 6 pontos do 3º lugar. Se isto é o Sporting competitivo estamos muito mal. Estou desiludido com isto…não podemos estar sempre a queixar dos árbitros ( embora quase sempre com razão), já sabemos como tudo funciona e por isso não compreendo como é que podemos dar 45 minutos de avanço num jogo tão importante como este! O resultado é péssimo, porque continuamos sem vencer qualquer clube que esteja à nossa frente na tabela e ficamos a uma distância considerável dos dois primeiros lugares.
Vamos passar um período muito difícil, com toda a gente a bater no Sporting por causa da distância pontual para os de cima. Convinha que os sportinguistas a sério defendessem o clube e acreditassem que vamos recuperar, para que os jogadores acreditem também. Hoje tivemos oportunidades suficientes para vencer, mas como muitas vezes acontece nestas situações, com os nervos os jogadores são ineficazes a finalizar. Agora vamos voltar à conversa dos centrais, e que o plantel é curto, etc, etc. O que é certo é que se calhar vamos qualificar-nos para os oitavos-de-final da Champions e estamos a pagar esse preço no campeonato. Mas temos mais do que tempo para recuperar na classificação, pelo menos até ao terceiro lugar, porque os outros com as ajudas que têm tido, fica difícil. E convém recordar que um clube quase falido conseguir construir um plantel sem lacunas em dois anos seria um milagre.
Contudo não quero estar aqui a pôr paninhos quentes; os jogadores têm de se empenhar muito mais!

sábado, 1 de novembro de 2014

Horrível

Vitoria de Guimarães vs Sporting (LUSA)

Depois de conseguirmos recuperar três pontos em relação ao primeiro lugar, voltamos a ficar a seis de distância o que é mau sinal e um duro golpe para uma equipa ainda em construção e com o objectivo de lutar pelo título, sabendo que tem menos armas que os principais rivais.
Mas pior que isso foi esta exibição que nos envergonha a todos e que acredito também envergonhará os próprios jogadores. Em termos de jogo a primeira parte foi equilibrada com dois golos de bola parada. Nem Assis nem Patrício fizeram qualquer defesa. O Vitória pressionou o Sporting no seu ponto mais fraco, a saída de bola pelos centrais. Cortou-lhes linhas de passe e obrigou a jogar longo. Na segunda parte o Sporting arriscou e o Vitória criou perigo de contra-ataque. Tudo isto misturado com vários erros infantis durante o jogo. Esta equipa não tem duas caras. Tem uma. Hoje foi o único jogo em que não fomos melhores que o adversário. E como não somos o Real Madrid, quando não somos melhores perdemos pontos.
Muitos elogios a este Vitória. Sem bola deu tudo, com bola teve sempre critério. O sonho de qualquer treinador. Vitória justa, sem espinhas de uma equipa que merece todos os elogios porque joga com portugueses e da formação.

Quanto a nós, que tenha sido apenas um mau jogo e que quarta-feira a equipa volte ao registo habitual.

domingo, 26 de outubro de 2014

Complicar para golear

Sporting vs Marítimo (Lusa)

Estou satisfeito pela vitória pois entrámos no jogo como pretendíamos; sem acusar o desgaste psicológico do resultado em Gelsenkirchen. A primeira parte deu-nos a impressão que o jogo iria ser uma espécie se passeio, mas foi um pensamento erróneo. Ao intervalo, o resultado era largo mas claramente justo. Estávamos alertados para o que podia acontecer, porque o Marítimo é uma equipa perigosa no ataque comandada por um treinador bastante competente que só agora dá os primeiros passos a solo. No inicio da segunda parte tivemos momentos de desconcentração que não podemos ter e que permitiram que o Marítimo fizesse dois golos. Serve de lição: não podemos adormecer quando temos uma vantagem confortável. Não estivemos tão tranquilos como devíamos, e tínhamos de controlar o jogo de outra forma. «Não podemos cometer os erros que cometemos», disse bem Marco Silva à SportTV no final do encontro. E eu pessoalmente não esperava por facilidades já normalmente o Marítimo engata bons jogos em Alvalade. Mas depois de 3-0, entrar a "dormir"? Não compliquem.

Nani - Nani sempre Nani, Nani em todo o lado. Fizemos três golos numa primeira parte que praticamente decidiu o jogo e nessa altura foi Nani que empurrou o leão para a frente. Assistiu João Mário para o segundo golo e Paulo Oliveira para o terceiro, por exemplo, mas rematou também por duas vezes a rasar o poste: seriam dois golaços. Na segunda parte não foi tão vibrante, mas ainda atirou à barra na marcação de um livre.

Adrien Silva - Encheu o campo, outra vez. Não deu nas vistas como em Gelsenkirchen, é certo, mas surgiu no centro, à direita e à esquerda, recuperou bolas, pressionou, saiu a jogar, enfim. Enorme.

Paulo Oliveira - Muito atento, recuperou várias bolas por ler o jogo antes de todos e antecipar-se aos adversários. Entre um ou outro corte providencial, é verdade, não teve uma ou duas falhas, que ainda assim não chegam para manchar a exibição muito boa e que pelo meio até foi coroada com um golo de estreia de leão ao peito.

Fredy Montero - Voltou a marcar, depois de Penafiel, mas esta noite não fez apenas um golo: fez um golaço. Um grande golo de craque. Partiu da direita, percebeu que a inteligência de Adrien lhe ia colocar a bola no espaço, movimentou-se para lá, recebeu de peito e rematou todo no ar de forma acrobática. Ninguém se lembrou de Slimani.

domingo, 5 de outubro de 2014

Sapatada no jejum


Quem esperava ver uma superioridade claramente forasteira durante o primeiro tempo, em parte acertou, mas não em tudo. Os nossos homens tinham de facto o controlo da posse de bola, do ritmo de jogo, aproximaram-se com frequência da área adversária mas o problema foi o momento decisivo, perto da baliza. Mesmo assim houve espaços (muitos concedidos pela defesa caseira) para Nani, Sarr e sobretudo Slimani; nenhum marcou. Entre jogadas confusas e falta de pontaria, nada resultou no primeiro tempo. O Penafiel foi defendendo com as suas armas - nem sempre muito bem - e no ataque a única oportunidade clara que teve até ao intervalo apareceu praticamente numa oferta de Sarr, que Guedes não aproveitou. 
Marco Silva leu bem os acontecimentos da primeira parte e tomou uma decisão ao intervalo. Daria 10 minutos para que a equipa desse a ‘sapatada’ no jogo (e no marcador) e preparou o plano para o caso da tal ‘sapatada’ não acontecer. A tal sapatada não aconteceu e Marco Silva, inteligentemente, baralhou e voltou a dar. Lançou Adrien para o lugar de William (mais uma vez esteve a léguas do melhor que já lhe vimos) e Montero para o lugar de André Martins (que não agarrou a oportunidade de reaver o lugar que já lhe pertenceu). O jogo mudou imediatamente e nem passados 10 minutos Rui Quinta percebeu que o autocarro já não era suficiente já que Montero entrava e saía a seu bel prazer.
Se já havia vários "buracos" até então, nos últimos 30 minutos a defesa do Penafiel tremeu ainda mais. O Sporting aproveitou: bis de Slimani em dois minutos, Montero a voltar aos golos 300 dias depois e Nani a sentenciar uma goleada, não muito exagerada em relação ao que se viu em campo.

Slimani - Fez o que se pede essencialmente a um ponta de lança. Pouco assertivo no primeiro tempo, mas depois foi crucial com os seus dois golos assistidos por cada um dos laterais. É ele também quem faz a abertura para Capel assistir Montero.

Fredy Montero - Funciona ao lado de Slimani e ainda beneficia o jogo de toda a equipa porque sabe jogar muito bem nas entrelinhas e com o argelino não precisa de andar colado aos centrais. O golo e assistência foram o coroar do renascimento del Avioncito.

Nani - Encheu o campo, sobretudo na primeira parte, e foi o grande dinamizador do jogo leonino. Está cada vez melhor e coroou a exibição com um pormenor genial a fazer o quarto tento.

Paulo Oliveira - Boa estreia a titular onde ganhou todos os lances que disputou. Foi a melhor unidade se olharmos para os 90 minutos no global, pelo que espero que mantenha a titularidade.

Marco Silva - Ontem mais que o jogador A ou B na minha opinião foi o Marco que ganhou o jogo. Uma das criticas que faço, e acho que toda a gente, é a forma como mexe no jogo, sempre com as mesmas substituições e perto do fim do jogo. Ontem surpreendeu com o timing e com as mexidas que fez. Espero que com o jogo de ontem tenha definitivamente tirado da cabeça que já não está no Estoril mas sim no grande Sporting e há que não ter medo de arriscar.

sábado, 27 de setembro de 2014

Foi bom, mas podia ter sido melhor


Ontem quando acabou o jogo disse no café onde o vi que o resultado tinha sido justo mas hoje depois de analisar calmamente com outros olhos o jogo  digo: que qualidade desta equipa do Sporting, merecíamos ganhar sem duvida nenhuma, abafámos aquela que dizem que é uma maquina trituradora!
Na primeira parte houve muito Sporting, o meio campo criado por Marco Silva carburou é de que maneira ( quando William atinar de vez vai ser assombroso ), João Mário é a qualidade em pessoa ( que pezinhos ), tivéssemos marcado aquela cabeçada do João Mário ou o remate do Nani e os porcos já nem tocavam na chicha. Na segunda parte aconteceu o expectável, ou seja, a capacidade que o Porto tem em mudar e não perder qualidade ( ou no caso de ontem em ganhar qualidade ) e isso se deve ao facto de metade daqueles jogadores serem pagos a peso de ouro e mesmo assim não lhe pertencerem. E assim baixámos as linhas e os do norte jogavam como costume (e que todos dizem que é muita bom) , que é trocar a bola no seu meio campo entre os defesas ( o que lhe da os tais 70% de posse de bola) numa espécie de tiki taka esfarrapado.
Depois aconteceu Naby Sarr coitado do rapaz. O auto-golo? Qual é a dúvida, nunca jogaram à bola? Diriam que é suposto ele deixar passar o cruzamento para a pequena área? Ainda por cima quando estava a fazer uma exibição bastante competente só falhando uma vez perante Jackson Martinez quando este fica isolado na cara de Patrício. E o Rui?! Enorme! A partir dai o jogo ficou um pouco partido com qualquer das equipas a poder ganhar, faltas aqui e ali, jogo sempre intenso e dois golaços que podiam ter sido marcados de um lado e do outro; uma bomba fantástica do Capel e um calcanhar impressionante de Jackson. Em suma, excelente jogo do nosso Sporting e muito boas perspectivas para o futuro. Ainda há pormenores a melhorar? Obviamente que sim, vários. Estou satisfeito com o resultado? Não, obviamente que não estou satisfeito com o resultado. Mas quando notamos a equipa a melhorar progressivamente (Nani entrosado, um melhor Carrillo, uma lufada de ar fresco chamada João Mário, Adrien e William a regressar, Jonathan a surpreender e um Patrício sempre lá para nós) só podemos ter boas perspectivas no futuro próximo.

Nani/Carrillo - Foram estes dois os dínamos do excelente futebol praticado pelo nosso Sporting na primeira parte. O português teve mais uma manifestação da qualidade que acrescenta a este Sporting. É verdade que podia ter feito ainda melhor, sobretudo nas duas vezes em que acerta em Fabiano com a baliza escancarada. O peruano esteve endiabrado na primeira parte; quebra-cabeças para Alex Sandro nos primeiros minutos, os seus melhores momentos de intensidade foram dificílimos de travar pelos rivais. Falta-lhe apenas ligar estes momentos, aumentando a sua consistência. Continua a ser muito importante naquela pressão alta sobre a saída de bola dos rivais.

Rui Patrício - Sempre lá para nós. Na primeira parte esteve tranquilo sem muito trabalho; na segunda parte mostrou o que é ser guarda redes de equipa grande. No frente a frente com Jackson Martinez levou a melhor (um dos melhores guardiões do mundo a sair-se), fez uma defesa fantástica a remate de Herrera e ganhou todas as bolas divididas pelo ar.

Jonathan Silva - Entrada em grande no jogo com um golo que nem ele próprio pensaria em marcar. Depois disso mostrou sempre grande intensidade e agressividade. Na primeira parte anulou Quaresma, na segunda com menos fôlego teve mais dificuldades com Tello.

João Mário - Com ele em campo, o Sporting ganha inteligência. Sabe onde deve estar e como lá chegar o mais depressa possível, seja para pressionar o portador da bola ou chegar a um cruzamento. Ter a bola e devolvê-la, sempre controlada, não é um problema para si. Aos 15 minutos, também ele teve o golo ao seu alcance, depois de Carrillo ter deixado para trás Alex Sandro e cruzado para a sua frente. Sem marcação, atirou ao lado. Falhou aí, mas foi só.

Maurício/Sarr - Sem terem comprometido, não deram a segurança necessária. O brasileiro perdeu apenas uma dividida para um solitário Jackson, embora tenha estado bem (e pouco faltoso) no geral. O francês esteve até bastante competente só falhando quando deixou Jackson isolar-se, mas a sua exibição culminou num corte infortunoso que enfiou a bola na sua própria baliza. Tudo tem acontecido ao rapaz já que quanto a Sarr, há detalhes que me levam a ter a certeza de haver ali muito potencial. Pode ser que este crescimento "forçado" dê frutos no futuro.

Diego Capel - Se aquela entrava...

domingo, 21 de setembro de 2014

Maestro João afina a orquestra


A missão era difícil á priori mas foi cumprida: ganhar obrigatoriamente e se possível dar um recital de bom futebol na deslocação a Barcelos. Com uma excelente exibição, sobretudo na primeira parte, tivemos grandes facilidades no encontro e até podíamos ter construído um resultado mais desnivelado. João Mário, com duas assistências, foi a grande figura do encontro e já não deve sair do 11 (num dia em que André Martins ficou na bancada, sorry). Nani, que voltou a marcar, e Adrien estiveram igualmente em bom plano, sendo de destacar também a estreia positiva do rookie Jonathan Silva. É certo que o adversário não nos deu grande oposição, mas só conseguimos uma vitória muito importante (os próximos jogos são com Porto e Chelsea) como também praticámos um futebol de grande qualidade, sobretudo na primeira parte. O meio campo apresentou uma dinâmica notável (William e Adrien subiram de rendimento) e para isso contribuiu a entrada do maestro João Mário no 11. E que luxo ver estes três a trabalhar! O médio, com a sua qualidade no passe e visão de jogo, entendeu-se muito bem com Adrien e, para além das duas assistências, fez uma exibição muito consistente e deve ter roubado o lugar a André Martins.
Este resultado foi importantíssimo a vários níveis mas quero destacar um: o levantar de moral dos adeptos. Os adeptos têm de perceber que não é a apoiar jogo sim jogo não que se vai lá. Os jogadores erram? Obviamente. Se tivéssemos dinheiro para Messis ou Ronaldos a taxa de erro reduzia-se mas temos o que podemos ter e assim continuaremos. Tenho pena que certos sportinguistas já esqueceram que á ano e meio atrás estivemos quase a fechar portas e agora estamos a competir e a recuperar o nosso clube de uma forma extraordinária.

João Mário - Foi o maestro que temos vindo secretamente a pedir. Alterou a dinâmica do jogo entrando confiante e aguerrido, fazendo uma dupla versátil com Adrien. Fez as assistências para dois golos no segundo tempo e já na primeira parte havia deixado boas indicações. «João Mário acaba de comprar a gamebox para o 11 do Sporting» disse Luis Freitas Lobo e acho que todos concordamos. 

Nani - Se a expectativa já era elevada (melhor extremo em Portugal), o português não só não tem defraudado como tem elevado ainda mais o nível. Anda literalmente a passear classe e a brincar com os adversários. A jogada do seu golo pode-se considerar uma ode?

Adrien Silva - Encheu-se de fé e abriu caminho à goleada, e quando ele está bem tudo é mais fácil. O facto de ter ao seu lado outro parceiro nem parece ter feito diferença, ou talvez tenha, mas para melhor.

sábado, 13 de setembro de 2014

Sporting atrasado


Dérbi lisboeta e jogo histórico no regresso do campeonato a Alvalade. O Sporting recebeu neste sábado o Belenenses, em encontro da quarta jornada da I Liga: pela segunda ronda consecutiva o vice-campeão protagonizou um dérbi lisboeta e, pela segunda ronda consecutiva, empatou 1-1. Os problemas são os mesmos e o tempo não parece ajudar este Sporting a melhorar na finalização.
O Sporting não deslumbrou na primeira parte mas foi a equipa mais perigosa. Tentativas de William, de Slimani e uma arrancada de Nani poderiam ter originado golos para a equipa da casa; mais posse de bola, mais remates e um golo, apontado por Carrillo, que aproveitou uma oferta adversária. A questão é que antes o Belenenses já tinha marcado. A turma do Restelo não chegou a Alvalade só para defender e, apesar de não serem muitos, conseguiu organizar alguns contra-ataques perigosos. Sturgeon havia ameaçado, Deyverson apontou o primeiro golo.
A pressão do nosso Sporting, com o objetivo de atacar cada vez mais, aumentou naturalmente na segunda parte. Mas quem esteve na primeira jogada muito perigosa depois do intervalo? Deyverson, para grande defesa de Rui Patrício. Na última meia hora o campo passou a estar cada vez mais inclinado, com o Belenenses, agora sim, a defender e pouco mais. Slimani ameaçou duas vezes na reta final, numa altura em que Jefferson foi expulso por protestos. Em resumo, houve mais Sporting, mas tal como se viu várias vezes na época passada e já na presente temporada, faltou eficácia em vários momentos. 
Destaques:
Nani - O seu esforço enorme foi inglório. Conseguiu provocar desequilíbrios em lances individuais, arriscando no um para um por mais do que uma vez, mas ninguém deu seguimento ao que o red devil criou. Destaque para uma arrancada ainda na primeira parte, num dos melhores lances de ataque dos leões, mas o remate de Slimani passou ao lado. Um oásis de Nani num deserto de ideias.
Rui Patrício - Tal como na temporada passada, Rui Patrício continua a ser o jogador do Sporting que mais intervenções verdadeiramente decisivas tem tido. Foi assim em cada um dos primeiros quatro jogos da Liga. Em Coimbra notável ainda antes do empate. A terminar ainda com 0 a 0 frente a um isolado avançado do Arouca. Na Luz. E novamente a Deyverson.
Slimani - Noite azarada do avançado argelino em que quase nada lhe saiu bem. Slimani é um bom finalizador quando tem de tocar apenas uma vez na bola, preferencialmente de cabeça. Qualquer coisa mais elaborada, que envolva uma receção, pelo menos esta noite, dá em desastre. Raramente conseguiu receber uma bola em condições. 
Adrien Silva - Jogo péssimo do meio campista. Mostrou-se muito distraído, que fez com que falhasse passes ridiculos, e muito lento no transporte da bola. Quando vemos Carrillo a fazer melhores combinações que Adrien, está tudo dito sobre a exibição do português.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Convocados

Marco Silva chamou 19 jogadores para a receção ao Belenenses, marcada para este sábado em Alvalade, pelas 20.15 horas. Em relação à última convocatória regista-se apenas as saídas de Heldon e do jovem Jonathan Silva.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck;
Defesas: Ricardo Esgaio, Maurício, Paulo Oliveira, Naby Sarr e Jefferson;
Médios: William Carvalho, Rosell, Adrien, João Mário, André Martins e Capel;
Avançados: Nani, Montero, Carlos Mané, Carrillo, Tanaka e Slimani.

Onze provável
Sporting Clube de Portugal - SAD 4-5-1 football formation